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Apêndice A

Última revisão: 11/11/2015

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Reproduzido de:

Formulário Terapêutico Nacional 2010: Rename 2010 [Link Livre para o Documento Original]

Série B. Textos Básicos de Saúde

MINISTÉRIO DA SAÚDE

Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos

Departamento de Assistência Farmacêutica e Insumos Estratégicos

Brasília / DF – 2010

 

Fármacos e Gravidez

 

Emília Vitória da Silva

Rogério Hoefler

Isabela Heineck

Luciane Cruz Lopes

Miriam de Barcellos Falkenberg

Sheila Silva Monteiro Lodder Lisboa

Rosa Martins

Jardel Corrêa de Oliveira

José Ruben de Alcântara Bonfim

 

A gravidez é um estado natural pelo qual passam muitas mulheres e, nesta etapa, se faz necessário dar atenção especial ao seu estado de saúde e bem estar, pois estes são pré-requisitos para o bom funcionamento do seu organismo e desenvolvimento do feto.

A exposição da mulher grávida a medicamentos também expõe o concepto, uma vez que ambos, mãe e embrião ou feto1, formam uma unidade funcional inseparável, pois a placenta não é uma barreira impermeável. Os efeitos podem ser letais, tóxicos ou teratogênicos. Os fármacos administrados, mesmo que em doses adequadas à grávida, são capazes de atravessar a placenta em alguma extensão, a menos que sejam biotransformados durante a passagem ou seu peso molecular e sua baixa solubilidade em lipídios limitem a passagem transplacentária. O cloridrato de ondansetrona é um exemplo de fármaco que atravessa a barreira placentária se usado no primeiro trimestre de gravidez.

Dados da literatura revelam que más-formações congênitas relevantes ocorrem em 2% a 4% de todos os nascidos vivos, e até 15% de todas as gravidezes diagnosticadas resultam em perda fetal. A causa desses desfechos adversos na gravidez é compreendida apenas em uma minoria dos incidentes. A se considerar a alta frequência de uso de fármacos durante a gravidez, estes podem ter importante papel nestes desfechos.

Dados de um estudo intercontinental conduzido pelo Grupo Colaborador de Estudos de Uso de Medicamentos na Gravidez revelaram que 85% de 9.714 mulheres grávidas tomaram algum fármaco durante a gravidez, e o número de medicamentos prescritos variou de 1 a 13 (média de 2,3).

No Brasil, estudo retrospectivo sobre o padrão do uso de medicamentos durante a gravidez, em Campinas-SP, mostrou que 88,8% das mulheres entrevistadas utilizaram medicamentos prescritos por médicos. Os fármacos mais frequentemente utilizados pelas mulheres grávidas foram suplementos vitamínicos, incluindo sais de ferro e ácido fólico.

Em recente nota publicada na revista Prescrire International, foi relatado que mulheres grávidas francesas foram expostas a anti-inflamatórios não esteroides, inibidores da enzima conversora da angiotensina, antagonistas dos receptores da angiotensina II e isotretinoína, classes terapêuticas e fármaco, respectivamente, com comprovado risco de causar má-formação congênita.

Os riscos inerentes ao uso de fármacos durante a gravidez podem acontecer em qualquer fase. No primeiro trimestre da gravidez, os fármacos podem produzir má-formação congênita (teratogênese), e o período de maior risco está entre a 3ª e a 11ª semana. A talidomida é um exemplo emblemático desta situação.

Introduzida no mercado farmacêutico no final de década de 1950, como sedativo específico para mulheres grávidas, a talidomida provocou uma das maiores tragédias relacionadas a medicamentos e gravidez. Nesta época, mais de dez mil crianças em todo o mundo nasceram com uma má-formação congênita caracterizada pelo encurtamento dos ossos longos dos membros superiores e/ ou inferiores, com ausência total ou parcial das mãos, pés e/ou dos dedos (focomelia). Ainda hoje, onde este fármaco é utilizado no tratamento de hanseníase e Aids, há uma segunda geração de “filhos da talidomida”, vítimas da prescrição e dispensação mal orientadas.

 

1Para fins de nomenclatura, denomina-se embrião o concepto até a oitava semana da gravidez e feto da nona semana até o nascimento.

 

Durante o segundo e terceiro trimestres, os fármacos podem afetar o crescimento ou o desenvolvimento funcional do feto, ou podem ter efeito tóxico sobre seus tecidos. Fármacos administrados muito próximos ao parto podem causar efeitos adversos neste processo ou no recém-nascido. Os anti-inflamatórios não esteroides, por exemplo, podem provocar hipertensão arterial pulmonar com fechamento prematuro do ducto arterial e atraso no início e aumento na duração do trabalho de parto; e o cloridrato de clorpromazina pode provocar síndrome de abstinência, como tremor e vômito, no neonato.

Nem todos os efeitos prejudiciais da exposição intrauterina aos fármacos são notados logo ao nascimento. Alguns podem se manifestar em outra fase da vida e provocar efeitos adversos no desenvolvimento funcional, social e intelectual. Como exemplo de efeito em longo prazo, pode-se citar adenocarcinoma de vagina após a puberdade, em adolescentes cujas mães utilizaram dietilestilbestrol.

 

Prescrição durante a gravidez

Observam-se, em obstetrícia, duas atitudes antagônicas em relação à prescrição de medicamentos: por um lado, o medo de fetotoxicidade faz com os médicos sejam conservadores com relação ao uso de fármacos durante a gravidez, o que leva a mãe a sofrimento desnecessário; por outro, de modo irracional e excessivo, com base no empirismo, profissionais expõem mãe e feto a sérios riscos. Contudo, o mais coerente e racional a se fazer é manejar a terapêutica na gravidez com muito critério e fundamentado na melhor evidência disponível e em literatura especializada, e nunca subestimar o risco ao feto. A equação simples a ser aplicada é ponderar os benefícios terapêuticos para a mãe contra os riscos potenciais para o desenvolvimento do feto. Os médicos devem considerar aspectos importantes no tratamento de mulheres grávidas: aliviar o sofrimento da mãe e não causar danos ao feto.

