FECHAR
Feed

Já é assinante?

Entrar
Índice

B

Última revisão: 11/11/2015

Comentários de assinantes: 0

Reproduzido de:

Formulário Terapêutico Nacional 2010: Rename 2010 [Link Livre para o Documento Original]

Série B. Textos Básicos de Saúde

MINISTÉRIO DA SAÚDE

Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos

Departamento de Assistência Farmacêutica e Insumos Estratégicos

Brasília / DF – 2010

 

Bário (ver Sulfato de bário)

 

Beclometasona (ver Dipropionato de beclometasona)

  

Benserazida (ver Levodopa + Benserazida)

  

Benzilpenicilina  benzatina

 

Simone Sena Farina e Maria Inês de Toledo

 

Na Rename 2010: item 5.1.1

 

Apresentação

t Pó para suspensão injetável de 600.000 UI e 1.200.000 UI.

 

Indicações

t Faringite estreptocócica, difteria, sífilis e outras infecções treponêmicas, profilaxia de febre reumática.

 

Contraindicações

t  História de hipersensibilidade a qualquer penicilina.

t  Injeção intravenosa.

t Neurossífilis.

 

Precauções

t Usar com cuidado nos casos de:

       hipersensibilidade às penicilinas (obter história prévia para prevenir novas reações).

       insuficiência renal (ver Apêndice D).

       lactação.

       asma ou alergia significante.

t Hipersensibilidade cruzada com cefalosporinas (menos de 10%): não utilizar cefalosporinas em pacientes com reações de hipersensibilidade imediata às penicilinas.

t Pode haver resultado falso-positivo para glicosúria se for usado teste baseado em oxiredução.

t Categoria de risco na gravidez (FDA): B.

 

Esquemas de administração

Crianças

Faringites  estreptocócicas

t Com menos de 27 kg: 600.000 UI, por via intramuscular, em dose única.

t Com mais de 27 kg: 1.200.000 UI, por via intramuscular, em dose única.

 

Sífilis primária

t Dose de 50.000 UI/kg, por via intramuscular, em dose única. Dose máxima: 2.400.000 UI.

 

Sífilis tardia

t Dose de 50.000 UI/kg, por via intramuscular, a cada 7 dias, durante 3 semanas. Dose máxima por dose: 2.400.000 UI.

 

Sífilis congênita

t Abaixo de 2 anos de idade: 50.000 UI/kg, por via intramuscular profunda, em dose única. Dose máxima: 2.400.000 UI.

 

Profilaxia da febre reumática

t Com menos de 27 kg: 600.000 UI, por via intramuscular, a cada 4 semanas. t Com mais de 27 kg: 1.200.000 UI, por via intramuscular, a cada 4 semanas.

 

Adultos

Faringites  estreptocócicas

t Dose de 1.200.00 UI, por via intramuscular, em dose única.

 

Sífilis primária

t Dose de 2.400.000 UI, por via intramuscular profunda, em dose única.

 

Sífilis tardia

t Dose de 2.400.000 UI, por via intramuscular profunda, a cada 7 dias, durante 3 semanas.

 

Profilaxia da febre reumática

t Dose de 1.200.000 UI, por via intramuscular, a cada 4 semanas, ou 600.000 UI, por via intramuscular a cada 2 semanas.

 

Outras infecções treponêmicas (pinta, bejel, bouba ou framboesia)

t  Dose de 1.200.00 UI, por via intramuscular, em dose única.

 

Aspectos farmacocinéticos clinicamente relevantes

t  Administração somente por via intramuscular.

t  Absorção lenta e gradual.

t Pico plasmático: 24 horas.

t Excreção: renal.

t Neonatos, lactentes e insuficientes renais: excreção lenta.

 

Efeitos adversos

t Reações de hipersensibilidade incluindo urticária, febre, dor nas articulações, exantema, angioedema, anafilaxia, doença do soro, anemia hemolítica e nefrite intersticial.

t Dor local.

t Neutropenia.

t Reação de Jarisch-Herxheimer quando usada para sífilis.

t Enterocolite pseudomembranosa.

 

Interações de medicamentos

t Metotrexato: aumento da toxicidade do metotrexato. Em caso de uso concomitante, considerar redução da dose e monitoramento plasmático do metotrexato. Monitorar Efeitos adversos do metotrexato.

t  Tetraciclinas: redução da atividade antibacteriana. Monitorar eficácia antibacteriana.

 

Orientações aos pacientes

t  Orientar para o uso durante todo o tempo prescrito, mesmo que haja melhora dos sintomas com as primeiras doses.

t Em caso de esquecimento de mais de uma dose contatar a unidade de saúde.

t A efetividade de contraceptivos orais pode ser diminuída em presença de antibiótico. Orientar que enquanto estiver em tratamento, associar método contraceptico de barreira.

t Armazenar a temperaturas entre 15 e 30 °C.

t  Armazenar a suspensão reconstituída sob refrigeração, entre 2 e 8 °C.

t Não administrar por via intravenosa: via associada a parada cardiorespiratória e morte.

t  Administrar por via intramuscular profunda, longe de artérias e nervos.

 

 

Benzilpenicilina  potássica

 

Simone Sena Farina e Silvio Barberato Filho

 

Na Rename 2010: item 5.1.1

 

Apresentação

t Pó para solução injetável 5.000.000 UI (uso hospitalar).

 

Indicações

t Faringoamigdalites, pneumonia, leptospirose, gangrena gasosa, actinomicose, endocardite estreptocócica, enterocolite pseudomembranosa, fasciite necrosante, antrax (carbúnculo), osteomielite, otite média, doença de Lyme, febre recorrente, celulite, meningite, neurossífilis, abscesso cerebral.

 

Contraindicações

t  Hipersensibilidade a penicilinas.

t Administração intratecal.

 

Precauções

t Usar com cuidado nos casos de:

       hipersensibilidade às penicilinas (obter história prévia para prevenir novas reações).

       insuficiência renal grave (ver Apêndice D).

       lactação.

       insuficiência cardíaca.

t Hipersensibilidade cruzada com cefalosporinas (menos de 10%): não utilizar cefalosporinas em pacientes com reações de hipersensibilidade imediata às penicilinas.

t Pode haver resultado falso-positivo para glicosúria se for usado teste baseado em oxiredução.

t  Categoria de risco na gravidez (FDA): B.

 

Esquemas de administração

Neonatos

Infecções causadas por microrganismos sensíveis

t  Com menos de 7 dias e peso entre 1,2 e 2 kg: 25.000 a 50.000 UI, por via intravenosa ou intramuscular, a cada 12 horas.

t Com menos de 7 dias e mais de 2 kg: 25.000 a 50.000 UI, por via intravenosa ou intramuscular, a cada 8 horas.

t  Com mais de 7 dias e peso entre 1,2 e 2 kg: 25.000 a 50.000 UI, por via intravenosa, a cada 8 horas.

t  Com mais de 7 dias e mais de 2 kg: 25.000 a 50.000 UI, por via intravenosa, a cada 6 horas.

