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Última revisão: 11/11/2015

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Reproduzido de:

Formulário Terapêutico Nacional 2010: Rename 2010 [Link Livre para o Documento Original]

Série B. Textos Básicos de Saúde

MINISTÉRIO DA SAÚDE

Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos

Departamento de Assistência Farmacêutica e Insumos Estratégicos

Brasília / DF – 2010

 

Naloxona (ver Cloridrato de Naloxona)

 

Neostigmina (ver Metilsulfato de Neostigmina)

 

Nevirapina

 

Beatriz Garcia Mendes

 

Na Rename 2010: item 5.5.2.2

 

Apresentações

t Comprimido 200 mg.

t Suspensão oral 10 mg/mL.

 

Indicações

t Tratamento de infecção por HIV em combinação com outros antirretrovirais.

t  Prevenção da transmissão materno-fetal do HIV.

 

Contraindicações

t Hipersensibilidade ao fármaco ou a algum dos componentes da fórmula.

t Insuficiência hepática moderada ou grave.

t Porfiria aguda.

t  Profilaxia pós-exposição ao HIV.

 

Precauções

t Usar com cuidado nos casos de:

       doenças hepáticas, incluindo hepatites B e C (ver Apêndice C).

       alta contagem de células CD4, acima de 400 células/mm3 em homens e acima de 250 células/mm3 em mulheres (há maior susceptibilidade aos Efeitos adversos do tratamento, especialmente hepatotoxicidade).

       insuficiência renal (ver Apêndice D).

       uso de contraceptivos hormonais.

t Monitorar, de maneira intensiva, o surgimento de reações graves na pele, como exantema e síndrome de Stevens-Johnson, especialmente nas primeiras 18 semanas da terapia. Se ocorrer grave reação alérgica cutânea, o medicamento deve ser permanentemente suspenso.

t  Categoria de risco na gravidez (FDA): B

 

Esquemas  de  administração 

Adultos e adolescentes acima de 16 anos

Tratamento de infecção por HIV

t 200 mg, por via oral, 1 vez ao dia, durante 14 dias; aumentar para 200 mg, por via oral, 2 vezes ao dia, a partir do 15º dia de tratamento, caso não tenha ocorrido exantema.

 

Prevenção de transmissão materno-fetal por HIV

t Mãe sem exposição prévia a antirretrovirais: 200 mg, por via oral, em dose única, no início do trabalho de parto (adicionalmente ao uso de zidovudina 2 mg/kg por via intravenosa, seguida por 1 mg/kg/hora).

 

Crianças a partir de 15 dias de vida e adolescentes até 16 anos incompletos

Tratamento de infecção por HIV

t 120 a 150 mg/m2, por via oral, 1 vez ao dia, durante 14 dias; depois 120 a 200 mg/m2, por via oral, 2 vezes ao dia, a partir do 15° dia de tratamento, caso não tenha ocorrido exantema.

 

Prevenção de transmissão materno-fetal por HIV

t Neonatos: 2 mg/kg, por via oral, em dose única, de 48 até 72 horas após o nascimento (adicionalmente a zidovudina 2 mg/kg oralmente a cada 6 horas, por 6 semanas).

t Se a dose materna for dada menos de 2 horas antes do nascimento: 2 mg/ kg, imediatamente após o nascimento e outra dose de 24 a 72 horas depois.

t Observação: Se o tratamento for interrompido por mais de 7 dias, deve-se reintroduzir o medicamento no esquema inicial e passar gradualmente ao segundo esquema.

 

Aspectos farmacocinéticos clinicamente relevantes

t Pico de concentração sérica: 2 a 4 horas.

t  Biodisponibilidade superior a 90%.

t Meia-vida: 22 a 84 horas.

t  Metabolismo: hepático.

t Excreção: renal (86%) e fecal (10%).

 

Efeitos adversos

t  Exantema (graus 1 e 2: 13,3%, graus 3 e 4: 1,5%) incluindo a síndrome de Stevens-Johnson e, raramente, necrólise epidérmica tóxica.

t Náusea (20% a 38%), cefaleia, vômitos, diarreia (37% a 41%), dor abdominal.

t Febre.

t Lipodistrofia.

t  Mialgia, fadiga, rabdomiólise, artralgia.

t Angioedema, anafilaxia, reações de hipersensibilidade.

t  Anemia, granulocitopenia, neutropenia.

t Reações neuropsiquiátricas (raro).

t Hepatite, falência hepática e alguns casos de hepatotoxicidade fatal.