Os fármacos devem ser prescritos durante a gravidez somente se os benefícios esperados para a mãe forem maiores que os riscos potenciais ao feto e todos os fármacos devem ser evitados, se possível, durante o primeiro trimestre, devido ao risco de efeito teratogênico. Os fármacos que se apresentam seguros devem ser preferidos a medicamentos novos ou não testados, e a mínima dose terapêutica deve ser utilizada. Aqueles com apenas um componente ativo devem ser normalmente preferido no lugar de combinações em doses fixas.

O aconselhamento de mulheres antes de uma gravidez planejada deve ser realizado sempre que possível, incluindo discussão sobre os riscos associados a fármacos específicos, como o cloridrato de amiodarona e a já citada talidomida, expressamente proibidos durante a gravidez, e abuso de substâncias como nicotina e álcool. Vitaminas, paracetamol e suplemento de ácido fólico podem ser empregados durante o planejamento da gravidez; principalmente este último para reduzir o risco de defeitos do tubo neural.

Em algumas circunstâncias, como em doenças crônicas ou intercorrentes, o tratamento da mãe se faz necessário. Nestes casos, pode acontecer que o receio desmedido do uso de fármacos durante a gravidez leve ao não tratamento, falta de adesão materna à prescrição e uso de doses insuficientes, provocando risco ao bem estar materno e, consequentemente, ao feto.

Mulheres com asma, epilepsia, hipertensão ou diabetes melito – estas duas últimas podem até surgir durante a gravidez – por exemplo, precisam ser tratadas com os medicamentos conhecidamente mais seguros para esta fase da vida. Salbutamol, carbamazepina (uso monitorado), metildopa e insulina, respectivamente, são os fármacos de escolha para estas doenças, conforme protocolos específicos.

Doenças intercorrentes agudas também requerem controle farmacológico de suas manifestações. Infecções virais, fúngicas e bacterianas necessitam de tratamento sintomático ou específico. Os sintomas são controlados com analgésicos, antipiréticos, descongestionantes nasais, entre outros. Já os antimicrobianos são os agentes curativos das infecções. As penicilinas, cefalosporinas, estearato de eritromicina e metronidazol são considerados seguros na gravidez. Também as alergias, agudas ou crônicas, podem requerer tratamento farmacológico. Como exemplo de antialérgico indicado para grávidas pode-se citar o maleato de dexclorfeniramina.

Atenção especial deve ser dada ao uso de medicamentos fitoterápicos e tratamentos alternativos ou tradicionais. Existem poucos estudos clínicos envolvendo estes medicamentos. Na ausência de informações, não devem ser utilizados durante a gravidez.

Não obstante ao cuidado extremado que se deve ter com a prescrição de fármacos na gravidez, a literatura sobre este assunto não é muito extensa. Pelos problemas éticos envolvidos na inclusão de mulheres grávidas nos ensaios clínicos, as informações sobre efeito teratogênico são advindos de estudos em animais, estudos epidemiológicos observacionais e de notificações pós-registro.

A ausência de informação na literatura sobre os efeitos de um determinado fármaco se usado durante a gravidez não significa que o mesmo seja seguro para usar neste período. Em caso de necessidade dar preferência àqueles com maior experiência clínica e com mais informação disponível na literatura.

Para auxiliar a escolha da melhor opção farmacoterapêutica em pacientes gravidas, foram criadas categorizações de risco na gravidez conforme os dados da literatura. Uma das classificações mais conhecidas é a utilizada pela Food and Drug Administration (FDA), agência reguladora dos Estados Unidos da América, que também é adotada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), no Brasil. Conforme esta categorização, o risco gestacional é expresso pelas letras A, B, C, D e X, de acordo com nível de dano que os fármacos representam para o feto e a extensão da cautela que se deve ter no seu uso. A classificação da FDA, cujas categorias são listadas a seguir, tendem a simplificar demais um assunto tão complexo, portanto, deve sempre ser usada em conjunto com informações explicativas.

-Categoria A: estudos controlados em mulheres não demonstraram risco ao feto no primeiro trimestre (e não há evidência de risco nos demais trimestres), e a possibilidade de prejuízo ao feto parece remota.

-Categoria B: para este caso, há duas possibilidades: os estudos em reprodução animal não demonstraram risco fetal, embora não haja estudos controlados em mulheres grávidas; ou os estudos em reprodução animal demonstraram efeito adverso (não relacionado à diminuição da fertilidade) que não foi confirmado em estudos controlados em mulheres no primeiro trimestre de gravidez (e não há evidência de risco nos demais trimestres).

-Categoria C: as possibilidades são: os estudos em animais revelaram efeitos adversos sobre o feto (teratogênese, embriocídio ou outro), e não há estudos controlados em mulheres; ou os estudos em mulheres e animais não estão disponíveis. Os fármacos classificados nesta categoria de risco devem ser empregados somente se o benefício potencial à mãe justificar o risco teórico ao feto.

-Categoria D: neste caso, há evidência positiva de risco sobre feto humano, mas os benefícios do uso em mulheres grávidas podem ser aceitáveis, pois superam os danos, por exemplo, se o fármaco é necessário em uma situação de ameaça à vida da mulher grávida ou para uma doença grave em que fármacos mais seguros não possam ser usados ou são ineficazes.

