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Como distinguir síncope vaso-vagal de cardiogênica em crianças e adolescentes

Autor:

Lucas Santos Zambon

Doutorado em Ciências Médicas pela Faculdade de Medicina da USP.
Supervisor do Pronto-Socorro do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP.
Diretor do Instituto Brasileiro para Segurança do Paciente.

Última revisão: 17/12/2013

Comentários de assinantes: 2

Especialidades: Pediatria / Cardiologia

 

Resumo

Este estudo procurou verificar quais são os preditores de síncope cardiogênica entre crianças e adolescentes para os distinguir dos casos vaso-vagais.

 

Contexto Clínico

            Cerca de 15% das crianças e adolescentes apresentarão algum episódio de síncope, porém  menos de 5% destas crianças e adolescentes têm uma doença ou origem cardíaca para a síncope. Entretanto, devido aos casos expostos na mídia sobre atletas jovens com  morte súbita, muitas crianças e adolescentes com síncope acabam sendo referenciados para uma avaliação com um cardiologista, o que talvez seja desnecessário. Sendo assim, os autores deste estudo tentaram demonstrar quais fatores devem ser levados em consideração para considerar  uma síncope como de risco para cardiogênica em pacientes de até 18 anos.

 

O Estudo

Este é um estudo observacional que comparou as características de síncopes vaso-vagais com cardiogênicas em pacientes de até 18 anos. O grupo de pacientes com síncope vaso-vagal era composto de 89 casos e o grupo de síncope cardíaca de 17. Quando comparados os grupos, foi  possível observar que a síncope desencadeada por atividades estava presente em 65% dos casos cardíacos contra 18% dos casos de vaso-vagal (P<0,001); história familiar de doença cardíaca ou morte súbita estava presente em 41% dos casos cardíacos contra 25% dos casos vaso-vagais (P=0,20); achados cardíacos anormais ao exame físico estavam presentes em 29% dos casos cardíacos contra 0% dos casos vaso-vagais (P<0,001); e achados anormais em eletrocardiograma estavam presentes em 76% dos casos cardíacos contra 0% dos casos vaso-vagais (P<0,001). Um rastreamento para doença cardíaca em caso de síncope,  usando um  destes  quatro critérios, mostrou sensibilidade de 100% e especificidade de 60%. Usando esta regra, chegou-se à conclusão de que 60% dos pacientes com síncope vaso-vagal não precisam de encaminhamento para o cardiologista.

 

Aplicações para a Prática Clínica

            Este estudo observacional dá subsídio para definir quais pacientes com até 18 anos correm o risco de apresentar uma síncope cardiogênica, ou seja, em que há doença cardíaca de risco. Os dados levantados pelo estudo mostram que itens básicos da  história do indivíduo e exame físico associados a um exame de baixo custo (eletrocardiograma) podem indicar  com determinada facilidade quais pacientes são de risco e, portanto, que precisam de avaliação cardíaca especializada. A despeito da regra apresentada ter sensibilidade de 100%, sua especificidade é de 60%, mas tudo leva a crer que é possível excluir causa cardíaca a um paciente jovem que não se enquadra em  nenhum dos  quatro critérios citados, poupando assim custos e estresse ao paciente e a  sua família.

 

Bibliografia

1.                  Tretter JT and Kavey R-EW. Distinguishing cardiac syncope from vasovagal syncope in a referral population. J Pediatr 2013 Aug 27; [e-pub ahead of print].(link para o artigo).

Comentários

Por: Atendimento MedicinaNET em 23/01/2014 às 15:33:43

"Prezada Dra. Telma Maria de Souza Vieira, obrigado por acompanhar o MedicinaNET. Infelizmente, os artigos originais que comentamos só podem ser acessados sendo assinante da revista (ou comprando o artigo no site da revista em questão, ou através de uma instituição de ensino com acesso ao portal CAPES. Existem algumas exceções a esta realidade. A ideia do MedicinaNET é transmitir a essência do artigo e suas aplicações práticas, deixando o link disponível para quem quiser se aprofundar, buscar o conteúdo completo do artigo, uma vez que trata-se de conteúdo pago à parte. Atenciosamente, Os Editores."

Por: Telma Maria de Souza Vieira em 16/01/2014 às 15:18:50

"Seria possível ter acesso ao artigo original?"

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