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Capítulo 10 – Segurança dos pacientes e controle de infecções

Última revisão: 26/09/2013

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 Versão original publicada na obra Manual de Controle de Infecções da APIC/JCAHO. Porto Alegre: Artmed, 2008.

 

Janet Frain

 

Joint Commission – metas nacionais de segurança dos pacientes no controle de infecções

A redução no risco de incidência de infecções associadas à assistência à saúde é uma grande preocupação com relação à segurança dos pacientes e à qualidade do atendimento em todos os tipos de organizações de saúde. Em 2004, a Joint Commission lançou o programa National Patient Safety Goal, sobre controle de infecções, aplicável aos seguintes tipos de assistência à saúde: atendimentos ambulatoriais, saúde comportamental, hospitais de acesso crítico, atendimento de doenças específicas, hospitais, laboratórios, atendimento de longa permanência e cirurgias em clínicas. Essa meta exige que as organizações reduzam a incidência de infecções associadas à assistência à saúde por meio da adesão às orientações de higiene das mãos do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC)[*] e administrem todos os casos identificados de óbito ou perdas de função causadas por esse tipo de infecção como se fossem eventos-sentinela. O tipo de infecção associada à assistência à saúde em cada organização de prestação de serviços depende do atendimento, do tratamento e dos serviços prestados, embora tais infecções sejam comuns em casos de infecções no trato urinário associadas a uso de cateteres, infecções na corrente sangüínea (geralmente associadas a uso de dispositivos intravasculares) e pneumonia. Os serviços ambulatoriais e os provedores de tratamentos agudos também enfrentam problemas com infecções de sítio cirúrgico, ao passo que os profissionais de atendimento domiciliar e de tratamentos de longa permanência costumam se defrontar com problemas de infecções na pele e nos tecidos moles. O Quadro 10-1 apresenta o panorama de tais metas.

 

QUADRO 10-1 Meta Nacional de Segurança dos Pacientes Relacionada ao Controle de Infecções

Meta 7. Redução no risco de incidência de infecções associadas à assistência à saúde.

 

Exigência 7A: É obrigatório seguir as orientações atuais sobre higiene das mãos do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC).†‡

 

Exigência 7B: Todos os casos identificados de óbito imprevisto ou de perda de função associados às infecções relacionadas à assistência à saúde devem ser administrados como eventos-sentinela.

† As organizações têm o dever de atender a todas as recomendações ou exigências IA, IB e IC do CDC. Elas são incentivadas a seguir todas as recomendações.

‡ Para as organizações de saúde comportamental, a Exigência 7A diz: “As orientações atuais sobre higiene das mãos do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) devem ser rigorosamente seguidas na prestação de serviços para populações de alto risco ou nos casos de administração de tratamentos físicos”.

 

QUADRO 10-2 Orientações do CDC sobre Higiene das Mãos

O CDC classifica as orientações sobre higiene das mãos com base na força e na evidência das recomendações de apoio, resultando nas Categorias IA, IB, IC e II. As recomendações da Categoria IA são fundamentadas em estudos experimentais, clínicos ou epidemiológicos. As recomendações da Categoria IB fundamentam-se em alguns estudos experimentais, clínicos ou epidemiológicos, bem como em uma forte base teórica. As recomendações da Categoria IC são exigidas por regulamentos. Finalmente, as recomendações da Categoria II são apoiadas em estudos clínicos ou epidemiológicos ou em fundamentos teóricos. O CDC inclui também vários “assuntos sem solução” nos itens para os quais não há “qualquer recomendação”.*

*Entrar no site www.cdc.gov/mmwr/preview/mmwrhtm/rr5116a1.htm (acessado em 23/09/2005) para ver o texto integral das orientações sobre higiene das mãos (em inglês).

 

Orientações para a higiene das mãos

A expectativa da Joint Commission, nos termos da Exigência 7A, é que as organizações atendam todas as recomendações para higiene das mãos constantes nas orientações da Categoria I (IA, IB, IC) do CDC. Embora não seja uma exigência, a Joint Commission incentiva o atendimento às recomendações da Categoria II para fins de acreditação. A higiene adequada das mãos revelou que é possível reduzir o risco de incidência de infecções. A representação gráfica da Figura 10-1 mostra as taxas médias de adesão à higiene das mãos a partir de estudos realizados durante 20 anos.

 

FIGURA 10-1 Taxas de adesão à higiene das mãos.

Este gráfico representa o percentual de pessoas trabalhando na prestação de serviços de assistência à saúde que lavam regularmente as mãos, de acordo com compilação feita em estudos realizados em 20 anos.

Fonte: John M. Boyce, M.D. Utilizada com autorização.

 

É imprescindível que as organizações de prestação de serviços de assistência à saúde implementem estratégias para melhorar as taxas de adesão às normas que disciplinam a higiene das mãos. Entretanto, o cumprimento da meta prevista no programa National Patient Safety Goal pode ser um grande desafio para as organizações do setor da saúde. Ainda que esse desafio possa ser superado parcialmente por meio da implementação de estratégias-chave, é necessário promover mudanças culturais na mentalidade das equipes médicas, desde as lideranças até as equipes de suporte.