 

Interações de medicamentos

t Amiodarona, carbamazepina, ciclofosfamida, ciclosporina, clonazepam, diltiazem, disopiramida, ergotamina, etossuximida, fentanila, indinavir, nifedipino, saquinavir, sirolimo, tacrolimo, varfarina e verapamil: podem apresentar diminuição de concentrações plasmáticas em caso de uso concomitante com nevirapina. Monitorar pacientes para observar a perda de eficácia no uso destes medicamentos. Ajustar individualmente a dose conforme necessário.

t Atazanavir: diminuição da biodisponibilidade do atazanavir e aumento da concentração plasmática da nevirapina, aumentado o risco de sua toxicidade. O uso concomitante não é recomendado.

t Caspofungina: redução da concentração plasmática da caspofungina. Ajustar a dose diária da caspofungina em 70 mg.

t Cetoconazol: diminuição da concentração plasmática do cetoconazol. A coadministração deve ser evitada.

t Claritromicina: diminuição da concentração plasmática da claritromicina. Recomenda-se o uso de antibiótico macrolídeo alternativo, como a azitromicina.

t Contraceptivos: diminuição da eficácia dos contraceptivos (levonorgestrel, noretisterona, mestranol, norgestrel, etinilestradiol, etonogestrel). Evitar o uso concomitante da nevirapina com contraceptivos hormonais. Os pacientes devem ser aconselhados a usar um método contraceptivo adicional ou alternativo.

t Erva-de-são-joão (Hypericum perforatum): o uso concomitante não é recomendado devido à diminuição da concentração plasmática da nevirapina, aumentando o risco de resistência viral e falha do tratamento. Advertir os pacientes para evitar o uso deste fitoterápico.

t Etaverina: diminuição da concentração plasmática da etaverina. O uso concomitante deve ser evitado.

t Fluconazol: aumento da concentração da nevirapina. A coadministração não é recomendada devido ao aumento do risco dos Efeitos adversos da nevirapina.

t Fosamprenavir: diminuição da concentração plasmática do amprenavir (metabólito ativo do fosamprenavir). A coadministração de nevirapina e fosamprenavir sem o ritonavir não é recomendada.

t Itraconazol: diminuição da biodisponibilidade do itraconazol. O uso concomitante não é recomendado. Considerar o uso de inibidores de protease como base da terapia antirretroviral para pacientes que estejam recebendo itraconazol.

t Lopinavir: diminuição da concentração plasmática do lopinavir. É necessário fazer ajuste da dose do lopinavir de acordo com a idade e peso do paciente.

t Metadona: aumenta o risco do aparecimento de sintomas de abstinência aos opioides (insônia, dor, náusea, sudorese, ansiedade). O aumento da dose de metadona pode ser necessário para aliviar os sintomas.

t Quinupristina, dalfopristina: diminuição da concentração plasmática da nevirapina. O uso concomitante com a nevirapina deve ser realizado com precaução, podendo ser necessário o ajuste na dose da nevirapina.

t Rifabutina: aumento da concentração plasmática da rifabutina. Monitorar os pacientes quanto ao surgimento de Efeitos adversos da rifabutina, porém o ajuste de dose não é necessário.

t Rifampicina: o uso concomitante pode resultar na diminuição da concentração plasmática da nevirapina ocasionando a perda de sua eficácia. Deveescolher a rifabutina como alternativa à rifampicina.

t Voriconazol: aumento na concentração plasmática da nevirapina e/ou aumento ou diminuição da concentração plasmática do voriconazol. Monitorar os pacientes quanto aos sinais e sintomas relacionados à toxicidade da nevirapina e quanto a uma possível perda de eficácia ou toxicidade relacionada ao voriconazol.

 

Orientações aos pacientes

t  Orientar para a necessidade de agitar a suspensão antes de administrar.

t O medicamento pode ser administrado com ou sem alimento.

t Orientar para utilizar método contraceptivo e, caso use contraceptivos hormonais orais combinados, recomenda-se usar outro método adicional ou alternativo.

t Reforçar orientações sobre prevenção da transmissão do HIV.

t Orientar para o uso durante todo o tempo prescrito, mesmo que haja melhora dos sintomas com as primeiras doses.