 

Meningite por estreptococos do grupo B

t Com menos de 7 dias: 250.000 a 450.000 UI/kg/dia, por via intravenosa, divididas a cada 8 horas.

t Com mais de 7 dias: 450.000 UI/kg/dia, por via intravenosa, divididas a cada 6 horas

 

Crianças com mais de 1 mês

t 100.000 a 400.000 UI/kg/dia, por via intravenosa em infusão por 30 minutos, divididas a cada 4 a 6 horas.

 

Adultos

t   1 a 24 milhões de UI, por via intravenosa em infusão por 1 a 2 horas, divididas a cada 4 a 6 horas, ou em infusão contínua a cada 24 horas.

 

Aspectos farmacocinéticos clinicamente relevantes

t Rápida absorção após injeção intramuscular.

t  Amplamente distribuída nos tecidos e fluidos.

t  Atravessa a placenta, aparece no leite, mas não atravessa a barreira hematoencefálica, a menos que as meninges estejam inflamadas.

t Meia-vida de eliminação: 30 minutos, sendo maior em neonatos e idosos. Em insuficientes renais pode chegar a 10 horas.

t Excreção renal por secreção tubular e filtração glomerular.

t Neonatos, lactentes e insuficientes renais: excreção lenta.

t Dialisável.

 

Efeitos adversos

t Eosinofilia, neutropenia.

t  Hiperpotassemia (em altas doses de sal potássico quando a função renal estiver reduzida).

t Convulsão (pacientes com insuficiência renal, idosos, lactente, pacientes com meningite, histórico de convulsões e em altas doses.

t Erupções maculopapulares,

t Diarreia.

t Reações de hipersensibilidade incluindo urticária, febre, dor nas articulações, exantema, angioedema, anafilaxia, doença do soro, anemia hemolítica (com altas doses intravenosas), e nefrite intersticial.

 

Interações de medicamentos

t Metotrexato: pode ter sua toxicidade aumentada. Evitar uso concomitante.

Se terapia conjunta for necessária, considerar redução da dose do metotrexato e monitoria da concentração plasmática. Monitorar Efeitos adversos do metotrexato, incluindo leucopenia, trombocitopenia e ulcerações da pele.

t  Tetraciclinas: a atividade antibacteriana pode ser reduzida. Monitorar eficácia.

 

Aspectos farmacêuticos

t Cada miligrama corresponde a 1.660 UI. Contém 1,7 mEq de potássio por milhão de unidades. Apresenta melhor estabilidade em solução em pH de 7.

t Armazenar a temperatura ambiente, entre 15 e 30 °C.

t Observar orientação específica do produtor quanto a reconstituição, diluição, compatibilidade e estabilidade da solução.

t Após reconstituição, armazenar sob refrigeração de 2 a 8 °C.

t Apresenta melhor estabilidade em solução com pH igual a 7.

t Incompatível com aminoglicosídeos. Se a utilização concomitante for necessária, os fármacos deveriam ser administrados em sítios separados.

t Incompatível com vancomicina, algumas cefalosporinas e anfotericina B.

 

 

Benzilpenicilina  procaína  +  Benzilpenicilina potássica

 

 

Simone Sena Farina e Fernando de Sá Del Fiol

 

 

Na Rename 2010: item 5.1.1

 

Apresentação

t Suspensão injetável de 300.000 UI + 100.000 UI.

 

Indicação

t Sífilis congênita.

 

Contraindicações

t  História de hipersensibilidade a penicilinas.

t  Injeção intravenosa.

 

Precauções

t Usar com cuidado nos casos de:

       hipersensibilidade às penicilinas (obter história prévia para prevenir novas reações).

       insuficiência renal (ver Apêndice D).

       lactação (ver Apêndice B).

       história significante de alergias e/ou asma.

       insuficiência cardíaca.

t Hipersensibilidade cruzada com cefalosporinas (menos de 10%): não utilizar cefalosporinas em pacientes com reações de hipersensibilidade imediata às penicilinas.

t Pode haver resultado falso-positivo para glicosúria, se usado teste baseado em oxiredução.

t Categoria de risco na gravidez (FDA): B.

 

Esquema  de  administração

Neonatos

Sífilis congênita

t 50.000 UI/kg, por via intramuscular, a cada 24 horas, durante 10 dias.

 

Aspectos farmacocinéticos clinicamente relevantes

t  Administração somente por via intramuscular.

t Absorção lenta e gradual.

t   Excreção: renal. Neonatos, lactentes e insuficientes renais: excreção lenta.

t Dialisável.

 

Efeitos adversos

t Reações de hipersensibilidade, incluindo urticária, exantema, anafilaxia, doença do soro, febre, angioedema, anemia hemolítica, nefrite intersticial e dor nas articulações.

t Neutropenia, eosinofilia,

t Reações de Jarisch-Herxheimer.

t Hiperpotassemia (em altas doses de sal potássico quando a função renal estiver reduzida).

t Convulsão em pacientes com insuficiência renal, idosos, lactentes, pacientes com meningite, história de convulsões e em altas doses.

t Diarreia

 

Interações de medicamentos

t Metotrexato: pode ter sua toxicidade aumentada. Evitar uso. Se terapia conjunta for necessária, considerar redução da dose do metotrexato e monitoria da concentração plasmática. Identificar Efeitos adversos do metotrexato, incluindo leucopenia, trombocitopenia e ulcerações da pele.

t Tetraciclinas: pode haver redução da atividade antibacteriana. Verificar sinais de efetividade antibacteriana.

 

Orientações aos pacientes

t Administração intramuscular profunda, no quadrante superior da nádega.

t Em crianças pequenas, prefere-se o músculo lateral da coxa.

t Orientar para o uso durante todo o tempo prescrito, mesmo que haja melhora dos sintomas com as primeiras doses.

 

Aspectos farmacêuticos

t Armazenar à temperatura ambiente, entre 15 e 30 °C.

t Não usar por via intravenosa.

 

 

Benznidazol

 

Gabriela Costa Chaves

 

Na Rename 2010: item 5.6.2.4

 

Apresentação

t Comprimido 100 mg.

 

Indicação

t  Tripanossomíase americana (doença de Chagas).

 

Contraindicações

t Primeiro trimestre da gravidez (ver Apêndice A).

t  Hipersensibilidade ao fármaco.

 

Precauções

t Usar com cuidado nos casos de:

       insuficiência hepática.

       insuficiência renal (ver Apêndice D).

       distúrbio hematológico.

       surgimento de erupções graves, acompanhadas por febre e púrpura (interromper o tratamento).

       surgimento de parestesia e neurite periférica (interromper o tratamento).

t  Realizar contagem de células sanguíneas, especialmente leucócitos, durante o tratamento.

 

Esquemas de administração

Crianças até 12 anos

Fase aguda e fase crônica (forma indeterminada)

t 5 mg/kg, por via oral, dividido a cada 12 horas, durante 30 a 60 dias.