A garantia de melhorias na higiene das mãos exige abordagens multimodais que incluem estratégias como pesquisa e feedback sobre adesão às normas de higiene das mãos, programas educacionais para equipes e pacientes, lideranças comprometidas, disponibilidade de instalações e suprimento de produtos de higiene. As organizações devem levar em consideração os itens a seguir para facilitar a obtenção de melhorias no atendimento às normas de higiene das mãos:

 

      Implementação de programas multidisciplinares para melhorar a adesão às práticas recomendadas de higiene das mãos.

      Priorização institucional das melhorias na adesão às práticas de higiene das mãos, fornecimento de suporte administrativo e alocação de recursos financeiros.

      Programas educacionais para equipes de todos os níveis organizacionais sobre a importância, a ciência e os métodos para a higiene das mãos.

      Acesso fácil aos produtos de higiene, como substâncias à base de álcool, ou às instalações normalmente utilizadas para lavar as mãos. Alguns estudos demonstraram que os produtos para esfregar as mãos à base de álcool são mais eficientes para melhorar as taxas de higiene porque exigem menos tempo, agem com mais rapidez, são menos irritantes e desempenham o papel de manter melhorias sustentadas no atendimento de normas associadas a reduções nas taxas de infecção.1

      Obtenção do comprometimento das equipes, mediante o apoio dos líderes das unidades e dos campeões das equipes, aos programas de melhorias na higiene das mãos, pela adesão contínua às normas. Quando os membros das equipes percebem que seus supervisores e membros seniores estão comprometidos com as práticas de higiene das mãos, há uma enorme probabilidade de ocorrerem impactos positivos em todo o processo de adesão.2 Colocar cartazes próximos das pias, em banheiros e em outros locais estratégicos, para lembrar aos membros das equipes que é necessário lavar as mãos. Trocar os cartazes ou mudá-los constantemente de lugar para manter o interesse.

      Apresentação de modelos de papéis a serem desempenhados, para motivar as equipes a seguir rigorosamente as normas que orientam a prática de higiene das mãos.

      Incentivo aos pacientes e às famílias para divulgarem o programa e aos funcionários do setor de atendimento à saúde para lavarem as mãos.

      Plano-piloto de esforços de melhoria na higiene das mãos em uma unidade, departamento ou área específica de uma outra organização. Quando os membros das equipes percebem dados que comprovam a ocorrência de melhorias na adesão às normas, na redução das taxas de infecção e nas despesas, certamente há “pressão dos pares” para criação de modelos aplicáveis em outras áreas da organização.

      Aumento no estoque de produtos à base de álcool para esfregar as mãos, instalando dispensadores na saída dos quartos de pacientes. Vários estudos demonstraram que houve melhorias sensíveis na adesão às normas de higiene das mãos nos casos em que havia produtos de limpeza à disposição dos usuários nesses locais.3 Todos os problemas sobre a instalação de dispensadores de produtos à base de álcool para esfregar as mãos em corredores de saída foram solucionados e atualmente a instalação desses dispositivos é permitida de acordo com os termos do Life Safety Code.®[†] Entretanto, qualquer instalação deve seguir as exigências locais de proteção contra incêndios.

      Monitoramento da adesão às normas de higiene das mãos e feedback regular, para todas as pessoas envolvidas, sobre o desempenho das equipes ou monitoramento do volume de produtos à base de álcool para esfregar as mãos, utilizado por 1.000 pacientes/dia, como indicador indireto da higiene das mãos. Deve-se levar em consideração a hipótese de comprometer as equipes no monitoramento dos processos pela delegação dessa responsabilidade para a unidade ou para as equipes de serviço. As pessoas responsáveis pela observação da higiene das mãos devem possuir ferramentas simples e claras e educação sobre processos de inspeção. Todas as categorias de equipes devem ser observadas, incluindo médicos, enfermeiros, terapeutas respiratórios e outros profissionais que mantenham contato com pacientes ou residentes. É necessário obter observações suficientes que permitam aumentar a confiabilidade das análises.

 

Conseguir mudanças significativas no comportamento e na mentalidade dos indivíduos que trabalham na área de serviços de saúde sobre a importância da higiene das mãos pode levar algum tempo. As organizações devem implementar de forma sistemática atividades de melhoria na higiene das mãos e assegurar diligentemente a obtenção de aperfeiçoamentos graduais e eficazes.

Veja, na seção “Ferramentas e Recursos” deste capítulo, alguns materiais, úteis.

 

Eventos-sentinela de infecções associadas à assistência à saúde

Dados recentes do CDC indicam que há um grande número de óbitos causados por infecções associadas à assistência à saúde.4 Para auxiliar as organizações a aprender lições de eventos-sentinela causados por esse tipo de infecção, a segunda exigência do National Patient Safety Goal 7 diz que as infecções associadas à assistência à saúde que resultarem em óbitos ou perdas funcionais permanentes devem ser administradas como eventos-sentinela.

Para extrair lições de eventos adversos e evitar sua recorrência, é importante que as organizações de assistência à saúde reconheçam o fato de que qualquer morte imprevista ou perda funcional permanente, incluindo aquelas em que as infecções fazem parte do quadro clínico, é um evento-senti-nela. Por isso, as organizações devem realizar análises de causas básicas para determinar o motivo dos óbitos. As organizações devem fazer também análises de efeitos e de modos de falhas para identificação de áreas de debilidade que possam produzir eventos-sentinela associados a infecções relacionadas à assistência à saúde. As cinco estratégias apresentadas neste capítulo devem ser levadas em consideração na administração de eventos-sentinela provenientes dessas infecções.

