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Parte II - Procedimentos Especiais Para os Hemocomponentes

Última revisão: 29/03/2009

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Guia para o Uso de Hemocomponentes – Recomendações do Ministério da Saúde

            No final de 2008 foi lançado pelo ministério da saúde o Guia para o Uso de Hemocomponentes, cujo propósito é racionalizar o uso de hemoderivados e aumentar a segurança transfusional. Participaram da elaboração do guia a Hemor­rede Nacional pública e privada, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a Sociedade Brasileira de Hematologia e Hemoterapia, o Colégio Brasileiro de Hematologia, a Associação de Medicina Inten­siva Brasileira e a Sociedade Brasileira de Anestesiologia. A seguir, um resumo das principais recomendações do guia. Recomendamos também a leitura do documento original [Link Livre para o Documento Original].

            Para fins didáticos, o resumo das principais recomendações será dividido em 7 partes e aqui será abordada a segunda parte.

 

         Parte I - Arsenal terapêutico e uso clínico dos hemocomponentes

         Parte II - Procedimentos especiais para os hemocomponentes

         Parte III - Transfusão de concentrado de hemácias em pacientes críticos

         Parte IV – Transfusão maciça

         Parte V - Transfusão de hemocomponente em pediatria

         Parte VI - Expansores plasmáticos

         Parte VII - Reações transfusionais imediatas

 

Parte II – Procedimentos especiais para os hemocomponentes

 

Desleucocitação

            É um procedimento realizado através de filtros específicos para remo­ção de leucócitos de glóbulos ver­melhos ou plaquetas. Está indicado nas prevenções de complicações relacionadas à transfu­são de hemocomponentes causadas pela exposição do receptor aos leucócitos do doador.

 

Indicações

         Hemoglobinopatias

         Anemias hemolíticas hereditárias

         História de duas reações febris não-hemolíticas

         Síndromes de imunodeficiência congênitas

         Transplante de medula óssea

         Anemia aplástica

         Leucemia mielóide aguda

         Doenças onco-hematológicas graves até esclarecimento diagnóstico

         Prevenção de Infecção para CMV nas seguintes situações

ü  Pacientes HIV positivo com sorologia negativa para CMV

ü  Candidato a transplante de órgãos e medula óssea se doador e receptor forem negativos para CMV.

ü  Transfusão intra-uterina

ü  Gestantes com sorologia não-reativa ou desconhecida para CMV

ü  Recém-nascidos prematuros e de baixo peso (1.200g) de mães CMV negativas ou com sorologia desconhecida.

 

Irradiação

            A irradiação dos hemocomponentes é realizada para a prevenção da doença do enxerto versus hospedeiro associada à transfusão (DECH-AT), complicação imunológica usualmente fatal, causada pela enxertia e expansão clonal dos linfócitos do doador em receptores suscetíveis. Com a finalidade de prevenir esta complicação, os hemocomponentes celulares (concentrado de hemácias e de plaquetas) devem ser subme­tidos à irradiação gama na dose de, pelo menos, 2500cGy (25Gy), im­possibilitando a multiplicação dos linfócitos.

 

Indicações

         Transfusão intra-uterina

         Exsanguíneo-transfusão, obrigatoriamente, quando houver trans­fusão intra-uterina prévia.

         Recém-nascidos prematuros (inferior a 28 semanas) e/ou de baixo • peso (1.200g).

         Portadores de imunodeficiências congênitas graves

         Pós transplante de medula óssea autólogo ou alogênico

         Pós transplante com células de cordão umbilical

         Pacientes tratados com análogos da purina; fludarabina, cladribi­ne, deoxicoformicina.

         Receptor de transplante de coração ou pulmão

         Portadores de linfomas, leucemia mielóide aguda e anemia aplás­tica em uso de imunossupressor.

         Receptor de concentrado de plaquetas HLA compatíveis

         Quando o receptor tiver qualquer grau de parentesco com o doador

 

Lavagem com solução salina

            É obtida através de lavagens dos hemocomponentes celulares (glóbulos vermelhos e plaquetas) com solução isotônica de cloreto de sódio esté­ril em quantidade suficiente (1 a 3 litros), com a finalidade de eliminar a maior quantidade possível de plasma. Este procedimento é realizado no Banco de Sangue e/ou unidade de hemoterapia através de fluxo laminar.

 

Indicações

         Reações alérgicas

         Pacientes deficientes de IgA com história prévia de reação anafilá­tica durante transfusões anteriores.

 

Fenotipagem de antígenos eritrocitários

Indicações

         Receptores do sexo feminino em idade fértil com Pesquisa de Anticorpos Irregulares (PAI) negativa realizar transfusão de glóbulos vermelhos K1 negativo.