 

Adultos

Fase aguda

t  5 a 7 mg/kg, por via oral, dividido a cada 12 horas, durante 60 dias.

 

Fase crônica, forma indeterminada

t  3 mg/kg/dia, por via oral, dividido a cada 12 horas, durante 90 dias.

 

Fase crônica, forma clínica inicial

t  10 mg/kg/dia, por via oral, dividido a cada 12 horas, durante 10 dias, mais 3 mg/kg/dia, por via oral, dividido a cada 12 horas, durante 50 dias.

 

Aspectos farmacocinéticos clinicamente relevantes

t Biodisponibilidade oral: 92%

t Pico de concentração plasmática: 3 a 4 horas.

t Meia-vida de eliminação: 10 a 13 horas.

 

Efeitos adversos

t Exantema, prurido e/ou dermatite alérgica (13% a 68%).

t Epigastria, náusea, vômitos, dor abdominal e/ou perda de peso (25% a 27%).

t Parestesia e neuropatia periféricas, mialgia, fraqueza muscular, cefaleia, alterações psíquicas e/ou excitabilidade do sistema nervoso central (10% a 18%).

t  Discrasias sanguíneas, leucopenia e, raramente, agranulocitose.

t Descontinuar ou reavaliar o tratamento: em caso de neurite periférica associada à dose e em casos de erupções cutâneas graves acompanhadas de febre e púrpura.

 

Orientações aos pacientes

t Alertar para não ingerir bebidas alcoólicas ou preparações que contenham álcool (elixires, xaropes, tônicos) durante o tratamento.

t Orientar para ingerir o medicamento durante as refeições para reduzir o risco de irritação gástrica.

t  Orientar para o uso durante todo o tempo prescrito, mesmo que haja melhora dos sintomas com as primeiras doses.

 

Aspectos farmacêuticos

t  Os comprimidos devem ser mantidos à temperatura de 15 ºC a 30 ºC, ao abrigo de luz e umidade.

 

 

Benzoíla (ver Peróxido de benzoíla)

 

Benzoilmetronidazol (ver Metronidazol e Benzoilmetronidazol)

 

 

Beractanto

 

Rogério Aparecido Minini dos Santos

 

 

Na Rename 2010: item 17.2

 

Apresentação

t  Solução injetável 25 mg/mL.

 

Indicações

t Profilaxia e tratamento da síndrome do desconforto respiratório em neonatos prematuros.

 

Contraindicações

t Desconhecidas.

 

Precauções

t  Uso exclusivo intratraqueal.

t Usar com cuidado nos casos de:

       pressão arterial ou transcutânea de CO2 abaixo de 30 torr (reduzir imediatamente a taxa de ventilação).

       criança ficar rosada ou a saturação de O2 ultrapassar 95% (reduzir gradualmente a Fração de Oxigênio Inspirado – FiO2).

       crianças nascidas com má-formações congênitas importantes, ou com hemorragia intraventricular de graus III ou IV.

       diminuição significante da expansão torácica após o uso de beractanto (reduzir imediatamente o pico de pressão inspiratória do ventilador, mesmo previamente aos resultados da gasometria).

       neonatos com peso inferior a 600 g ou superior a 1750 g (uso não avaliado).

t Beractanto pode afetar rapidamente a oxigenação e a capacidade de distensão pulmonar; intervenção ventilatória deve estar disponível.

t A ventilação pode ser prejudicada pelo desenvolvimento de muco tamponado intratraqueal após a administração do beractanto; sucção do muco previamente a administração pode diminuir o problema.

t Aspiração endotraqueal ou outra ação corretora não é necessária, a não ser que haja sinais claros de obstrução das vias aéreas.

t Probabilidade de sepse hospitalar aumenta após tratamento com beractanto.

 

Esquemas de administração

Profilaxia e tratamento da síndrome do desconforto respiratório em neonatos prematuros

t Primeira dose, 100 mg/kg, por via intratraqueal; injetar lentamente um quarto da dose, remover o cateter e ventilar manualmente por 30 segundos ou até estabilidade, reintroduzir o cateter e injetar os três quartos restantes da dose; aspiração endotraqueal ou outra ação corretora não é necessária, a não ser que haja sinais claros de obstrução das vias aéreas.

t Dose de repetição (quando necessário): 100 mg/kg, por via intratraqueal; o mesmo esquema de dose, como descrito para a primeira; pode ser repetido pelo menos 6 horas após a dose anterior, por até 4 vezes nas primeiras 48 horas de vida.

t Nota: Doses de repetição devem ser administradas sob ventilação mecânica; seguir técnica de administração adotada pelo serviço médico.

 

Aspectos farmacocinéticos relevantes

t A absorção sistêmica de beractanto não foi observada.

t Início da ação: a melhora da razão de oxigênio arteriolar-alveolar ocorre em até 30 minutos.

t  Pico de resposta: 3 a 4 horas.

t Duração de ação: entre 48 e 72 horas.

t Doses múltiplas podem ser necessárias em pacientes que não apresentarem melhora sustentável.

 

Efeitos adversos

t Bradicardia transitória (12%).

t Desaturação de oxigênio sanguíneo (10%).

t  Bloqueio do tubo endotraqueal (<1%) – refluxo mucoso.

t Hemorragia pulmonar. Neonatos que desenvolveram hemorragia pulmonar moderada ou grave, depois da terapia com agente tensoativo pulmonar, apresentam um aumento de risco de morte ou morbidade a curto-prazo. Mudanças hemodinâmicas associadas com terapia tensoativa pulmonar ou consequente hemorragia pulmonar pode predispor crianças prematuras à hemorragia intracraniana (periventricular).

t Diminuição da atividade elétrica cerebral, recomenda-se que a instilação deve ser feita lentamente, durante pelo menos 15 a 20 minutos.

 

Aspectos farmacêuticos

t Armazenar os frascos ampolas fechados entre 2 ºC e 8 ºC e protegido da luz.

t Antes do uso, o frasco ampola deve ser retirado do refrigerador e deixado à temperatura ambiente por 20 minutos ou entre as mãos por no mínimo 8 minutos. Não utilizar métodos artificiais de aquecimento.

t O frasco ampola não deve ser agitado. Tornar homogênea a suspensão, de modo suave.

t O produto permanece estável fora do refrigerador, no frasco ampola fechado, por 24 horas.

  

Besilato de anlodipino

 

Rosa Martins

 

Na Rename 2010: itens 14.3 e 14.4.3

 

Apresentação

t  Comprimidos 5 mg e 10 mg.

 

Indicações

t Angina estável (profilaxia).

t  Hipertensão arterial sistêmica.

 

Contraindicações

t  Hipersensibilidade ao anlodipino.

t  Choque cardiogênico.

t Angina instável.

t Estenose aórtica significante.

t Porfiria aguda.