 

Administração de Eventos-sentinela Relacionados a Infecções Associadas à Assistência à Saúde

As pesquisas revelaram que as organizações com taxas mais baixas de infecções associadas à assistência à saúde têm programas fortes de estudos e de prevenção/controle.5 O objetivo do National Patient Safety Goal 7 é complementar a abordagem tradicional de controle de infecções fundamentada em taxas, por meio da análise de causas básicas dos casos mais sérios, para reduzir o risco de incidência desse tipo de infecções ou de infecções nosocomiais, com aplicação de estratégias semelhantes para identificar e reduzir o risco de outras infecções e o risco de óbitos ou de incapacitação permanente de pacientes infectados.

Com base no National Patient Safety Goal 7B, as organizações devem administrar como eventos-senti-nela todos os casos identificados de óbitos imprevistos ou de perdas funcionais permanentes relacionados a infecções associadas à assistência à saúde. A administração desses casos como eventos-sentinela fornece informações adicionais, nem tanto sobre as infecções, mas sobre a identificação e a retificação de falhas sistêmicas que promoveram as infecções.

A próxima seção apresenta cinco estratégias-chave para administrar esses casos como eventos-sentinela.

 

1.    Revisão da política de eventos-sentinela das organizações. Se necessário, a política de eventos-sentinela das organizações deve ser revista e alterada para permitir a inclusão de casos nos quais as infecções associadas à assistência à saúde resultaram em óbitos imprevistos ou perda funcional grave em caráter permanente. É importante observar que a presença dessas infecções não determina se os resultados caracterizam-se ou não como eventos-sentinela. Isto é, a presença de infecções que tenham contribuído para a ocorrência de resultados adversos não exclui a hipótese de administrar os casos como eventos-sentinela.

O pessoal do controle de infecções, os médicos e outras equipes de linha de frente devem ter conhecimento do comprometimento das organizações na redução de danos aos pacientes provenientes de eventos-sentinela relacionados a infecções.

 

2.    Estudos contínuos e permanentes de infecções. A Joint Commission não espera ou exige qualquer tipo de mudança nas atividades de estudos como resultado do programa Goal 7. Os estudos em curso devem identificar óbitos e outros eventos adversos que possam ser vinculados a infecções associadas à assistência à saúde, tais como infecções cirúrgicas ou infecções na corrente sangüínea. Os casos de perdas funcionais graves ou permanentes provenientes desses tipos de infecções são raros e podem resultar de endocardite, Aspergillus fumigatus ou de condições neurocirúrgicas. Óbitos ou perdas funcionais graves ou permanentes identificados por meio de estudos devem ser comunicados aos coordenadores de melhorias do desempenho ou a outras funções organizacionais responsáveis pela revisão de eventos adversos, incluindo análises das causas básicas de eventos-sentinela.

3.    Identificação de eventos-sentinela relacionados a infecções. A determinação da imprevisibilidade de óbitos ou lesões geralmente se baseia nas condições dos pacientes no momento da internação nas organizações. Os óbitos ou as perdas funcionais graves e permanentes são considerados eventos-sentinela se os resultados não tiverem origem no curso natural de doenças ou em condições subjacentes que existiam na época da internação.

A APIC desenvolveu uma ferramenta chamada “Integração da análise de eventos-sentinela na prática do controle de infecções” que inclui perguntas de análise de causas básicas relacionadas a infecções e modelos de contextos (visitar o site www.apic.org para localizar essa ferramenta).

4.    Realização de análises completas de causas básicas confiáveis. A análise de causas básicas não é apenas um exame de infecções, mas o estudo de eventos completos. Esse tipo de processo examina os motivos dos óbitos e das perdas funcionais graves e permanentes. A análise identifica sistemas e fatores de processos que, mediante redesenhos adequados, possam reduzir o risco de resultados adversos graves para os pacientes.

Como parte dos processos de análises de causas básicas, seria interessante criar critérios de triagem para identificar se as infecções são “causativas” ou “contributivas” (Classificação Internacional de Doenças [CID], 10a edição revisada6).

Por exemplo, um evento pode ser considerado sentinela se um paciente relativamente saudável for internado para realização de procedimento eletivo e desenvolver infecção na ferida, tornar-se séptico e morrer. Entretanto, é mais difícil classificar casos nos quais os pacientes sejam imunocomprometidos ou idosos com comorbidade múltipla.

Embora a participação do pessoal do controle de infecções seja benéfica, a equipe responsável pelas análises deve ser multidisciplinar e incluir equipes de linha de frente mais envolvidas nos processos de atendimento à saúde relevantes para o caso. O site da Joint Commission apresenta as características de uma análise de causas básicas completa, confiável e aceitável, bem como um modelo de estrutura para condução de análises eficazes (visite o site www.jcaho.org).

As análises de causas básicas identificam fatores contributivos, causas básicas e medidas eficazes de controle para reduzir o risco de recorrências.