-Categoria X: estudos em animais ou humanos demonstraram anormalidades fetais ou há evidência de risco fetal baseado em experiência humana, ou ambos, e o risco de uso do fármaco em mulheres grávidas excede claramente qualquer possível benefício. O fármaco é contraindicado em mulheres grávidas ou que possam engravidar no decorrer do tratamento.

Além desta classificação da FDA, que não contempla todos os fármacos, existe a do Australian Drug Evaluation Committee – ADEC, que também pode auxiliar os clínicos na escolha do medicamento a ser prescrito para uma mulher grávida. Esta categorização, mais extensa que a anterior, classifica os fármacos da seguinte maneira:

-Categoria A: fármacos usados por grande número de mulheres grávidas ou em idade fertil sem nenhuma evidência de aumento da frequência de má-formação ou de efeitos adversos diretos ou indiretos no feto.

-Categoria B1: fármacos usados por limitado número de mulheres grávidas ou em idade fértil sem evidência de aumento da frequência de má-formação ou de efeitos adversos diretos ou indiretos no feto. Estudos em animais não evidenciaram aumento na ocorrência de dano fetal.

-Categoria B2: fármacos usados por limitado número de mulheres grávidas ou em idade fértil sem evidência de aumento da frequência de má-formação ou de efeitos adversos diretos ou indiretos no feto humano. Estudos em animais são inadequados ou inexistentes, mas os dados disponíveis não evidenciaram aumento na ocorrência de dano fetal.

-Categoria B3: fármacos usados por limitado número de mulheres grávidas ou em idade fértil sem evidência de aumento da frequência de má-formação ou de efeitos adversos diretos ou indiretos no feto humano. Estudos em animais evidenciaram aumento na ocorrência de dano fetal, cuja significância é incerta em humanos.

-Categoria C: fármacos que, devido ao seu efeito farmacológico, provocam ou são suspeitos de induzir efeitos nocivos reversíveis no feto humano e no neonato sem causar má-formação. Estes efeitos podem ser reversíveis.

-Categoria D: fármacos que provocam, ou são suspeitos de causar, ou aumentam a incidência, de má-formação no feto humano ou dano irreversível. Esses fármacos podem causar ainda efeitos adversos.

-Categoria X: fármacos com alto risco de causar dano permanente no feto; não devem ser usados em gravidez ou quando há suspeita de gravidez.

O FTN se propõe a ser uma fonte de busca útil para prescritores e outros profissionais da saúde escolherem e pesquisarem pela opção terapêutica para seus pacientes. A tabela a seguir inclui os fármacos da Rename que podem apresentar risco na gravidez, incluindo o trimestre em que provoca maior dano. Contudo, vale salientar que a ausência de um fármaco nesta lista não implica segurança absoluta e fontes especializadas devem ser consultadas.

 

Fármacos e Gravidez

 

FÁRMACO

COMENTÁRIO

Acetato de betametasona

+ fosfato dissódico de

betametasona

Corticosteroides atravessam a barreira placentária. Estudos em animais demonstram má-formação, risco de aborto e retardo do crescimento intrauterino.

acetato de hidrocortisona

Risco de anomalias fetais. Não aplicar em áreas extensas, em grandes quantidades e por tempo prolongado.

acetato de leuprorrelina

Contraindicado em mulheres grávidas ou que possam engravidar. Estudos em animais comprovaram ação teratogênica e risco de aborto espontâneo.

acetato de medroxiprogesterona

Contraindicado em mulheres grávidas ou que possam vir a engravidar. Podem ocorrer má-formação genitais e cardíacas em fetos de ambos os sexos.

acetato de megestrol

Contraindicado em mulheres grávidas ou que possam engravidar. Pode causar dano fetal.

acetazolamida

Evitar no primeiro trimestre da gravidez.

ácido acetilsalicílico

Evitar no terceiro trimestre: risco de hemorragia, atraso do início e aumento da duração do trabalho de parto.

Evitar doses analgésicas nas últimas semanas; relação com fechamento do duto arterioso fetal no útero, possível hipertensão pulmonar persistente no recém-nascido e kernicterus em neonatos ictéricos.

ácido salicílico

Evitar o uso principalmente no terceiro trimestre. Estudos de aplicação excessiva em animais demonstraram potencial teratogênico e aumento do risco de hemorragia.

albendazol

Evitar engravidar durante o tratamento ou no prazo de 1 mês depois de completada a terapia. Não deve ser utilizado no primeiro trimestre de gravidez para infecção por nematódeos. Se houver suspeita de gravidez durante o tratamento, recomenda-se interrupção do mesmo e consulta a médico.

alendronato de sódio

Não recomendada a exposição prolongada durante gravidez.

alopurinol

Usar apenas se não houver alternativa mais segura e a doença levar risco para mãe ou bebê.

alteplase

Todos os trimestres: possibilidade de separação prematura da placenta nas primeiras 18 semanas. Durante a gravidez: risco de hemorragia materna e fetal. Período pós-parto: risco de hemorragia materna.

anastrozol

Contraindicado em mulheres grávidas ou que possam engravidar. Risco de aborto espontâneo e dano fetal.

antimoniato de meglumina

Há demonstração de embriotoxicidade. Evitar uso

arteméter

Contraindicado no primeiro trimestre. Se for necessário empregar, recomenda-se cautela nos demais semestres.

artesunato de sódio

Contraindicado no primeiro trimestre da gravidez.

artesunato de sódio + mefloquina

Evitar gravidez durante e por 3 meses após término de tratamento. Contraindicada no primeiro trimestre da gravidez.