 

Precauções

t Usar com cuidado nos casos de:

       insuficiência cardíaca compensada, disfunção ventricular esquerda grave, cardiomiopatia hipertrófica, edema, aumento de pressão intracraniana e estenose aórtica grave.

       insuficiência hepática e renal.

       início do tratamento, ou após ajuste de dose, ou retirada da terapia com betabloqueador (pode ocorrer exacerbação da angina).

       idosos (são mais Susceptíveis a obstipação intestinal e hipotensão; iniciar com dose menor).

       início da terapia ou após aumento de dose (pode causar hipotensão).

       lactação (ver Apêndice B).

t Pode causar hipersensibilidade cruzada com outros bloqueadores de canal de cálcio.

t Estar atento ao aparecimento de reações dermatológicas progressivas e persistentes, dor no peito, urina escurecida, alterações no batimento cardíaco, pés e tornozelos inchados, pele e olhos amarelados, fraqueza e cansaço incomuns.

t Categoria de risco na gravidez (FDA): C.

 

Esquemas de administração

Adultos

Hipertensão arterial sistêmica

t Dose inicial 5 mg, por via oral, a cada 24 horas; dose máxima 10 mg, por via oral, a cada 24 horas.

 

Angina estável

t 5 a 10 mg, por via oral, a cada 24 horas.

 

Idosos

Hipertensão arterial sistêmica

t Dose inicial 2,5 mg, por via oral, a cada 24 horas; dose máxima 10 mg, por via oral, a cada 24 horas.

 

Angina estável

t Dose inicial 5 mg, por via oral, a cada 24 horas; dose máxima 10 mg. por via oral, a cada 24 horas.

 

Aspectos farmacocinéticos clinicamente relevantes

t  Biodisponibilidade: 60 a 65%

t  Início de resposta: 24 a 96 horas

t Pico de concentração: 6 a 9 horas.

t  Duração de resposta: 24 a 48 horas.

t Metabolismo: hepático (90%), via CYP3A4; metabólitos inativos; extenso metabolismo de primeira passagem.

t Meia-vida: 30 a 50 horas, podendo durar até 56 horas na insuficiência hepática e 58 horas em pacientes idosos.

t Excreção: renal (70%) e fecal (10%).

t Não é removido por diálise.

 

Efeitos adversos

t Edema periférico (2 a 15%), palpitações (1 a 4%).

t  Cefaleia (7%), tontura (1 a 3%), fadiga (4%), sonolência (1 a 2%) parestesias (1 a 2%).

t  Isquemia periférica, piora da dor da angina, sincope e hipotensão postural (0,1 a 1%).

t Psoríase (8,6%), exantema (3,8%). Rubor (1 a 3%), decorrente do efeito vasodilatador, normalmente relacionado à dose, transitório, e que diminui de intensidade com o uso.

t Dor abdominal (1 a 2%), náusea (3%), dispepsia (1 a 2%), hiperplasia gengival (1,7%).

t Dispneia (3%).

t  Cãibras (1 a 2%).

t Disfunção erétil (1 a 2%).

 

Interações de medicamentos

t Antifúngicos azólicos, amiodarona, bloquedores beta-adrenérgicos; inibidores da protease podem aumentar o efeito do anlodipino com risco de toxicidade (intervalo QT prolongado, torsades de pointes, parada cardíaca). Reduzir a dose do anlodipino ou retirar um dos fármacos, identificar sinais e sintomas de toxicidade do anlodipino.

t Fentanila pode aumentar o risco de hipotensão. Aumentar a quantidade de fluido circulante e verificar sinais e sintomas específicos.

t Clopidogrel pode ter a concentração plasmática diminuída pelo anlodipino. Ajustar a dose e identificar sinais e sintomas específicos.

t Erva-de-são-joão (Hypericum perforatum) pode diminuir o efeito de anlodipino. Aumentar dose de anlodipino, se necessário, e observar a ocorrência de sinais e sintomas de hipertensão e angina.

 

Orientações aos pacientes

t  Orientar para a importância de comunicar qualquer sinal ou sintoma de efeito adverso.

t  Evitar dirigir veículos a motor, operar máquinas ou realizar qualquer tarefa que exija atenção.

t   Orientar para adoção de boa higiene oral e visitar frequentemente o dentista para prevenir sangramentos, hipersensibilidade e inflamação na gengiva.

t Orientar que pode ser tomado com ou sem alimentos.

t Em caso de esquecimento de uma dose, usar assim que lembrar. Se estiver perto do horário da próxima dose, desconsiderar a dose anterior, esperar e usar no horário. Nunca usar duas doses juntas.

 

Aspectos farmacêuticos

t  Deve ser mantido ao abrigo de luz e umidade e à temperatura ambiente (15 a 30 ºC).

t Os comprimidos produzidos por laboratórios diferentes podem conter diversos derivados (ex. besilato de anlodipino, maleato de anlodipino, mesilato de anlodipino) que são intercambiáveis.

 

Atenção: este fármaco apresenta número elevado de Efeitos adversos . Segurança e eficácia deste medicamento em menores de 6 anos ainda não foram estabelecidas. Sinal/sintoma de toxicidade: hipotensão, enrubescimento, cefaleia e edema periférico.

 

 

Besilato de atracúrio

 

Sheila Silva Monteiro Lodder Lisboa

 

Na Rename 2010: Item 1.3

 

Apresentação

t Solução injetável a 10 mg/mL.

 

Indicações

t  Relaxamento muscular durante cirurgia ou tratamento intensivo.

t Indução de bloqueio muscular para ventilação mecânica.

 

Contraindicações

t  Hipersensibilidade ao atracúrio.

 

Precauções

t Usar com cuidado nos casos de:

       queimaduras (pode haver resistência, sendo necessário aumentar dose de atracúrio).

       miastenia grave, hipotermia, feocromocitoma, alterações eletrolíticas, esclerose lateral amiotrófica, acidose respiratória (pode ser necessário reduzir doses).

       lactação (ver Apêndice B).

t Categoria de risco na gravidez (FDA): C.

 

Esquemas de administração

Criança

Relaxamento muscular cirúrgico

Acima de 1 mês

t Dose inicial 0,3 a 0,6 mg/kg, por via intravenosa, seguido de 0,1 a 0,2 mg/kg conforme necessário.

t  Dose inicial 0,2 a 0,6 mg/kg, por via intravenosa. Dose de manutenção 0,3 a 0,6 mg/kg/hora, em infusão intravenosa contínua.

t Doses de acordo com a tabela abaixo:

 

Tabela de doses de acordo com o peso do paciente (empregando injeção de atracúrio a 10 mg/mL)

 

 

Em Unidade de Tratamento Intensivo

t Dose inicial (opção) 0,3 a 0,6 mg/kg, por via intravenosa em bolo. Dose de manutenção usual 0,011 a 0,013 mg/kg/minuto, por via intravenosa em infusão contínua, podendo variar de 0,27 a 1,77 mg/kg/hora.