5.    Implementação de ações necessárias para reduzir riscos futuros. Um dos produtos das análises de causas básicas bem-sucedidas é o plano de ação para evitar recorrências. Revisões completas da literatura ajudam as equipes a fundamentar os planos de ação nas melhores práticas e em padrões adequados. As melhorias para redução de riscos devem ser implementadas em todas as áreas aplicáveis e não apenas onde ocorreu o evento.7 Os planos de ação devem indicar também como medir a eficiência das ações implementadas.

 

Referências

1.    www.cdc.gov/ncidod/eid/vol7no2/pittet.htm (acessado em 23/09/2005).

2.    Lankford M.G., et al.: Influence of role models and hospital design on the hand hygiene of health-care workers. Emerg Infect Dis (serial online) Feb 2003. Available at www.cdc.gov/ncidod/EID/vol9no2/02-0249.htm (acessado em 15/12/2005).

3.    www.cdc.gov/ncidod/eid/vol7no2/pittet.htm#1 (acessado em 13/12/2005).

4.    Monitoring hospital-acquired infections to promote patient safety – United States, 1990-1999. MMWR Morb Mortal Wkly Rep 49:149-153, Mar. 10, 2000.

5.    Haley R.W., et al.: The efficacy of infection surveillance and control programs in preventing nosocomial infections in U.S. hospitals. Am J Epidemiol 121(2):182-205, 1985.

6.    World Health Organization: International Statistical Classification of Diseases and Related Health Problems, 10th Revision, 2003. Available at www3.who.int/icd/vol1htm2003/fr-icd.htm (acessado em 10/12/2005).

7.    Joint Commission Resources: Focus on five: Strategies to comply with National Patient Safety Goal 7B. Patient Safety 4(8):11, 2004.

 

Ferramentas e recursos

As ferramentas e os materiais a seguir são importantes nos processos de redução do risco de incidência de infecções associadas à assistência à saúde.

 

Ferramentas

FIGURA 10-2: Planilha de rastreamento da higiene das mãos do Boston Medical Center.

Esta figura mostra como o Boston Medical Center faz o rastreamento da adesão às normas de higiene das mãos.

E = enfermeiro; ASH = auxiliar de serviços de hotelaria; AE = auxiliar de enfermagem.

Fonte: Boston Medical Center, Boston, MA. Utilizada com autorização.

 

 

FIGURA 10-3: Formulário de coleta de dados de higiene das mãos do Bradley Memorial Hospital.

Coleta de Dados de Higiene das Mãos

Instruções: Observar a técnica de higiene das mãos e das unhas anonimamente para o máximo possível de disciplinas e observações. Colocar um círculo sobre “Sim” no caso de atendimento às normas de higiene das mãos ou sobre “Não” no caso de não-atendimento às normas. Indicar a disciplina observada na área de respostas “Sim” ou “Não”, usando a chave abaixo.

As mãos devem ser lavadas durante pelo menos 15 segundos usando fricção, sabonete e água corrente. O uso de álcool anti-séptico e de produtos sanitários para as mãos pode substituir a lavagem das mãos, considerando que elas não estejam visivelmente contaminadas com sujeira ou material orgânico. No caso de enxágüe com álcool, em vez de lavar as mãos, indicar “A” no campo de resposta.

De acordo com as orientações do CDC, é proibido o uso de unhas artificiais no atendimento direto aos pacientes. O comprimento das unhas naturais deve ser de 0,5 cm em relação à extremidade dos dedos.

Deve-se completar o mínimo de duas observações mensais (até 10 observações podem ser incluídas nesta planilha) por unidade (as equipes de todos os turnos devem ser incluídas).

Esta figura apresenta um exemplo de ferramenta de coleta de dados sobre a higiene das mãos.

Fonte: Bradley Memorial Hospital, Cleveland, TN. Utilizada com autorização.

 

 

FIGURA 10-4: Grade de auditoria de lavagem das mãos do Dameron Hospital Association.

Este formulário é um exemplo de ferramenta de pesquisa que permite aos pacientes verificar se seus provedores de serviços de assistência à saúde estão praticando a higiene das mãos durante o tratamento.

Fonte: Dameron Hospital Association, Stockton, CA. Utilizada com autorização.

 

 

FIGURA 10-5: Relatório de estudos de iniciativas de melhorias do desempenho e relatório trimestral do New England Baptist Hospital.

Departamento: Controle de Infecções e Serviços Ambientais

Data: 30 de dezembro de 2004

Título do Estudo de Melhoria do Desempenho: Implementação da adesão à Orientação do CDC sobre Higiene das Mãos e Instalação de Produtos à Base de Álcool para as Mãos Cal Stat em toda a instituição.

Patrocinador da Equipe: Comitê de Controle de Infecções

Líder da Equipe:        Maureen Spencer, M.Ed., R.N.

                                    Coordenadora do Controle de Infecções

Membros da Equipe:            Maureen Spencer, M.Ed., R.N.

                                               Coordenadora do Controle de Infecções

           

Carl Shortbridge

                                               Gerente de Serviços Ambientais

                                               Sodexho, Co.

 

                                               Erik Kaplan

                                               Representante de Produtos da Steris, Co.