Asparaginase

Evitar o uso. Associado a má-formação fetal no primeiro

trimestre. Pode determinar retardo no crescimento e na

maturação fetal no segundo e no terceiro trimestres.

atenolol

Betabloqueadores durante a gravidez podem prejudicar o crescimento do feto, causar hipoglicemia e bradicardia neonatal.

Azatioprina

Contraindicado em mulheres grávidas ou que possam vir a engravidar. Pacientes transplantadas não devem interromper o uso em caso de gravidez, mas necessitam supervisão cuidadosa.

Benznidazol

Contraindicado no primeiro trimestre da gravidez.

brometo de pancurônio

Reduzir dose em mulheres que usam sulfato de magnésio para toxemia gestacional, uma vez que este aumenta bloqueio neuromuscular.

Budesonida

Uso no primeiro trimestre associado a má-formação congênitas, especialmente musculares e cardíacas. Monitorar neonatos que foram expostos a corticosteroides sistêmicos in útero quanto ao surgimento de hipoadrenalismo.

Cabergolina

Uso não recomendado para pacientes com hipertensão gestacional pelo risco de pré-eclâmpsia ou eclampsia.

Calcitriol

Possui alto potencial teratogênico; a hipercalcemia secundária pode provocar estenose supravalvar aórtica, lesão vascular e supressão da paratireoide no recém-nascido.

Captopril

Contraindicado. Além de potencial má-formação no primeiro trimestre, os IECA podem causar lesão ou morte no feto em qualquer trimestre da gravidez.

carbamazepina

Primeiro trimestre: risco de teratogênese e defeitos no tubo neural, recomenda-se suplemento de folato. Terceiro trimestre: risco de deficiência de vitamina K e sangramento neonatal. A combinação com outros anticonvulsivantes aumenta o risco de má-formação. Contudo, os benefícios do uso do anticonvulsivante justificam seu uso, sob monitoria criterioso, a despeito dos riscos.

carbonato de cálcio + colecalciferol

Evitar doses excessivas. Pode ocasionar hipercalcemia potencialmente teratogênica.

carbonato de lítio

Não é recomendado durante a gravidez, especialmente no primeiro trimestre, devido ao risco de anomalia de Ebstein.

Carboplatina

Primeiro trimestre: uso associado a má-formação fetal.

Segundo e terceiro trimestres: pode determinar retardo no crescimento e na maturação fetal.

carvedilol

Evitar, especialmente no segundo e terceiro trimestres.

Ciclofosfamida

Primeiro trimestre: uso associado a má-formação fetal.

Segundo e terceiro trimestres: pode determinar retardo no crescimento e na maturação fetal.

Ciclosporina

Uso requer supervisão especializada. Há risco de parto prematuro e baixo peso fetal.

cipionato de testosterona

Potencial virilismo de feto feminino.

Cisplatina

Primeiro trimestre: uso associado a má-formação fetal.

Segundo e terceiro trimestres: pode determinar retardo no crescimento e na maturação fetal.

Citarabina

Primeiro trimestre: uso associado a má-formação fetal.

Segundo e terceiro trimestres: pode determinar retardo no crescimento e na maturação fetal.

citrato de clomifeno

Contraindicado. Aumento do risco de gravidez ectópica e da incidência de nascimentos múltiplos. Pode comprometer o desenvolvimento fetal.

citrato de dietilcarbamazina

Aguardar o nascimento da criança para instituir tratamento materno.

citrato de fentanila

Terceiro trimestre: pode levar a depressão respiratória do neonato, síndrome de abstinência em neonatos de mães dependentes, estase gástrica e risco de pneumonia inalatória durante o trabalho de parto.

citrato de tamoxifeno

Evitar uso devido a possíveis danos fetais. Mulheres em idade fértil devem utilizar contracepção efetiva durante o tratamento e por até 2 meses após o término do mesmo.

clonazepam

Evitar no primeiro trimestre da gravidez. O recém-nascido pode apresentar sintomas de abstinência.

clorambucila

Evitar. Empregar contracepção efetiva durante uso em homens ou mulheres devido a risco de má-formação.

cloranfenicol e succinato de cloranfenicol

Uso próximo ao termo pode resultar em desenvolvimento da síndrome cinzenta no neonato.

cloridrato de amiodarona

Contraindicado em mulheres grávidas.

cloridrato de amitriptilina

Evitar, especialmente no primeiro trimestre. Reduzir dose no final da gravidez para evitar efeitos antimuscarínicos no recém-nascido.

cloridrato de biperideno e lactato de biperideno

Estudos em animais relataram teratogenicidade. Evitar.

cloridrato de bupivacaína

Dose elevada durante o terceiro trimestre pode ocasionar depressão respiratória, hipotonia e bradicardia neonatal.

cloridrato de cetamina

Terceiro trimestre: risco de depressão respiratória neonatal.

cloridrato de ciprofloxacino

Evitar. Artropatias relatadas em animais. Há fármacos alternativos mais seguros.

cloridrato de clomipramina

Evitar, especialmente durante o primeiro trimestre. Reduzir dose ao final da gravidez para evitar efeitos anticolinérgicos no neonato.

cloridrato de clorpromazina

Relatos de efeitos extrapiramidais em neonatos. Letargia e dificuldades respiratórias foram descritos com doses acima de 500 mg/dia.

cloridrato de daunorrubicina

Não se recomenda especialmente no primeiro trimestre.

Considerar potencial mutagênico, carcinogênico e teratogênico. Recomenda-se uso de contraceptivo durante terapia com citotóxicos.

cloridrato de dopamina

Uso no primeiro trimestre de gravidez tem sido associado a efeito tocolítico e estudos em animais têm demonstrado aumento da incidência de anormalidades fetais.

cloridrato de doxiciclina

Contraindicado. Relato de efeito sobre o esqueleto e o desenvolvimento no primeiro trimestre, em estudos com animais. No segundo e terceiro trimestres, descoloração dos dentes e hepatotoxicidade materna com altas doses parenterais.

cloridrato de doxorrubicina

Primeiro trimestre: uso associado a má-formação fetal.