 

Adultos

Relaxamento muscular cirúrgico

t Dose inicial 0,4 a 0,6 mg/kg, por via intravenosa em bolo. Dose de manutenção 0,08 a 0,1 mg/kg, por via intravenosa em bolo, sendo a primeira de 20 a 45 minutos após a dose inicial e as demais a cada 15 a 25 minutos.

t Dose inicial 0,3 a 0,5 mg/kg, por via intravenosa em bolo. Dose de manutenção 0,009 a 0,01 mg/kg/minuto, por via intravenosa em infusão contínua, após sinais de recuperação espontânea da dose incial, seguido de 0,005 a 0,009 mg/kg/minuto. A dose de manutenção pode variar de 0,002 a 0,015 mg/kg/minuto.

 

Em Unidade de Tratamento Intensivo

t Dose inicial 0,5 mg/kg, por via intravenosa em bolo. Dose de manutenção 0,47 mg/kg/hora, por via intravenosa em infusão contínua.

t Dose inicial (opção) 0,3 a 0,6 mg/kg, por via intravenosa em bolo. Dose de manutenção usual 0,011 a 0,013 mg/kg/minuto, por via intravenosa em infusão contínua, podendo variar de 0,27 a 1,77 mg/kg/hora.

 

Aspectos farmacocinéticos clinicamente relevantes

t Biotransformação plasmática espontânea, independente de pseudocolinesterase ou de função renal ou hepática.

t Duração do efeito: 60-70 minutos com dose de 0,4-0,5 mg/kg.

t Tempo de recuperação: 20-35 minutos com dose de 0,4-0,5 mg/kg.

t Eliminação: renal e biliar, menos de 10% como atracúrio inalterado.

 

Efeitos adversos

t Rubor da pele (5%) eritema (0,6%), prurido (0,2%) e urticária (0,1%)

t Bradicardia (0,6%), taquicardia (5 a 8%), hipotensão (13 a 20%) ou hipertensão.

t Broncoespasmo (0,01%), sibilo e aumento de secreção brônquica (0,2%)

 

Interações de medicamentos

t Isoflurano: aumento do risco de depressão respiratória. Reduzir dose de atracúrio.

t Aminoglicosídeos, bacitracina, polimixina B e outros bloqueadores neuromusculares não despolarizantes: aumento ou prolongamento do bloqueio neuromuscular, depressão e paralisia respiratória. Evitar uso concomitante. Acompanhar a condição clínica do paciente, estado respiratório e de oxigenação. Administrar ions cálcio, principalmente de houver transfusão de sangue em grande volume. Edrofônio, neostigmina ou atropina podem reverter parcialmente a hipoventilação. Como o bloqueio é revertido com o tempo, fornecer ventilação artificial e manter até retorno adequado da respiração.

t Betametasona, dexametasona, hidrocortisona, metilprednisolona, prednisona, prednisolona, triancinolona: redução da efetividade do atracúrio, fraqueza muscular e miopatia. Se necessário terapia concomitante, acompanhar a efetividade do atracúrio e ajustar a dose, especialmente em pacientes que recebem doses altas de corticosteroides. Se houver coadministração prolongada desses agentes, considerar a possibilidade de permitir que o paciente tenha períodos sem paralisia para reduzir a dose total do bloqueador neuromuscular.

t Carbamazepina: redução na duração do efeito do atracúrio. Observar os pacientes para avaliar adequada resposta clínica ao bloqueador. Pode ser necessário usar intervalos menores de doses ou doses maiores em pacientes que estejam recebendo carbamazepina.

t Clindamicina: prolongamento da duração ou intensidade do bloqueio neuromuscular. Evitar uso concomitante. Não sendo possível, fazer monitoria da respiração e fornecer suporte vital. Anticolinesterásicos ou cálcio podem beneficiar em alguns casos. Reduzir dose do bloqueador.

t Enflurano, sevoflurano, cetamina: prolongamento da duração ou intensidade do bloqueio neuromuscular. Evitar uso concomitante. Não sendo possível, fazer monitoria da respiração e fornecer suporte vital.

t Erva-de-são-joão (Hypericum perforatum): risco de colapso cardiovascular e/ou demora na recuperação da anestesia. Suspender o uso da erva-de-sãojoão cinco dias antes da cirurgia.

t Procainamida: bloqueio neuromuscular excessivo. Reduzir dose de atracúrio.

t Quinidina: risco de depressão respiratória, apneia. Evitar uso de quinidina no período pós-operatório imediato enquanto houver bloqueio neuromuscular. Fornecer suporte respiratório.

t Suxametônio (succinilcolina): antagonismo do bloqueio  neuromuscular. Pode ser necessário empregar doses maiores de atracúrio para induzir e manter bloqueio. Acompanhar o paciente quanto a resposta neuromuscular e ajustar doses de acordo.

t Teofilina, aminofilina: podem reverter o bloqueio neuromuscular. Pode ser necessário aumentar dose do atracúrio.

t Tiopurinas: redução ou reversão da atividade do atracúrio. Fazer monitoria de função respiratória. Pode ser necessário reduzir dose das tiopurinas.

 

Aspectos farmacêuticos

t Guardar sob refrigeração de 2 a 8ºC. Não congelar.

t Fora da refrigeração mantém atividade por 14 dias.

t Pode ser inativado em soluções alcalinas, não devendo ser colocado na mesma seringa.

 

Atenção: para evitar dose excessiva em pacientes obesos, a dose deve ser calculada com base no peso corporal ideal. Para evitar dose excessiva em crianças, a dose deve ser calculada com base no peso ideal para a altura.

 

 

Betametasona (ver Acetato de betametasona + Fosfato dissódico de betametasona)

 

 

Bicarbonato de sódio

 

Elaine Silva Miranda

 

Na Rename 2010: itens 8.1 e 9

 

Apresentação

t  Solução injetável 1 mEq/mL (8,4%).

 

Indicações

t  Acidose metabólica.

t Alcalinização da urina, em intoxicações exógenas, para dar pontência à eliminação renal de fármacos (ex.: antidepressivos tricíclicos, barbituratos, lítio, metotrexato e salicilatos).

t  Hiperpotassemia.

 

Contraindicações

t  Alcalose respiratória ou metabólica.

t Hipocalcemia.

t Hipocloremia.

t Hipocloridria.

t Hipernatremia.

t  Intoxicação por ácidos minerais fortes.

 

Precauções

t Usar com cuidado nos casos de:

t insuficiência cardíaca congestiva, edema, problemas renais ou adrenocorticais, hipertensão, cirrose, corticoterapia concomitante, pré-eclampsia, eclampsia, hiperaldosteronismo.

t parada cardíaca, acidose metabólica ou asfixia neonatal (não usar como rotina).

t Evitar extravasamento pelo risco de necrólise.

t  Categoria de risco na gravidez (FDA): C. (ver Apêndice A)

 

Esquemas de administração

Neonatos e crianças com menos de 2 anos

t Dose inicial (com solução diluída a 0,5 mEq/mL – 1:1 com água para injeção): 0,5 mEq/kg, por via intravenosa direta lenta.

t Dose de manutenção: deve ser calculada com base em dados de gasometria sanguínea, outros dados laboratoriais ou a cada 10 minutos após a parada cardíaca.

t Dose máxima diária: 8 mEq/kg.

t Nota: Injeção rápida (a partir de 10 mL/minuto) pode produzir hipernatremia, diminuição na pressão do fluido cerebroespinhal e possível hemorragia intracraniana.