Data do Início: Setembro, 2003

Data do Término: Em curso

F (Foco): Assunto em processo de revisão, sua significância/estado atual:

Melhorar o uso de produtos à base de álcool para friccionar as mãos antes e depois do contato com os pacientes, depois da remoção das luvas, depois da execução de procedimentos em laboratórios e em áreas diagnósticas com potencial para contaminação, antes de deixar o local de trabalho nas horas de folga e antes de sair do trabalho.

A (Análise): Abordagem do problema (coleta de dados, indicadores de sucesso, processo de tomada de decisão):

Setembro-outubro, 2003

1.    Determinar o número de dispensadores e de frascos de produto a serem instalados nos quartos dos pacientes.

2.    Aquisição de produtos para a instalação da fase I.

3.    Determinar o local mais adequado para instalação de dispensadores.

4.    Remover os dispensadores antigos nos corredores de saída das unidades de enfermagem.

 

Novembro-dezembro, 2003

1.    Novembro – Maureen Spencer, R.N., faz a apresentação da Campanha de Higiene das Mãos, para o período de um mês, para os funcionários do hospital, usando novos avisos, bótons e distribuição de amostras grátis de produtos.

2.    Dezembro – Instalação de dispensadores nos finais de semana por um prestador de serviços.

3.    Determinar o número de dispensadores e de frascos de produtos para a fase II. Instalação na Unidade de Tratamentos Críticos, em laboratórios e outras áreas.

 

Janeiro-fevereiro, 2004

1.    Conclusão da fase final das instalações, correção de problemas nos dispensadores.

 

Março, 2004

1.    Definição do indicador de monitoramento da qualidade, juntamente com as pessoas ligadas ao controle de infecções, para avaliar as instalações, a disponibilidade de produtos e as condições operacionais dos dispensadores. O monitoramento deve ser concluído em abril de 2004.

2.    Coleta do volume mensal prospectivo do uso de produtos junto a Erik Kaplan, para possibilitar a análise da eficiência das medidas de implementação e da educação sobre o uso de produtos e a adesão às Orientações de Higiene das Mãos do CDC.

 

Abril, 2004

1.    Pessoas ligadas ao controle de infecções na sala cirúrgica, na unidade de atendimento pós-crítico, na radiologia, e laboratórios mediante inspeções in loco de todos os dispensadores de Cal Stat, pias para lavar as mãos e dispensadores de sabonete e loção.

 

Junho/2004

1.    21 a 25 de junho de 2004 – Feira de Segurança dos Pacientes – Instalação de um estande com higiene das mãos e unhas artificiais, uma das iniciativas de segurança dos pacientes promovidas pela JCAHO.

 

Julho-setembro/2004

1.    Distribuição do Novo Manual de Controle de Infecções em toda a instituição, com inclusão da política de higiene das mãos aprovada na reunião do Comitê de Controle de Infecções de 21 de abril de 2004.

2.    Os serviços internos educacionais foram distribuídos por Maureen Spencer como segue:

Serventes da sala cirúrgica em 3 de agosto de 2004

Equipe da sala cirúrgica em 25 de agosto de 2004

Serviços ambientais em 7 de setembro de 2004

Auxiliares de enfermagem em 16 de setembro de 2004

Rondas na enfermagem em 23 de setembro de 2004

Rondas cirúrgicas em 24 de setembro de 2004

3.    Execução de trabalhos com a equipe de construção na distribuição de quartos das unidades reformadas da enfermagem, para instalação dos dispensadores de Cal Stat.

 

Outubro-dezembro/2004

1.    Maureen Spencer apresentou o programa de controle de infecções e de higiene das mãos durante as rondas ortopédicas de 6 de outubro de 2004. Cada cirurgião recebeu um pequeno frasco de Cal Stat.

2.    Novos dispensadores de Cal Stat foram instalados nas pias para lavar as mãos das unidades de enfermagem, na unidade de recuperação pós-anestésica, no Bond Center, na lanchonete e na sala de trabalhos de anestesia.

3.    A Campanha de Higiene das Mãos foi implementada em 21 de dezembro – sobre higiene das mãos e a prevenção de gripe. O tema foi “Don’t Catch the Flux Bear Blues”. Os seguintes locais participaram da campanha para equipes e visitantes: unidade de atendimento pós-crítico, unidade de tratamentos críticos, acesso de pacientes, 5E, 5W, UTI, 4E, 4W e radiologia.

 

D (Desenho): Descobertas e recomendações (plano de implementação):

1.    Os dispensadores foram instalados nas salas de pacientes hospitalizados no final de dezembro de 2003.

2.    Os dispensadores foram instalados nos laboratórios, na radiologia, na unidade de tratamentos críticos e em outras áreas em janeiro a fevereiro de 2004.

3.    A primeira Campanha de Higiene das Mãos foi apresentada à equipe do hospital por Maureen Spencer durante o mês de novembro, com distribuição de aproximadamente 500 bótons, e 400 funcionários da área de atendimento à saúde assinaram um abaixo-assinado para lavar as mãos com mais freqüência.

4.    Os programas de educação do Serviço Interno de Controle de Infecções foram apresentados à equipe por Maureen Spencer, R.N., de janeiro a março, com o uso correto do Cal Stat incluído em cada apresentação. Pequenos frascos de Cal Stat foram distribuídos em cada seminário.