Segundo e terceiro trimestres: pode determinar retardo no crescimento e na maturação fetal.

cloridrato de epinefrina ou hemitartarato de epinefrina

Atravessa a placenta. Estudos indicam relação com má-formação

grave ou leve no primeiro trimestre. Se necessário,

efedrina seria melhor escolha na gravidez. Parto: pode atrasar

o segundo estágio.

cloridrato de gencitabina

Estudos têm demonstrado risco fetal. No entanto, os benefícios do tratamento da grávida devem sobrepor-se aos riscos para o feto.

cloridrato de hidralazina

Risco de trombocitopenia neonatal após o uso prolongado do fármaco. Primeiro e segundo trimestres: evitar.

cloridrato de idarrubicina

Evitar. Primeiro trimestre: associado a má-formação fetal.

Segundo e terceiro trimestres: pode determinar retardo no crescimento e na maturação fetal.

cloridrato de lidocaína

Terceiro trimestre: uso de doses elevadas, após bloqueio paracervical ou epidural, pode causar depressão respiratória, hipotonia e bradicardia neonatal.

cloridrato de lidocaína + glicose

Terceiro trimestre: uso de doses elevadas, após bloqueio paracervical ou epidural, pode causar depressão respiratória,

hipotonia e bradicardia neonatal.

cloridrato de lidocaína + hemitartarato de epinefrina

Terceiro trimestre: uso de doses elevadas, após bloqueio paracervical ou epidural, pode causar depressão respiratória, hipotonia e bradicardia neonatal.

cloridrato de mefloquina

Evitar gravidez durante e por 3 meses após término de tratamento.

cloridrato de midazolam

Prescrever em monoterapia, na menor dose efetiva e pelo período mais curto possível. Não é recomendado para indução de anestesia na cesariana.

cloridrato de naloxona

A dependência materna a opiáceos pode ser acompanhada de dependência fetal. Naloxona atravessa a placenta, rapidamente aparecendo no sangue fetal 2 minutos após a dose materna, podendo precipitar sintomas de abstinência no feto e na mãe.

cloridrato de nortriptilina

Evitar, especialmente no primeiro trimestre. Reduzir dose ao final da gravidez para evitar efeitos anticolinérgicos no neonato.

cloridrato de ondansetrona

Atravessa a barreira placentária no primeiro trimestre de gravidez. Segurança durante a gravidez está melhor estabelecida com outros antieméticos; anti-histamínicos e vitamina B6 parecem ser alternativas mais seguras.

cloridrato de penicilamina

Contraindicado.

cloridrato de piridoxina

Doses acima de 100 a 200 mg/dia, por tempo prolongado, podem causar efeitos adversos no sistema neuronal em desenvolvimento. Nas doses indicadas é seguro na gravidez.

cloridrato de prilocaína + felipressina

Terceiro trimestre da gravidez: depressão respiratória neonatal, hipotonia e bradicardia; metemoglobinemia após bloqueio paracervical.

cloridrato de prometazina

Evitar no período de 2 semanas antes do parto, pelo risco de inibição da agregação plaquetária no recém-nascido.

cloridrato de propranolol

O uso de betabloqueadores pode prejudicar o crescimento do feto, causar hipoglicemia e bradicardia neonatal.

cloridrato de tiamina

Doses excessivas oferecem risco.

cloridrato de verapamil

Pode ter efeito tocolítico.

dacarbazina

Potencialmente mutagênica e teratogênica. Utilizar contraceptivo até 6 meses após o tratamento.

dactinomicina

Risco de má-formação quando utilizada no primeiro trimestre.

dalteparina

Não usar produtos contendo álcool benzílico, pelo risco de toxicidade neonatal.

dapsona

No terceiro trimestre de gravidez pode causar hemólise neonatal e metemoglobinemia. Recomenda-se administração de 5 mg de ácido fólico na grávida.

dexametasona e acetato de dexametasona

Monitorar sinais de insuficiência adrenocortical no neonato.

diazepam

Evitar no primeiro trimestre de gravidez. Primeiro e segundo trimestres: pode aumentar risco de aparecimento de fissura labial palatina. Próximo ao parto induz hipotonia e sintomas de abstinência no recém-nascido.

dicloridrato de quinina e sulfato de quinina

Primeiro trimestre: a administração de doses altas é teratogênica e pode induzir aborto. Aumento do risco de hipoglicemia na grávida.

didanosina

Primeiro trimestre: aumenta risco de acidose lática e esteatose hepática. Terceiro trimestre: monitorar frequentemente enzimas hepáticas e eletrólitos.

difosfato de primaquina

Terceiro trimestre: pode causar hemólise neonatal e metemoglobinemia. Risco de hemólise em feto deficiente de G6PD.

dipirona sódica

Primeiro e terceiro trimestres: possível fechamento prematuro de duto arterial e retardo do trabalho de parto.

dipropionato de

beclometasona

O uso prolongado durante a gravidez está associado a maior

incidência de partos prematuros e baixo peso da criança ao

nascer.

docetaxel

Primeiro trimestre da gravidez: associado a má-formação fetal. Segundo e terceiro trimestres: pode determinar retardo no crescimento e maturação fetal.

efavirenz

Associado a teratogenicidade em estudos com animais.