 

Aspecto farmacêutico

t Armazenar os comprimidos e a solução oral à temperatura ambiente, entre 15 a 30 °C.

 

Atenção: os pacientes devem ser orientados a suspender o tratamento e a buscar atendimento médico imediato se forem observados reações de hipersensibilidade (tal como exantema grave) e sinais de hepatotoxicidade. Este fármaco apresenta um número elevado de Efeitos adversos, devendo-se realizar pesquisa específica sobre este aspecto antes de introduzir ou descontinuar nevirapina ou outro medicamento no esquema terapêutico do paciente.

Como sinonímia para nevirapina (nome que correspondente a Denominação Comum Brasileira) também é empregada a abreviatura NVP, entretanto, não se recomenda a prescrição de fármacos por abreviaturas ou siglas.

Pacientes HIV positivas não devem amamentar, devido ao risco de transmissão do vírus HIV ao lactente.

 

 

Nicotina

 

Isabella Campagnuci Knust

 

Na Rename 2010: item 25

 

Apresentações

t  Adesivo transdérmico 7 mg, 14 mg e 21 mg.

t Goma de mascar 2 mg e 4 mg.

 

Indicação

t Adjuvante no tratamento para cessação do tabagismo.

 

Contraindicações

t  Hipersensibilidade a nicotina ou a algum componentes da fórmula.

t  Período pós-enfarte do miocárdio.

t  Angina de peito e arritmias graves.

t  Comprometimento da articulação temporomandibular (goma de mascar).

t Gravidez (ver Apêndice A).

t  Lactação (ver Apêndice B).

 

Precauções

t Usar com cuidado nos casos de:

       orofaringite, esofagite, úlcera péptica, doença coronariana e vascular periférica, acidente vascular encefálico recente, angina de peito, hipertensão arterial sistêmica, hipertireoidismo, feocromocitoma, diabete tipo I.

       insuficiência hepática.

       insuficiência renal.

       alergia ao material adesivo (pode conter um metal, como o alumínio).

       idosos (não requer ajuste de dose, mas o uso deve ser cauteloso se houver comorbidades).

t Categoria de risco na gravidez (FDA): D.

 

Esquemas de administração

Adultos e idosos

Adesivo transdérmico

t Para pacientes que fumam mais de 10 cigarros por dia: um adesivo de 21 mg, por dia, durante 4 a 6 semanas. Após esse período, usar um adesivo de 14 mg, por dia, durante 2 semanas. Reduzir então para um adesivo 7 mg, por dia, durante mais 2 semanas.

t Para os pacientes que fumam até 10 cigarros, por dia,: um adesivo de 14 mg, por dia, durante 6 semanas e após esse período reduzir para um adesivo de 7 mg, por dia, durante 2 semanas.

Nota:

t não se demonstrou benefício com uso de adesivo além de três meses; o período máximo de tratamento não deve exceder 6 meses.

 

Goma de mascar

t Para os pacientes que fumam mais de 25 cigarros por dia: usar duas gomas de mascar (4 mg) a cada 1 a 2 horas durante 6 semanas. Depois, usar duas gomas a cada 2 a 4 horas durante 2 semanas. Seguido por 2 gomas de mascar a cada 4 a 8 horas durante mais 2 semanas.

t Para os pacientes que fumam até 25 cigarros por dia: usar uma goma de mascar (2 mg) a cada 1 a 2 horas durante 6 semanas. Depois, usar uma goma a cada 2 a 4 horas durante 2 semanas. Seguido por uma goma de mascar a cada 4 a 8 horas durante mais 2 semanas.

Nota:

t as gomas devem ser mascadas lentamente quando há urgência de fumar, até 30 unidades ao dia. A maioria dos pacientes necessita 10 a 12 unidades por dia. O tratamento deve ser revisto se abstinência não for alcançada em 9 meses.

 

Aspectos farmacocinéticos clinicamente relevantes

t Adesivo transdérmico: absorção lenta de 75% a 90%, pico de concentração plasmática em 6 a 12 horas e duração de efeito de 24 horas.

t Goma de mascar: absorção oral de 30%, meia-vida de 1 a 2 horas.

t Metabolismo hepático. t Excreção: renal.