 

Crianças a partir de 2 anos

t Dose inicial (com solução não diluída ou diluída 1:1 com água para injeção): 1 mEq/kg, por via intravenosa direta lenta (velocidade máxima de 1 mEq/ kg/minuto).

t Dose de manutenção: deve ser calculada com base em dados de gasometria sanguínea, outros dados laboratoriais ou a cada 10 minutos após a parada cardíaca.

 

Adultos

t Dose inicial (solução não diluída): 1 mEq/kg, por via intravenosa direta lenta. Dose de manutenção: 0,5 mEq/kg, a cada 10 minutos.

t Dose inicial alternativa (solução diluída 1:6 com Ringer + lactato ou cloreto de sódio 0,45%): 2-5 mEq/kg, por infusão intravenosa, durante 4 a 8 horas.

 

Aspectos farmacocinéticos clinicamente relevantes

t  Início de efeito: 15 minutos (via intravenosa).

t Duração de efeito: 1-2 horas (via intravenosa).

t Excreção: urinária. A concentração plasmática do bicarbonato é regulada pelo rim. Em adultos sadios, quase todo o filtrado glomerular de íons de bicarbonato é reabsorvido. Menos de 1% é excretado pelo rim.

 

Efeitos adversos

t Agravamento de congestão circulatória; edema, tetania, hipopotassemia, hipocalcemia,  hipernatremia,  hiperosmolaridade  e  alcalose  metabólica. Hemorragia  intracraniana.

t Há risco de hipercapnia em pacientes que usam respiradores ou afetados por distúrbios  respiratórios.

 

Interações de medicamentos

t Anfetaminas, efedrina, memantina e pseudoefedrina: podem ter aumento de efeito/toxicidade por redução da eliminação renal. Pode ser necessário redução de dose.

t Barbitúricos, clorpropamida, lítio e salicilatos: podem haver redução de efeito por aumento da eliminação renal. Pode ser necessário aumento de dose.

 

Aspectos farmacêuticos

t Armazenar em recipiente bem fechado, ao abrigo do calor, à temperatura ambiente até 30 ºC. Não congelar.

t Usar somente soluções límpidas.

t A solução a 1 mEq/mL (8,4%) é hipertônica em relação ao soro fisiológico e à secreção lacrimal. Soluções a 1,39% são isotônicas.

t Incompatibilidade com: sais ácidos, sais alcalinos, atropina, sais de cálcio, catecolaminas.

t  A compatibilidade do bicarbonato de sódio com outros eletrólitos ou fármacos em misturas intravenosas deve ser criteriosamente avaliada.

 

Atenção: durante o tratamento da acidose, é indispensável o monitoria frequente da concentração de eletrólitos séricos e do equilíbrio ácido-base. É importante a reposição de potássio (20 a 80 mEq/L de solução intravenosa).

 

Biperideno (ver Cloridrato de biperideno E Lactato de biperideno)

  

Bleomicina (ver Sulfato de bleomicina)

  

Brometo de ipratrópio

 

Paulo Sérgio Dourado Arrais

 

Na Rename 2010: item 17.1

 

Apresentações

t Solução inalante 0,25 mg/mL (equivalente a 0,202 mg/mL).

t Aerossol oral 0,02 mg/dose.

 

Indicações

t  Exacerbação aguda de asma.

t  Doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC).

 

Contraindicações

t  Hipersensibilidade a ipratrópio, atropina e seus derivados, ou a qualquer componente da formulação.

t Hipersensibilidade a lecitina de soja ou alimentos relacionados, como grão de soja e/ou amendoim (somente a forma aerossol, por conter lecitina na formulação).

 

Precauções

t Usar com cuidado nos casos de:

       broncoespasmo agudo (não usar como tratamento inicial).

       hipertrofia prostática benigna, obstrução do colo vesical, glaucoma de ângulo fechado e retenção urinária.

       primeira aplicação (risco de broncoespasmo paradoxal).

       crianças (eficácia e segurança não estabelecidas).

       lactação (ver Apêndice B).

t Evitar contato direto do ipratrópio (aerossol ou nebulização) com os olhos, para prevenir precipitação ou exacerbação de glaucoma de ângulo fechado e o aparecimento de outros distúrbios visuais (visão borrada, midríase, dor ocular, congestão conjuntival ou corneal.

t Categoria de risco na gravidez (FDA): B.

 

Esquemas de administração

Crianças

Crianças com menos de 5 anos

Exacerbação aguda de asma

t  Solução inalante: 0,125 a 0,25 mg (10 a 20 gotas), por via inalante em nebulização, a cada 6 a 8 horas. Dose máxima diária: 1 mg.

t Aerossol: 0,02 mg (1 jato), a cada 8 horas.

 

Crianças de 6 a 12 anos

Exacerbação aguda de asma

t  Solução inalante: 0,125 a 0,25 mg (10 a 20 gotas), por via inalante em nebulização, a cada 6 a 8 horas. Dose máxima diária: 1 mg.

t  Aerossol: 0,02 a 0,04 mg (1 a 2 jatos), a cada 6 a 8 horas.

 

Adultos

Exacerbação aguda de asma

t  Solução inalante: 0,5 mg (40 gotas), a cada 4 horas, por até 60 horas.

t  Aerossol: 0,02 a 0,04 mg (1 a 2 jatos), a cada 6 a 8 horas. Dose máxima diária: 0,12 mg (12 jatos).

 

Doença pulmonar obstrutiva crônica

t  Solução inalante: 0,25 a 0,5 mg (20 a 40 gotas), a cada 6 a 8 horas.

t  Aerossol: 0,02 a 0,04 mg (1 a 2 jatos), a cada 6 a 8 horas. Dose máxima diária:

0,12 mg (12 jatos).

 

Aspectos farmacocinéticos clinicamente relevantes

t  A absorção sistêmica é mínima.

t  Início do efeito: 1 a 3 minutos

t Pico do efeito: 1,5 a 3 horas.

t  A duração de efeito está em torno de 4 horas, podendo durar entre 6 e 8 horas.

t  Em DPOC, a resposta ao aerossol se inicia em 15 minutos e dura de 1 a 2 horas.

t  Metabolismo:hepático

t Meia-vida de eliminação: 2 e 4 horas.

t  Eliminação renal e fecal

 

Efeitos adversos

t Efeitos anticolinérgicos: xerostomia, tosse, gosto anormal ou amargo na boca, náuseas, vômito, obstipação, dispepsia, cefaleia, taquicardia, fibrilação atrial, palpitação, taquicardia supraventricular, arritmias, retenção urinária (raro).

t  Congestão nasal, mucosa nasal seca, epistaxe.

t  Reações alérgicas: angioedema, broncoespasmo, broncoespasmo paradoxal, urticária, anafilaxia (raro), edema orofaríngeo (raro), exantema, prurido.

t  Dilatação da pupila, visão embaçada, glaucoma de ângulo fechado, dor ocular, sensação de queimação nos olhos.

t Tontura, nervosismo, suores, tremores.