Evidências de risco fetal em humanos. Utilizar método contraceptivo até 12 semanas após o término do tratamento.

enantato de noretisterona + valerato de estradiol

Risco de má-formação fetal. Pode ocorrer aumento da incidência de gravidez ectópica.

estreptoquinase

Possibilidade de descolamento prematuro da placenta nas primeiras 18 semanas; risco de hemorragia materna/fetal durante gravidez e materna no pós-parto.

estriol

Estrogênios em geral não devem ser utilizados durante a gravidez. Estudos epidemiológicos mostraram risco de má-formação fetal.

etinilestradiol + levonorgestrel

Estrogênios em geral não devem ser utilizados durante a gravidez. Estudos epidemiológicos mostraram risco de má-formação fetal.

etoposídeo

Têm sido relatados efeitos teratogênicos. Dependendo da natureza da malignidade, da progressão da doença e do estágio da gravidez, a quimioterapia pode ser adiada até que se complete a maturação fetal. O parto pré-termo pode ser alternativa desde que se possam conciliar os riscos materno e fetal.

fator IX de coagulação

(concentrado)

Estudos em animais apontam teratogenicidade. Administrar somente quando claramente necessário.

fenitoína sódica

Se possível, interromper antes da gravidez. Entretanto, convulsões não controladas em grávidas podem determinar hipóxia fetal secundária. Se a gravidez ocorrer durante o tratamento com fenitoína, avisar a grávida sobre possíveis danos fetais.

fenobarbital

Não recomendado, devido a relatos de efeitos teratogênicos, exceto quando as convulsões maternas ofereçam grande risco ao feto; se houver opção pelo uso, administrar a menor dose efetiva e avisar a grávida dos riscos. Último trimestre da gravidez: risco do neonato apresentar sintomas da retirada do fármaco, ou ainda defeitos de coagulação que determinaram hemorragias nas primeiras 24 horas de vida, incluindo hemorragia intracraniana grave secundária à deficiência de vitamina K juntamente com parto traumático.

fluconazol

Evitar no primeiro trimestre, especialmente as doses altas.

Risco de anormalidades congênitas.

fluoruracila

Contraindicado na gravidez e em mulheres planejando gravidez.

fosfato de codeína

Terceiro trimestre: deprime respiração neonatal; efeitos de retirada em neonatos de mães dependentes; estase gástrica e risco de pneumonia de inalação na mãe durante o trabalho de parto.

fosfato dissódico de

dexametasona

Monitorar sinais de insuficiência adrenocortical no neonato.

fosfato sódico de

prednisolona

Risco de hipoadrenalismo. Monitorar crianças e mães.

glibenclamida

Primeiro trimestre: risco de hipoglicemia neonatal.

Recomenda-se substituir por insulina durante a gravidez.

Suspender o uso dois dias antes do parto.

gliclazida

Primeiro trimestre: risco de hipoglicemia neonatal.

haloperidol e decanoato de haloperidol

Terceiro trimestre: risco de efeitos extrapiramidais no neonato. Utilizar somente se o benefício potencial justificar potencial risco ao feto.

halotano

Terceiro trimestre: risco de depressão respiratória neonatal.

hemitartarato de norepinefrina

Evitar. Risco de redução da perfusão placentária. Final da gravidez: pode causar contração uterina com risco de asfixia fetal.

heparina sódica

Uso por mais de um mês oferece risco materno de osteopenia, osteoporose e trombocitopenia. Sugere-se uso de cálcio profilático e suplementação de vitamina D.

hidroclorotiazida

Não recomendado para tratamento da hipertensão na gravidez, pelo risco de trombocitopenia neonatal.

hidróxido de magnésio +

hidróxido de alumínio

Evitar uso prolongado de doses altas.

hidroxiureia

Mulheres em idade fértil devem utilizar métodos de contracepção efetivos.

ibuprofeno

Contraindicado no terceiro trimestre: com uso regular provoca fechamento do duto arterial fetal no útero e possivelmente hipertensão pulmonar persistente no recém-nascido.

Início retardado e aumento da duração do trabalho de parto.

ifosfamida

Primeiro trimestre: uso associado a má-formação fetal.

Segundo e terceiro trimestres: pode determinar retardo no crescimento e na maturação fetal.

imipeném+ cilastatina

Toxicidade demonstrada em animais.

iodo + iodeto de potássio

(solução de iodeto de

potássio iodada)

Contraindicado. Segundo ou terceiro trimestres: risco de bócio e hipotireoidismo neonatal, pela supressão da função tireoidiana neonatal.

iodopovidona

Pode ocorrer absorção de iodo em quantidade suficiente para afetar a tireoide neonatal.

isetionato de pentamidina

Evitar o uso. Mas, leishmaniose visceral e pneumonia por P. carinii (P. jiroveci), potencialmente fatais, devem ser tratadas sem demora.

isoflurano

Primeiro trimestre: pode ocasionar aumento do sangramento uterino. Terceiro trimestre: risco de depressão respiratória neonatal.

itraconazol

Contraindicado.

ivermectina

Contraindicada. Risco de teratogenia. Aguardar parto para iniciar tratamento.

lamivudina

Primeiro trimestre: evitar. Segundo e terceiro trimestres: o benefício do uso é maior que o risco. O tratamento da infecção por HIV na gravidez reduz a toxicidade ao feto, reduz a progressão da doença na mãe e previne a transmissão vertical. Grávidas são mais susceptíveis a acidose lática e lesão hepática, monitorar com frequência os eletrólitos e enzimas hepáticas no terceiro trimestre da gravidez.

levodopa + benserazida

Risco potencial de má-formação visceral e esquelética, demonstrado em animais.

levodopa + carbidopa

Risco potencial de má-formação visceral e esquelética, demonstrado em animais.

levonorgestrel

Contraindicado em grávidas ou na possibilidade de gravidez.