 

Efeitos adversos

Adesivo transdérmico

t Prurido, eritema e edema no lugar de aplicação.

t Insônia, sonhos anormais, disforia, ansiedade, tontura, dificuldade de concentração, sonolência.

t  Rinite, tosse, faringite, sinusite.

t Dor no peito.

t Dispepsia, xerostomia, diarreia, anorexia, náuseas, obstipação.

 

Goma de mascar

t Irritação na boca, danos nos dentes, aumento da salivação e úlcera aftosa.

t Taquicardia.

t Cefaleia, insônia, nervosismo.

t Náusea, vômito, aumento do apetite, desconforto abdominal, soluços, dor de garganta, dor na mandíbula, eructação, rouquidão.

t Dismenorreia.

t Mialgia.

 

Interações de medicamentos

t  Clozapina: o uso concomitante com nicotina diminui o efeito da clozapina.

t Memantina: o uso concomitante altera a concentração plasmática de ambos fármacos.

t Outros produtos contendo nicotina (como cigarros) aumentam o risco de eventos  cardiovasculares.

 

Orientações ao paciente

t Não fumar nem fazer uso de qualquer outra apresentação de nicotina no início e durante o tratamento.

t Mastigar lentamente a goma para evitar dor na articulação temporomandibular e maximizar o efeito.

t Alertar para a grande viscosidade da goma de mascar, o que a torna aderente e dificulta a mastigação.

t Aplicar os adesivos uma vez ao dia, em diferentes locais, com a pele seca, limpa e em locais sem pelos. Comprimir por 10 segundos. Não repetir o local por uma semana.

t  Lavar bem as mãos após a aplicação e remoção dos adesivos.

t Recomendar adesivo por 24 horas para pacientes com hábito de fumar ao acordar.

t Se apresentar distúrbios do sono, remover o adesivo antes de dormir e recolocar um novo pela manhã.

t  Alertar para o aumento do pico plasmático de nicotina durante exercícios, em caso de uso transdérmico.

t Não usar mais de um adesivo ao mesmo tempo.

 

Aspectos farmacêuticos

t Manter sob temperatura ambiente, de 15 a 30 ºC.

t Não cortar o adesivo, pois perde seu efeito, por evaporação.

 

 

Nifedipino

 

Karen Luise Lang

 

Na Rename 2010: item 18.5

 

Apresentação

t Cápsula ou comprimido 10 mg.

 

Indicação

t Tratamento tocolítico em ameaça de parto prematuro não complicado, antes de 34 semanas de gravidez.

 

Contraindicações

t  Choque cardiogênico.

t Estenose aórtica avançada.

t Ocorrência de enfarte do miocárdio no último mês.

t Angina instável ou com crises agudas.

t Porfiria.

t  Hipersensibilidade ao nifedipino ou a componentes da fórmula.

 

Precauções

t Usar com cuidado nos casos de:

       dor isquêmica logo no início do tratamento (interromper o uso).

       insuficiência cardíaca ou deficiência de função ventricular esquerda.

       hipotensão grave ou sintomática.

       diabete melito.

       insuficiência hepática (reduzir a dose).

t  Categoria de risco na gravidez (FDA): C (ver Apêndice A).

 

Esquema de administração

Adultas e adolescentes

t Dose de 10 a 160 mg, por via oral, divididos em 3 a 4 doses diárias e ajustados de acordo com a atividade uterina. Pode-se iniciar com 30 mg, por via oral, seguidos de 10 a 20 mg a cada 6 horas.

 

Aspectos farmacocinéticos clinicamente relevantes

t Alimentos parecem reduzir a velocidade, mas não a extensão da absorção do nifedipino em cápsulas convencionais.

t Metabolismo: preponderantemente hepático.

t Eliminação: renal (80%) e fecal (20%).