         Receptor com PAI positiva realizar transfusão de concentrado de hemácias (CH) antígeno negativo para o anticorpo em questão. É recomendável a realização de fenotipagem para os antígenos mais imunogênicos dos sistemas Rh (E, e, C e c), Kell (K1).

         Recomenda-se para pacientes que não apresentam anticorpos an­ti-eritrocitários que estão ou poderão entrar em esquema de trans­fusão crônica a utilização de concentrado de hemácias fenotipadas compatíveis, principalmente para os sistemas mais imunogênicos (Rh, Kell, Duffy, Kidd e MNS).

 

Aquecimento de hemocomponentes

            Consiste no aquecimento de hemocomponentes através de equipa­mentos especiais e em temperatura controlada.

 

Indicações

         Paciente adulto que receberá sangue ou plasma em velocidade su­perior a 15ml/kg/hora por mais de 30 minutos.

         Paciente pediátrico que receberá sangue ou plasma em velocidade superior a 15ml/kg/hora.

         Transfusões maciças (administração aguda de volume superior a uma vez e meia a volemia do paciente, ou a reposição com sangue estocado equivalente ao volume sanguíneo total de um paciente, em 24 horas).

         Paciente com altos títulos de anticorpo hemolítico frio com alta amplitude térmica, que reage a 370C.

         Pacientes portadores de fenômeno de Raynaud

         Exsanguíneo-transfusão

 

Contra-Indicação

            Os componentes plaquetários não devem ser aque­cidos devido à alteração de sua função.

 

Sobre os direitos autorais do documento

Consta no documento:

“Todos os direitos reservados. É permitida a reprodução parcial ou total desta obra, desde que citada a fonte e que não seja para venda ou qualquer fim comercial.”

            O objetivo do MedicinaNet e seus editores é divulgar este importante documento. Alguns trechos do resumo são idênticos ao documento original, motivo pelo qual este resumo permanecerá aberto para não assinantes indefinidamente.

 

Adaptação e resumo

Euclides F. de A. Cavalcanti - Disciplina de Emergências Clínicas - HC-FMUSP

 

Equipe técnica do documento

Coordenação

Guilherme Genovez

Médico Hematologista

Coordenação da Política Nacional de Sangue e Hemoderivados

 

Marcelo Addas Carvalho

Médico Hematologista e Hemoterapeuta

Hemocentro da UNICAMP

 

Bárbara de Jesus Simões

Enfermeira Especialista em Saúde Pública

Coordenação da Política Nacional de Sangue e Hemoderivados

 

Amal Nóbrega Kozak

Bióloga

Gerência Geral de Sangue, outros Tecidos, Células e Órgãos/Anvisa

 

Elaboração

Bárbara de Jesus Simões

Enfermeira Especialista em Saúde Pública

Coordenação da Política Nacional de Sangue e Hemoderivados

 

Dante Mario Langhi Jr

Médico, Professor Adjunto

Sociedade Brasileira de Hematologia e Hemoterapia e Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo

 

Eugênia Maria Amorim Ubiali

Médica Hematologista e Hemoterapeuta

Colégio Brasileiro de Hematologia e Hemocentro de Ribeirão Preto

 

Luciana Maria de Barros Carlos

Médica Centro de Hematologia e Hemoterapia do Ceará (Hemoce)

 

Luiz Antonio Vane

Médico Anestesiologista

Sociedade Brasileira de Anestesiologia e Universidade Estadual Paulista Julio de Mesquita

Filho - UNESP

 

Marcelo Addas-Carvalho

Médico Hematologista e Hemoterapeuta

Hemocentro da UNICAMP

 

Raquel Baumgratz Delgado

Médica Hematologista e Hemoterapeuta

Fundação Hemominas

 

Rubens C Costa Filho

Médico Intensivista

Associação de Medicina Intensiva Brasileira e Hospital Pró-Cardíaco

 

Silvana Biagini

Médica

Banco de Sangue do Hospital Sírio-Libanês

 

Silvano Wendel

Médico

Hospital Sírio-Libanês

 

Youko Nukui

Médica Hematologista e Hemoterapeuta

Chefe do Ambulatório de Transfusão do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo

 

Colaboração

Ana Suely Leite Saraiva

Farmacêutica - bioquímica

Coordenação da Política Nacional de Sangue e Hemoderivados

 

Jane Terezina Martins

Farmacêutica - bioquímica

Coordenação da Política Nacional de Sangue e Hemoderivados

 

Mônica Baeta Silveira Santos

PublicitáriaCoordenação da Política Nacional de Sangue e Hemoderivados

 

Revisão Técnica

Júnia Guimarães Mourão Cioffi

Médica Hematologista e Hemoterapeuta

Fundação Hemominas

 

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