Na vigência de gravidez informar que pode haver risco para o feto e orientar a suspensão do fármaco.

levotiroxina sódica

Monitorar a concentração plasmática materna de TSH a cada trimestre: tiroxina atravessa a barreira placentária e pode causar dano ao feto.

lopinavir + ritonavir

Primeiro trimestre: evitar. Segundo e terceiro trimestres: o benefício do uso é maior que o risco. O tratamento do HIV na gravidez reduz a toxicidade ao feto, reduz a progressão da doença na mãe e previne a transmissão vertical.

losartana potássica

Evidência positiva de risco fetal, mas os benefícios podem ser aceitáveis apesar do risco.

maleato de enalapril

Contraindicado em todos os trimestres. Determina má-formação, principalmente no 2º e 3º trimestres.

manitol

Não recomendado, em função do influxo intravenosa de fluidos nos pulmões e cérebro.

melfalana

Primeiro trimestre: uso associado a má-formação fetal.

Segundo e terceiro trimestres: pode determinar retardo no crescimento e na maturação fetal.

mercaptopurina

Não recomendado. Aumento na incidência de aborto no primeiro trimestre da gravidez. Recomenda-se contraceptivos durante terapia com fármaco citotóxico.

mesilato de desferroxamina

Contraindicado.

metotrexato e

metotrexato de sódio

Pode desencadear efeitos adversos no feto. Empregar métodos contraceptivos efetivos em homens e mulheres férteis, por 3 meses após descontinuação do metotrexato.

metronidazol e

benzoilmetronidazol

Primeiro trimestre: contraindicado. Segundo e terceiro trimestres: avaliar o risco-benefício. Evitar regime de doses elevadas.

misoprostol

Caso a tentativa de aborto não seja bem sucedida, a gravidez deve ser interrompida por método alternativo, devido ao risco de má-formação fetal.

nevirapina

Contraindicada, principalmente no primeiro trimestre.

Baseado nos estudos de efeitos adversos hepáticos graves, a terapia com nevirapina não deve ser iniciada em mulheres com contagem de CD4 acima de 250 células/mm3, a não ser que os benefícios sejam claramente superiores aos riscos.

nicotina

Contraindicada.

nifedipino

Pode inibir trabalho de parto.

nitrofurantoína

Terceiro trimestre: pode provocar hemólise neonatal se usada a termo.

noretisterona

Riscos claramente ultrapassam os benefícios. Contraindicada em mulheres que estão ou planejam engravidar.

omeprazol e omeprazol sódico

Evitar o uso, especialmente no primeiro trimestre de gravidez.

Há relatos de anormalidades congênitas em humanos.

oxaliplatina

Estudos têm mostrado risco fetal. No entanto os benefícios do tratamento da grávida devem ultrapassar os riscos para o feto.

oxamniquina

É preferível postergar o tratamento para depois do parto, a não ser que seja necessária intervenção imediata. Não se sabem se atravessa a placenta.

óxido nitroso

Terceiro trimestre: depressão respiratória neonatal.

paclitaxel

Evitar o uso. Associado ao surgimento de má-formação e baixo peso ao nascer.

palmitato de retinol

Doses elevadas de retinol (acima de 2.500 UI), bem como a deficiência grave desta vitamina são perigosas ao feto.

Doses altas: risco de teratogenia, principalmente no primeiro trimestre. Evitar em grávidas ou na possibilidade de engravidar. Deficiência: Betacaroteno, precursor de retinol que não se mostra teratogênico, pode ser considerado boa alternativa.

pamidronato dissódico

Atravessa a barreira placentária e determina efeitos adversos no feto.

pirimetamina

Primeiro trimestre: contraindicado. Risco teórico de teratogênese.

podofilina

Evitar uso em todos os trimestres de gravidez. Risco de morte neonatal e teratogênese.

polivitamínico

Ver palmitato de retinol.

prednisona

Risco de redução do crescimento intrauterino na vigência de tratamento sistêmico prolongado ou repetido. Recomenda-se uso de corticosteroides durante trabalho de parto. Monitorar retenção de líquidos.

propiltiouracila

Não recomendado. Reduzir dose se for imprescindível.

Segundo e terceiro trimestres: pode promover bócio e hipotireoidismo neonatal.

propofol

Terceiro trimestre: depressão respiratória neonatal. Não exceder 6 mg/kg/hora para dose de manutenção.

rifampicina

Evitar. Primeiro trimestre: doses elevadas apresentaram teratogenicidade em animais. Terceiro trimestre: risco aumentado de hemorragia neonatal.

rifampicina + isoniazida +

pirazinamida + cloridrato

de etambutol

Evitar. Primeiro trimestre: doses elevadas de rifampicina apresentaram teratogenicidade em animais. Terceiro trimestre: risco aumentado de hemorragia neonatal.

ritonavir

Primeiro trimestre: recomenda-se evitar. Segundo e terceiro trimestres: o benefício do uso é maior que o risco.

O tratamento da infecção por HIV na gravidez reduz a progressão da doença na mãe e previne a transmissão vertical.

saquinavir

Primeiro trimestre: recomenda-se evitar. Segundo e terceiro trimestres: o benefício do uso é maior que o risco.