 

Efeitos adversos

t O nifedipino, empregado como tocolítico, apresenta Efeitos adversos mínimos para mãe e feto. Entretanto, a literatura consultada não especifica a frequência dos Efeitos adversos quando ele é utilizado com esta finalidade.

t Edema periférico.

t  Hipotensão transitória, palpitações.

t Cefaleia, tonturas, distúrbios visuais, astenia, parestesia.

t Rubor facial, exantema, prurido, urticária.

t Obstipação, hiperplasia gengival, azia, náuseas.

t Mialgia.

t Ginecomastia.

t Depressão.

 

Interações de medicamentos

t Atenolol, propranolol e demais bloqueadores beta-adrenérgicos, mibefradil e amiodarona: risco de hipotensão grave e bradicardia. Monitorar a função cardíaca em caso de terapia concomitante com nifedipino.

t Cimetidina e compostos azólicos como cetoconazol, fluconazol e itraconazol podem elevar a concentração plasmática do nifedipino, elevando o risco de incidência de efeitos adversos.

t Clopidogrel: pode haver redução da resposta ao clopidogrel.

t Erva-de-são-joão (Hypericum perforatum) pode reduzir a biodisponibilidade do nifedipino.

t Fenitoína: pode haver aumento da toxicidade da fenitoína (ataxia, tremor, etc.). Monitorar paciente para sinais de toxicidade e eventualmente ajustar a dose da fenitoína.

t Ginkgo, ginseng e suco de toranja (pomelo ou grapefruit) podem elevar a incidência de Efeitos adversos associados ao nifedipino, devido a inibição de seu metabolismo hepático.

t  Indinavir e saquinavir: pode haver aumento da concentração e toxicidade do nifedipino.

t Nafcilina pode reduzir a eficácia do nifedipino pela indução do seu metabolismo hepático. Pacientes devem ser monitorados quanto à eficácia do tocolítico e a utilização de um antibiótico alternativo deve ser avaliada.

t Quinidina, quinupristina/dalfopristina: pode haver aumento da toxicidade devido ao nifedipino.

t Rifampicina pode reduzir a eficácia do nifedipino.

t Sulfato de magnésio (via parenteral): o uso concomitante aumenta o risco de hipotensão e bloqueio neuromuscular.

t Tacrolimo: pode haver redução da concentração de tacrolimo.

 

Orientação ao paciente

t Alertar para não ingerir bebida alcoólica enquanto fizer uso deste medicamento.

 

Aspecto farmacêutico

t  Proteger da umidade e da luz, armazenar sob temperatura ambiente de 15 a 30 ºC.

 

 

Nistatina

 

Mirian Parente Monteiro

 

Na Rename 2010: itens 5.3.2 e 20.2

 

Apresentação

t Suspensão oral 100.000 UI/mL.

 

Indicações

t Tratamento de candidíase oral, esofagiana e intestinal.

 

Contraindicação

 t  Hipersensibilidade à nistatina.

 

Precauções

t Usar com cuidado no caso de lactação.

t  Categoria de risco na gravidez (FDA): C.

 

Esquemas  de  administração 

Prematuros e recém-nascidos a termo

Candidíase orofaríngea

t 100.000 UI, localmente, a cada 6 horas.

 

Crianças

Candidíase orofaríngea

t  Até 1 ano: 100.000 UI, localmente, em cada lado da cavidade bucal, a cada 6 horas.

t  Acima de 1 ano: 400.000 a 600.000 UI, oralmente, a cada 6 horas; retendo na boca o maior tempo possível antes de engolir.

 

Adultos

Candidíase oral

t  400.000 a 600.000 UI, por via oral, a cada 6 horas.

 

Candidíase  esofagiana

t 500.000 UI, por via oral, a cada 6 horas.

 

Candidíase gastrintestinal

t  500.000 a 1.000.000 UI, por via oral, a cada 6 ou 8 horas.

Nota

t O tratamento deve ser continuado por 48 horas depois do desaparecimento das lesões e em pacientes com HIV/Aids a duração do tratamento é de 7 a 14 dias.

 

Aspectos farmacocinéticos clinicamente relevantes

t  Pouco absorvido por via oral, tem efeito local em trato digestivo.

t Início da ação: 24 a 72 horas.

t Excreção: fecal de forma inalterada.

 

Efeitos adversos

t Náusea, vômito, diarreia (em altas doses).

t  Irritação oral e hipersensibilidade.

t  Exantema, eritema multiforme.