5.    O monitoramento concluído em abril de 2004 teve como objetivo verificar as condições dos dispensadores, a disponibilidade do produto e a localização.

 

RESULTADOS:

Unidades áreas participantes: UTI, unidade de atendimento pós-crítico, radiologia sala cirúrgica

N. de observações nos quartos: 164

N. de observações nos quartos com fricção das mãos com álcool: 157 (96%)

N. de postos de enfermagem ou de observações em consultórios: 16

N. com Cal Stats que funcionaram de maneira adequada: 15 (94%)

N. de outras áreas observadas (p. ex., radiologia) 34

N. de Cal Stat que funcionaram adequadamente 34 (100%)

N. de observações na pia para lavar as mãos 156

N. de pias com sabonetes Soft n Sure que deram resultado 148 (95%)

N. de observações de toalhas de papel com produto 112

N. de toalhas de papel 112 (100%)

N. de observações de dispensador com loção para as mãos 28

N. de dispensadores de loção para as mãos com o produto 28 (100%)

N. de pias para lavar as mãos, com loção 20 (71%)

6.    A avaliação das compras de Cal Stat em 2003 ajudou a refletir o aumento da disponibilidade do produto, embora não tenham indicado seu nível de utilização real pelos funcionários da área de atendimento à saúde.

 

 

E (Executar ou Avaliar): Documentação dos resultados e dos planos futuros:

1.    A equipe do hospital e os médicos aprovaram a nova localização dos dispensadores de Cal Stat e a facilidade de acesso para uso pelos pacientes.

2.    A segunda Campanha de Higiene das Mãos foi incluída na Feira de Segurança dos Pacientes realizada de 21 a 25 de junho de 2004.

3.    No ano de 2005, o monitoramento dos dispensadores de Cal Stat e das pias para lavar as mãos foi realizado trimestralmente nas unidades de pacientes hospitalizados.

4.    A instalação de Cal Stat será monitorada à medida que forem sendo concluídas as reformas das unidades de enfermagem.

5.    Os serviços internos da equipe médica terão prosseguimento no October 6th Orthopedic Grand Rounds e no December 16th Medical Grand Rounds.

6.    Os serviços de reabilitação foram incluídos no programa de higiene das mãos e no controle de infecções em 5 de outubro de 2004.

7.    Em dezembro foi realizada uma Campanha de Higiene das Mãos denominada “Don’t Catch the Flu Bears Blues”. Cestas com ursos de pelúcia usando máscaras, sinais de alerta respiratórios, dois frascos de Cal Stat e doces foram distribuídos às pessoas ligadas ao controle de infecções, aos médicos e aos visitantes. As cestas serão novamente distribuídas durante três semanas do mês de janeiro, na estação da gripe.

8.    Eric Kaplan, da Steris Co, instalou os dispensadores de Cal Stat remanescentes no Bond Center e na unidade de atendimento pós-crítico. Os dispensadores serão instalados na cozinha imediatamente após o término da reforma a ser realizada em dezembro e janeiro.

9.    As pessoas ligadas ao controle de infecções realizaram estudos diretos junto aos funcionários de atendimento à saúde e continuarão a coleta de dados no ano seguinte.

 

OBSERVAÇÕES SOBRE A HIGIENE DAS MÃOS – SETEMBRO/NOVEMBRO DE 2004

 

NÚMERO DE OBSERVAÇÕES = 59

 

TIPO DE FUNCIONÁRIO DE ASSISTÊNCIA À SAÚDE

Médico

14

Médico assistente

4

Atendente interno

1

Enfermeiro

17

Assistente social

1

Técnico em radiologia

2

Terapeuta respiratório

2

Transportador

1

Profissional de enfermagem*

7

Técnico de atendimento aos pacientes*

7

Fisioterapeuta

1

Equipe de terapia intravenosa

1

Outros

1

 

OPORTUNIDADES PARA A HIGIENE DAS MÃOS

 

Sim

%

Não

%

Antes do Contato com os Pacientes

28

47%

45

53%

Depois do Contato com a Pele

53

90%

6

10%

 

TIPO DE HIGIENE PRATICADO

Lavagem das mãos com sabonete e água

18

30,5%

Anti-séptico para as mãos à base de álcool

28

47%

Observações que não foram feitas sobre o tipo de produto

13

22%

 

 

Este relatório apresenta dados de melhorias no desempenho no estudo atualmente em curso no New England Hospital sobre os hábitos de higiene das

mãos de seus funcionários.

Fonte: New England Baptist Hospital, Boston, MA. Utilizada com autorização.

 

 

FIGURA 10-6: Temple University – estudos/relatórios/análise de causas básicas de óbitos imprevistos ou invalidez permanente relacionados a infecções associadas a assistência à saúde.

PRÁTICAS DE CUIDADOS DA TEMPLE UNIVERSITY

PROCEDIMENTOS E POLÍTICAS ADMINISTRATIVAS

NÚMERO: TUH-IC.950.300

TÍTULO: ESTUDO/RELATÓRIO/ANÁLISE DE CAUSAS BÁSICAS DE ÓBITOS IMPREVISTOS OU INVALIDEZ PERMANENTE RELACIONADOS A INFECÇÕES ASSOCIADAS À ASSISTÊNCIA À SAÚDE

DATA: 03/10

ÚLTIMA REVISÃO: 04/10, 05/10

REFERÊNCIAS:     Garner JS, Jarvis WR, Emori TG, Horan TC, Hughes JM. CDC definitions for nosocomial infections, 1988. Am J. Infect Control. 1988; 16:128-140.