 

Interações de medicamentos

t Anticolinérgicos ou medicamentos à base de fármacos com efeitos adversos do tipo anticolinérgico: associação pode resultar em efeitos aditivos, sendo desaconselhada.

 

Orientações ao paciente

t  Alertar para a possibilidade de surgirem distúrbios urinários ou visuais durante o uso de ipratrópio.

t Não usar durante episódio agudo de asma.

t Orientar que este medicamento somente deve ser usado em terapia conjunta com outros broncodilatadores. O uso isolado do ipratrópio não traz benefícios terapêuticos na asma ou DPOC.

t Alertar para evitar contato do medicamento com os olhos. Caso isto ocorra acidentalmente, lavar imediatamente os olhos com água fria em abundância.

t  Orientar o paciente quanto à utilização correta de aerossol e de espaçadores.

t  Reforçar para a utilização somente depois que o paciente ou seu cuidador dominarem completamente a técnica de aplicação.

t Orientar para lavar periodicamente com água morna e sabão neutro, tanto o bocal do inalador em aerossol, como o espaçador (quando houver).

t A utilização do aerossol em crianças deve ser feita sempre com a ajuda de um adulto; durante o uso da solução para nebulização, a criança deve ser estreitamente acompanhada, mesmo em se tratando de maiores.

t Orientar para lavar a máscara do nebulizador após cada uso.

 

Aspectos farmacêuticos

t A solução de brometo de ipratrópio para inalação deve ser conservada à temperatura de 15-30 ºC, e protegida da luz. Soluções de brometo de ipratrópio para inalação que contiverem cloreto de benzalcônio como conservante não devem ser misturadas a cromoglicato dissódico.

t O aerossol deve ser conservado à temperatura de 15-30 ºC.

 

 

Brometo de pancurônio

 

Sheila Silva Monteiro Lodder Lisboa

Na Rename 2010: item 1.3

 

Apresentação

t  Brometo de pancurônio – solução injetável 2 mg/mL.

 

Indicações

t Relaxamento muscular durante cirurgias prolongadas.

t Ventilação mecânica em unidades de tratamento intensivo.

 

Contraindicações

t Miastenia grave.

t  Hipersensibilidade ao fármaco.

 

Precauções

t Usar com cuidado nos casos de:

       neonatos (doses devem ser cuidadosamente individualizadas, uma vez que são particularmente sensíveis aos bloqueadores neuromusculares não-despolarizantes; recomenda-se administrar dose-teste de 0,02 mg/kg para determinar grau de resposta).

       pacientes com grau em 25% a 30% da superfície cutânea (podem requerer doses maiores por desenvolverem resistência).

       crianças (para evitar dose excessiva, calcular dose com base no peso ideal para a altura).

       idosos, pacientes com doença coronariana, insuficiência renal (ver apêndice D) e obesidade grave (prolongamento do bloqueio).

       obesos (para evitar dose excessiva, calcular a dose com base no peso corporal ideal).

       insuficiência hepática (ver apêndice C).

t Categoria de risco na gravidez (FDA): C (ver apêndice A).

 

Esquemas de administração

Neonatos

Indução  de  bloqueio  muscular  para  ventilação  mecânica  em  Unidade  de Tratamento Intensivo

t 0,1 mg/kg, por via intravenosa, a cada 2 a 3 horas.

 

Adultos e crianças a partir de 1 mês

Relaxamento muscular durante cirurgia de longa duração.

t Dose inicial 0,04 a 0,1 mg/kg, por via intravenosa. Dose de manutenção 0,010,02 mg/kg, por via intravenosa, sendo a primeira de 80 a 150 minutos após a dose inicial e as demais a cada 30 a 45 minutos.

 

Indução de bloqueio muscular para ventilação mecânica em Unidade de tratamento intensivo

t Dose de 0,05 a 0,2 mg/kg, por via intravenosa em bolo. Dose de manutenção 0,06 a 0,1 micrograma/kg/hora.

 

Aspectos farmacocinéticos clinicamente relevantes

t  Início de efeito: 2 a 3 minutos.

t Duração de efeito: 40-60 minutos, sendo o início e a duração do efeito dose-dependentes

t  Metabolismo: hepático (10 a 20%).

t Meia-vida: 2 horas (6 horas em insuficiência renal e 4 horas em insuficiência hepática)

t Eliminação: renal e biliar, cerca de 70% como pancurônio inalterado

 

Efeitos adversos

t  Taquicardia, hipertensão.

t Exantema.

t  Salivação excessiva.

t Fraqueza muscular.

t   Sibilos, dispneia, broncoespasmo, hipotensão, reações anafilactoides.

 

Interações de medicamentos

t Isoflurano: depressão respiratória, podendo levar à apneia. Reduzir dose do pancurônio.

t Succinilcolina: depressão respiratória podendo evoluir para apneia. Monitorar até recuperação da anestesia. Aguardar redução dos efeitos da succinilcolina antes da administração do pancurônio.

t  Aminoglicosídeos: prolongamento da duração do bloqueio neuromuscular. Se possível, evitar uso concomitante de aminoglicosídeos e pancurônio. Uso concomitante requer acompanhamento da condição clínica do paciente, especialmente do estado respiratório e de oxigenação. Íons cálcio devem ser administrados de alguma forma, particularmente se houver transfusão de sangue. Edrofônio, neostigmina ou atropina podem reverter parcialmente a hipoventilação. Como o bloqueio é revertido com o tempo, ventilação artificial pode ser necessária e deve ser mantida até retorno da respiração adequada.

t  Erva-de-são-joão: hipotensão e/ou demora na recuperação da anestesia. Suspender o uso da erva-de-são-joão cinco dias antes da cirurgia.

t Enflurano: prolongamento do bloqueio neuromuscular. Reduzir dose de pancurônio.

t Digoxina: risco aumentado de arritmias cardíacas. Monitorar ritmo cardíaco quando administrar pancurônio a paciente digitalizado.

t Nitroglicerina: aumento na duração da ação do pancurônio. Uso concomitante não é recomendado. Se absolutamente necessário, ajustar cuidadosamente a dose do bloqueador neuromuscular e monitorar para evitar depressão respiratória, que pode evoluir para apneia.

t Sevoflurano: aumento na ação do pancurônio. Reduzir dose do pancurônio e fazer monitoria cuidadosa da dose.

t Furosemida: aumento ou redução do bloqueio neuromuscular. Modificar doses de ambos os fármacos.

t Prednisona, dexametasona: redução da efetividade do pancurônio, fraqueza muscular e miopatia. Se necessário terapia concomitante, acompanhar a efetividade do pancurônio e ajustar a dose como necessário, especialmente em pacientes que recebem doses altas de corticosteroides. Se houver coadministração prolongada desses agentes, considerar a possibilidade de que o paciente tenha períodos sem paralisia para reduzir a dose total do bloqueador  neuromuscular.