O tratamento do HIV na gravidez reduz a toxicidade ao feto, reduz a progressão da doença na mãe e previne a transmissão vertical.

sinvastatina

Contraindicada.

solução de iodo composto para teste de Schiller

Contraindicada.

succinato de metoprolol ou tartarato de metoprolol

Não usar, principalmente no segundo e terceiro trimestres.

succinato sódico de

hidrocortisona

Risco de retardo do crescimento intrauterino.

succinato sódico de

metilprednisolona

Evitar. Há associação entre uso de metilprednisolona na gravidez e ocorrência de fenda palatina.

sulfadiazina

Não deve ser usada próxima ao trabalho de parto pelo risco de hiperbilirrubinemia do recém-nascido. Terceiro trimestre: contraindicada devido ao risco de hemólise e metemoglobinemia neonatal.

sulfametoxazol +

trimetoprima

Primeiro trimestre: risco de teratogenia, pela ação antagonista da síntese de folatos. Terceiro trimestre: risco de hemólise e metemoglobinemia neonatal. Evitar o uso após 32 semanas de gravidez, pois compete com a ligação da bilirrubina à albumina, podendo causar kernicterus no recém-nascido.

sulfassalazina

Risco teórico de hemólise neonatal, principalmente em crianças com deficiência de G6PD, deve ser dado à mãe suplemento adequado de folato. Dados em humanos sugerem baixo risco, raramente icterícia.

sulfato de bário

Contraindicado.

sulfato de bleomicina

Primeiro trimestre: uso associado a má-formação fetal.

Segundo e terceiro trimestres: pode determinar retardo no crescimento e na maturação fetal.

sulfato de estreptomicina

Segundo e terceiro trimestre: pode causar lesão no nervo auditivo ou vestibular. Monitorar a concentração sérica de estreptomicina.

sulfato de gentamicina

Segundo e terceiro trimestres: lesão aos nervos auditivo e vestibular. Evitar. Se administrado, monitorar a concentração plasmática.

sulfato de magnésio

Quando usado na grávida monitorar taxa cardíaca fetal.

sulfato de morfina

Terceiro trimestre: depressão respiratória neonatal. Podem surgir efeitos de abstinência em neonatos de mães dependentes. Estase gástrica e risco de pneumonia por inalação na mãe durante o trabalho de parto. Pode prolongar trabalho de parto.

sulfato de quinina

Primeiro trimestre: a administração de doses altas é teratogênica e pode induzir aborto. No entanto, o risco de malária é considerado maior que o risco para o feto.

sulfato de salbutamol

Por via parenteral pode afetar o miométrio e oferecer potenciais riscos cardiovasculares à grávida.

sulfato de vimblastina

Primeiro trimestre: uso associado a má-formação fetal.

Segundo e terceiro trimestres: pode determinar retardo no crescimento e na maturação fetal.

sulfato de vincristina

Contraindicado.

talidomida

Contraindicada. Fármaco teratogênico. Usar métodos efetivos de contracepção. Mulheres: utilizar dois métodos, de barreira e hormonal, iniciando um mês antes do início, durante e por um mês após o fim do tratamento. Homens: utilizar preservativo por uma semana antes do término do tratamento.

tioguanina

Primeiro trimestre: uso associado a má-formação fetal.

Segundo e terceiro trimestres: pode determinar retardo no crescimento e na maturação fetal. Evitar o uso. Recomenda-se efetiva contracepção, durante o uso, por homens ou mulheres.

tiopental sódico

Terceiro trimestre: depressão respiratória neonatal.

tuberculina (derivado

proteico purificado)

Gravidez pode interferir no diagnóstico.

vacina BCG

Primeiro trimestre: risco teórico de má-formação congênitas.

vacina febre amarela (atenuada)

Evitar, a menos que o risco de exposição seja alto. Risco teórico de má-formação no primeiro trimestre. Se for necessário viajar para área endêmica, considera-se o risco da vacinação inferior ao da infecção por febre amarela, especialmente após o sexto mês. Se possível, adiar vacinação para o terceiro trimestre.

vacina influenza

(inativada)

Recomenda-se administrar a partir do segundo trimestre de gravidez para evitar a fase com maior incidência de abortos espontâneos.

vacina meningocócica AC

(polissacarídica)

Contraindicada, a não ser em emergência epidemiológica.

vacina meningocócica BC

(polissacarídica)

Não deve ser administrada a mulheres grávidas, a menos que se considere justificado por elevado risco epidemiológico.

vacina poliomielite tipos 1, 2 e 3 (atenuada)

Não se recomenda, a menos que haja grande risco de exposição inevitável.

vacina sarampo

(atenuada)

Primeiro trimestre: risco teórico de má-formação, contudo o benefício pode superar o risco fetal. Concepção deve ser evitada pelo menos nos 3 meses seguintes à vacinação.

vacina sarampo, caxumba

e rubéola

Concepção deve ser evitada até 4 semanas após vacinação.

valproato de sódio ou

ácido valproico

Pode ser teratogênico e causar má-formação como defeito no tubo neural. Considerar uso somente depois de discutidos os riscos potenciais ao feto e quando a gravidade e a frequência as convulsões maternas não permitirem a retirada do fármaco. Monitorar desenvolvimento do tubo neural e parâmetros de coagulação. pode ser feita suplementação com ácido fólico até que a gravidez se complete. Monitorar níveis séricos de glicose nas primeiras horas de vida em neonatos de mães que utilizaram valproato.

varfarina sódica

O risco em mulheres grávidas claramente supera qualquer possibilidade de benefício. Contraindicada em todos os trimestres da gravidez: má-formação congênita; hemorragia fetal e neonatal durante o parto.

zidovudina

Primeiro trimestre: evitar. Segundo e terceiro trimestres: o benefício do uso é maior que o risco. O tratamento da infecção por HIV na gravidez reduz a progressão da doença na mãe e previne a transmissão vertical.

zidovudina + lamivudina

Primeiro trimestre: evitar. Segundo e terceiro trimestres: o benefício do uso é maior que o risco. O tratamento da infecção por HIV na gravidez reduz a progressão da doença na mãe e previne a transmissão vertical.

 

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