JCAHO Frequently Asked Questions (and Answers) About National Patient Safety Goal #7.

Americans with Disabilities Act Statute 42 U.S.C. § 12102(2); Regulations 28 C.F.R. § 35.104; 28 C.F.R. § 1630.2(g).

 

OBJETIVO:

Garantir tratamento seguro aos pacientes por meio da análise de causas básicas na ocorrência de óbitos imprevistos ou de invalidez permanente como resultado de infecções associadas à assistência à saúde.

 

DEFINIÇÕES:

Óbitos Imprevistos:

“Mortes não-relacionadas ao curso natural de doenças dos pacientes ou a condições subjacentes no momento da internação hospitalar.” JCAHO Frequently Asked Questions (and Answers) About National Patient Safety Goal #7.

 

Invalidez Grave e Permanente

ESTATUTO:

42 U.S.C. § 12102(2); veja também 29 C.F.R. § 1630.2(g). “Sob o ponto de vista individual, o termo invalidez significa danos físicos ou mentais que limitem substancialmente uma ou mais atividades vitais principais.”

 

REGULAMENTOS:

28 C.F.R. §35.104; 28 C.F.R. § 36.104

“(1) O termo dano físico ou mental, significa:

Qualquer condição ou distúrbio fisiológico, desfiguração estética ou perda anatômica que afete um ou mais dos seguintes sistemas do corpo: neurológico, musculoesquelético, órgãos especiais do sentido, respiratório (incluindo órgãos da fala), cardiovascular, reprodutivo, digestório, geniturinário, hemático e linfático, endocrinológico e pele;

(2) O termo ‘atividades vitais principais’ significa funções como cuidar de si mesmo, executar tarefas manuais, andar, ver, ouvir, falar, respirar, aprender e trabalhar.”

 

Infecção Associada à Assistência à Saúde

Critérios do CDC para Determinar Infecções Associadas à Assistência à Saúde

1.    Serão utilizadas as definições do CDC para infecção em vários locais do corpo (corrente sangüínea, trato respiratório, trato urinário, etc.).

2.    O diagnóstico por um médico ou cirurgião de infecção associada à assistência à saúde derivada de observações diretas durante cirurgias, exames endoscópicos ou outros estudos diagnósticos ou com base em julgamento clínico poderão ser aceitos, a menos que haja fortes evidências indicando o contrário.

3.    Uma infecção é considerada como associada à assistência à saúde se não houver qualquer evidência indicando que ela estava presente ou em incubação no momento da internação do paciente.

4.    As infecções cuja incidência seja resultado das seguintes condições especiais não são consideradas associadas à assistência à saúde: (1) infecções associadas a complicações ou extensão de infecções já presentes no momento da internação, a menos que alterações no agente patogênico ou nos sintomas indiquem a contração de uma nova infecção; e (2) infecções em recém-nascidos que são reconhecidas ou comprovadas como tendo sido contraídas transplacentalmente (herpes simples, toxoplasmose, rubéola, citomegalovírus e sífilis) e tornam-se evidentes logo após o nascimento.

5.    Excetuando-se algumas situações mencionadas nas definições do CDC, não há qualquer tempo específico, durante ou depois das hospitalizações, para determinar se uma infecção está associada à assistência à saúde ou se foi contraída na comunidade. Por isso, todas as infecções devem ser avaliadas para verificar se há evidências de algum vínculo com a hospitalização.

 

Aviso de Óbito:

Documento preenchido por um membro da equipe indicando a causa mortis.

 

RESPONSABILIDADE:

1.    O Departamento de Serviços de Informação é responsável pelo fornecimento de relatórios diários de “Aviso de Óbito” ao Departamento de Prevenção e Controle de Infecções.

2.    O Departamento de Registros Médicos é responsável pelo fornecimento de relatórios mensais de ocorrência de óbitos ao Departamento de Prevenção e Controle de Infecções. Esse tipo de relatório inclui informações como dados demográficos dos pacientes, registros médicos, data dos óbitos e diagnóstico da morte.

3.    O centro cirúrgico é responsável pelo fornecimento de relatórios mensais de todos os retornos imprevistos para cirurgia ao Departamento de Prevenção e Controle de Infecções.

4.    O Departamento da Divisão de Medicina de Doenças Infecciosas deve apresentar ao Departamento de Prevenção e Controle de Infecções mensalmente, para revisão, todas as consultas de doenças infecciosas.

 

PROCEDIMENTO:

1.    O Departamento de Prevenção e Controle de Infecções, usando:

Ø os relatórios de aviso de óbitos

Ø os relatórios de óbitos do Departamento de Registros Médicos

Ø os relatórios de retornos imprevistos para cirurgia do centro cirúrgico

Ø as consultas da Divisão de Doenças Infecciosas

faz a revisão dos registros médicos de todos os pacientes que faleceram e que eram portadores de infecções de qualquer natureza mencionadas nos relatórios recém-enumeradas.