t Verapamil: aumento do bloqueio neuromuscular. Observar sinais vitais. Reduzir dose de verapamil e ajustar cuidadosamente a dose do pancurônio.

t Teofilina: redução da efetividade do pancurônio. Monitorar o estado cardíaco do paciente e o grau de bloqueio muscular. Pode ser necessário administrar doses maiores de pancurônio.

t Fenitoína, fosfenitoína: efeito miorrelaxante do pancurônio é antagonizado pela fenitoína, acelerando a recuperação do bloqueio neuromuscular e reduzindo a efetividade do pancurônio. Se clinicamente possível, evitar o uso concomitante dos fármacos. Acompanhar cuidadosamente o bloqueio neuromuscular. Prever a necessidade de suporte respiratório.

t Antibióticos  polipeptídicos  (bacitracina,  colistina,  polimixina  B):  aumento ou prolongamento do bloqueio neuromuscular. Evitar o uso concomitante de antibióticos polipeptídeos e relaxantes musculares não despolarizantes. Se o emprego da combinação for inevitável, observar cuidadosamente o paciente para detectar bloqueio neuromuscular aumentado ou prolongado, que pode requerer ventilação mecânica.

 

Aspectos farmacêuticos

t  Solução injetável tem emprego por seis meses à temperatura entre 15 a 30ºC. Sob refrigeração de 2 a 8o C, é de 3 anos ou no prazo de validade, o que ocorrer  primeiro.

t A solução pode ser administrada por via intravenosa sem diluição ou diluída em glicose a 5% ou cloreto de sódio a 0,9%.

 

Atenção: pancurônio apresenta número elevado de Efeitos adversos , por isso é necessário uma pesquisa específica ao avaliar a terapia com este fármaco.

 

 

Budesonida

 

Subcomissão Editorial

 

 

Na Rename 2010: item 3.2, 4, 17.3

 

Apresentação

t Aerossol nasal 50 microgramas (equivale a 32 microgramas de budesonida por dose).

 

Indicações

t Rinite alérgica moderada a grave.

t Rinite não alérgica.

 

Contraindicações

t Alergia grave a proteínas do leite.

t Hipersensibilidade à budesonida ou a qualquer componente do produto.

 

Precauções

t Usar com cuidado nos casos de:

       infecções virais (varicela, sarampo, herpes simples ocular), fúngicas (candidíase) e bacterianas (risco de exacerbação da infecção).

       tuberculose, ativa ou latente (risco de exacerbação ou reativação).

       trauma, cirurgia, infecção ou estresse (resposta suprarrenal inadequada em razão de absorção sistêmica).

       crianças (pode ocorrer redução na velocidade de crescimento, especialmente em uso prolongado ou em dose alta; acompanhar).

       cirurgia nasal (aguardar cicatrização).

       mudança de via de administração – sistêmica para nasal (pode ocorrer exacerbação dos sintomas).

       disfunção hepática (ver Apêndice C).

       lactação.

t Suspender o medicamento se não houver resposta clínica em 3 semanas.

t  Categoria de risco na gravidez (FDA): C (ver Apêndice A).

 

Esquemas de administração

Crianças maiores de 6 anos e adultos

Rinite alérgica moderada a grave e rinite não alérgica

t 200 microgramas (4 jatos), em cada narina, a cada 24 horas. Após alivio dos sintomas reduzir a dose para 100 microgramas (2 jatos), em cada narina, a cada 24 horas. A duração total do tratamento é de 3 meses.

 

Aspectos farmacocinéticos clinicamente relevantes

t Biodisponibilidade com administração nasal: 21% a 34%.

t Tempo para pico: 0,6 horas (0,3 a 2 horas).

t Metabolismo hepático.

t Meia-vida de eliminação: 2 a 3 horas.

t  Excreção: renal (60%) e fecal (15,1% a 29,6%) na forma de metabólitos.

 

Efeitos adversos

t mais frequentes: ressecamento da mucosa nasal, irritação do conduto nasal.

t  menos frequentes: epistaxe (8%), crostas e lesões na mucosa nasal, espirros, inflamação na garganta, letargia.

t  raros: dermatite de contato, candidiase nasal e faríngea, perfuração do septo nasal, hipertensão ocular, exantema, urticária.

Observação: o uso de corticosteroide nasal ocasiona menos Efeitos adversos do que quando utilizado por via inalatória ou oral. Doses elevadas ou tratamentos prolongados podem provocar Efeitos adversos sistêmicos.

 

Interações de medicamentos

t As interações descritas na literatura para a budesonida referem-se à administração sistêmica deste fármaco. Para a administração nasal não há informação de interações mas, em caso de absorção sistêmica,interações farmacológicas poderiam ocorrer, especialmente com fármacos inibidores da CYP3A4 (isoenzima envolvida no metabolismo da budesonida).

 

Orientação aos pacientes

t Agitar suavemente o tubo do aerossol antes do uso inicial (8 vezes) e antes de cada aplicação. Caso permaneça 2 dias consecutivos sem usar, agitar até aparecer uma fina névoa. Caso permaneça 14 dias consecutivos sem usar, lavar o aplicador e agitar até aparecer uma fina névoa.

t O efeito do medicamento pode levar alguns dias, manter o uso regularmente. Não interromper o uso sem contatar o médico ou farmacêutico.

t Limpar as narinas antes da aplicação.

t  Orientação e treinamento adequado de uso, manutenção e limpeza do aplicador nasal de budesonida devem ser dados no momento da dispensação.

 

Aspectos farmacêuticos

t  Armazenar as formas aerossol a temperaturas entre 15 e 30 ºC. Há risco de explosão do frasco com aerossol quando exposto a temperaturas acima de 50ºC. Manter ao abrigo da luz. Não congelar.

 

 

Bupivacaína (ver Cloridrato de bupivacaína e Cloridrato de bupivacaína + Glicose)

  

Bupropiona (ver Cloridrato de bupropiona)

 

SOBRE OS DIREITOS AUTORAIS DO DOCUMENTO

Consta no documento:

“Todos os direitos reservados. É permitida a reprodução parcial ou total desta obra, desde que citada a fonte e que não seja para venda ou qualquer fim comercial.”

O objetivo do site MedicinaNet e seus editores é divulgar este importante documento. Esta reprodução permanecerá aberta para não assinantes indefinidamente.

Conecte-se

Feed

Sobre o MedicinaNET

O MedicinaNET é o maior portal médico em português. Reúne recursos indispensáveis e conteúdos de ponta contextualizados à realidade brasileira, sendo a melhor ferramenta de consulta para tomada de decisões rápidas e eficazes.

Medicinanet Informações de Medicina S/A
Av. Jerônimo de Ornelas, 670, Sala 501
Porto Alegre, RS 90.040-340
Cnpj: 11.012.848/0001-57
(51) 3093-3131
info@medicinanet.com.br


MedicinaNET - Todos os direitos reservados.

Termos de Uso do Portal