 

2.    O Departamento de Prevenção e Controle de Infecções revisa os seguintes documentos:

Ø Relatório Mensal do Centro Cirúrgico sobre Retornos Imprevistos para Cirurgia

Ø Consultas da Divisão de Doenças Infecciosas

para casos que possam resultar em invalidez grave e permanente relacionada a infecções associadas à assistência à saúde.

 

3.    O Departamento de Prevenção e Controle de Infecções responsabiliza-se pelo preenchimento do formulário de pesquisa (ver os Apêndices A e B) de todos os pacientes cujos registros médicos foram examinados em função de óbitos com infecção e/ou pacientes com suspeita de terem desenvolvido invalidez grave e permanente como resultado de infecções associadas à assistência à saúde.

4.    Nas situações em que o Departamento de Prevenção e Controle de Infecções tiver certeza da ocorrência de: (a) morte imprevista relacionada a infecções associadas à assistência à saúde contraídas no Temple University Hospital ou (b) invalidez grave e permanente relacionada a infecções associadas à assistência à saúde, adquiridas no Temple University Hospital, os registros médicos devem ser revisados pelo epidemiologista do hospital e pelo médico que atendeu os pacientes. Se os médicos chegarem à conclusão que a morte imprevista ou a invalidez grave e permanente resultou de infecções associadas à assistência à saúde, esse fato deve ser comunicado ao Departamento de Gestão de Risco. Em seguida, o Departamento de Gestão de Risco inicia a análise das causas básicas, com a colaboração de todos os profissionais envolvidos.

5.    Os resultados da análise de causas e as ações corretivas devem ser informados ao Comitê de Controle de Infecções, à Administração do Hospital, ao Comitê de Avaliação do Atendimento aos Pacientes, à Gestão de Risco e ao Comitê da Equipe Médica.

6.    Os casos de óbito imprevisto e de invalidez grave e permanente devem ser informados ao Departamento de Saúde do Estado da Pensilvânia.

  

RECOMENDADO:

 

Assinatura

Georgia P. Dash, R.N., M.S., C.I.C. Diretora do Controle de Infecções

Data: 26-11-03

 

 

APROVADO:

Assinatura

Peter Axelrod, M.D.

Presidente do Comitê de Controle de Infecções

Data: 01-12-03

 

Assinatura

Daniel J. Sinnott

Diretor Executivo/CEO

Epidemiologista do Hospital

Data: 01-12-03

 

Assinatura

Howard Grant, M.D.

Chief Medical Officer do Temple University Health System

Data: 26-11-03

 

NOTA: AS CÓPIAS IMPRESSAS DESTA POLÍTICA REFLETEM APENAS AS INFORMAÇÕES CONTIDAS NA DATA DA IMPRESSÃO E PODEM NÃO REVELAR REVISÕES SUBSEQÜENTES. A VERSÃO MAIS ATUALIZADA DESTA POLÍTICA PODE SER CONSULTADA ON-LINE.

 

O USO DESTE DOCUMENTO LIMITA-SE APENAS À EQUIPE DO TEMPLE UNIVERSITY HOSPITAL. É EXPRESSAMENTE PROIBIDO COPIÁ-LO OU DISTRIBUÍ-LO FORA DA INSTITUIÇÃO SEM AUTORIZAÇÃO DA ADMINISTRAÇÃO DO HOSPITAL.

 

TEMPLE UNIVERSITY HOSPITAL

 

*N. de .T.: O.R.N.= Ordem de não ressuscitar.

** N. de T.: LC= linha central.

 

 

Este documento apresenta as políticas e os procedimentos adotados pelo Temple University Hospital para administrar óbitos imprevistos e invalidez permanente relacionados a infecções associadas à assistência à saúde.

Fonte: Georgia P. Dash, R.N., M.S., C.I.C., Diretora do Departamento de Prevenção e Controle de Infecções, Temple University Hospital, Philadelphia, PA. Utilizada com autorização.

 

Recursos

Centers for Disease Control and Prevention (CDC). CDC Hand Hygiene Guidelines. Available at www.cdc.gov/mmwr/preview/mmwrhtml/rr5116a1.htm (acessado em 23/09/2005).

Joint Commission on Accreditation of Health Care Organizations. Three things you can do to prevent infections. “Speak-Up” campaign materials to freely download. Available at www.jcaho.org/accredited+organizations/speak+up/infection_control.htm (acessado em 23/09/2005).

Joint Commission on Accreditation of Health Care Organizations. Sentinel Event Alert: Infection control related sentinel events. Issue 28, Jan. 22, 2003. Available at www.jcaho.org/about+us/news+letters/sentinel+event+alert/sea_28.htm (acessado em 23/09/2005).

Pittet D.: Improving adherence to hand hygiene practice: a multidisciplinary approach. Emerg Infect Dis (serial online) Mar.-Apr. 2001. Available at www.cdc.gov/incidod/eid/vol7no2/pittet.htm (acessado em 23/09/2005).

 


[*] Ver o Quadro 10-2: Orientações do CDC sobre Higiene das Mãos.

[†] O Life Safety Code® é uma marca registrada da National Fire Protection Association, Quincy, MA.

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