 

Orientações aos pacientes

t  Orientar para a necessária agitação do frasco antes do uso.

t  Orientar para manter o medicamento na boca o maior tempo possível, por meio de bochechos e só então engolir.

t Alertar para aguardar uma hora após o uso do medicamento para então ingerir alimentos e bebidas.

t Orientar para o uso durante todo o tempo prescrito, mesmo que haja melhora dos sintomas com as primeiras doses.

 

Aspectos farmacêuticos

t Armazenar à temperatura ambiente (15 a 30 ºC), protegido de calor, luz e umidade. Não congelar.

 

 

Nitrato de Miconazol

 

Mirian Parente Monteiro

 

Na Rename 2010: itens 5.3.2 e 20.2

 

Apresentação

t Creme 2%

t Creme vaginal 2%

t Loção 2%

t Gel oral 2%

t Pó 2%

 

Indicações

t Infecções fúngicas superficiais de pele, mucosas (oral e vaginal) ou fâneros, causadas por dermatófitos e leveduras (incluindo micoses, intertrigo, paroníquia, ptiríase versicolor, vulvovaginite por Candida e tinha).

 

Contraindicações

t  Hipersensibilidade a algum dos componentes da fórmula.

t Vulvovaginites causadas por Trichomonas vaginalis (os antifúngicos azólicos são ineficazes).

t  Porfiria (miconazol é porfirinogênico em testes in vitro).

t  Crianças prematuras não devem utilizar o gel oral nos primeiros 5 a 6 meses de vida.

 

Precauções

t Usar com cuidado nos casos de:

       uso de preservativos de látex (as preparações intravaginais podem causar danos aos preservativos de látex; usar método contraceptivo adicional durante a administração do creme vaginal).

       insuficiência hepática (evitar uso de miconazol em gel oral) (ver Apêndice C).

t  Monitorar a função hepática durante o tratamento, porém, não há ajuste de dose específico preconizado.

t Evitar contato com olhos e membranas mucosas.

t  Categoria de risco na gravidez (FDA): C.

 

Esquema de administração 

Crianças

Candidíase orofaríngea e intestinal

t Para o tratamento das lesões orais o gel é aplicado com o dedo, diretamente na mucosa oral, após as refeições.

t Neonatos: 5 mg do gel a 2% a cada 6 horas.

t  Crianças com menos de 2 anos: 2,5 mL do gel oral 2 vezes ao dia

t  Crianças entre 2 e 6 anos: 5 mL do gel oral 2 vezes ao dia, deixando-se em contato com as lesões orais por algum tempo, antes de engolir.

t  Crianças acima de 6 anos: 5 mL do gel oral 4 vezes ao dia, deixando-se em contato com as lesões orais por algum tempo, antes de engolir.

 

Infecções cutâneas

t  Aplicar nas lesões, 2 vezes ao dia, continuando por pelo menos 10 dias após o local da infecção estar livre de lesões. Tinha: aplicar, topicamente, nas áreas afetadas, uma vez ao dia.

 

Crianças e adolescentes a partir de 12 anos

Vulvovaginite por Candida

t Aplicar 5 g do creme vaginal a 2% antes de dormir, durante 7 dias.

 

Adultos

Candidíase orofaríngea e intestinal

t Gel 2%: aplicar com o dedo 5 a 10 mL, diretamente na boca, 4 vezes por dia, após as refeições, deixando-se em contato com as lesões orais por algum tempo, antes de engolir. À noite, eventuais próteses devem ser também escovadas com o gel. Continuar o tratamento por 48 horas após a cura das lesões.

 

Infecções cutâneas

t  Aplicar nas lesões, 2 vezes ao dia, continuando por pelo menos 10 dias após o local da infecção estar livre de lesões. Tinha: aplicar, topicamente, nas áreas afetadas, uma vez ao dia.

 

Vulvovaginite por Candida

t  Creme vaginal a 2%: uso intravaginal com um aplicador de 5 g, uma vez ao dia durante 10 a 14 dias ou duas vezes ao dia durante 7 dias.

 

Aspectos farmacocinéticos clinicamente relevantes

t Absorção: incompleta (via oral); pequena (derme e membranas mucosas).

t  Biodisponibilidade: vaginal 1,4%, oral de 25% a 30% e dérmica menor que 0,013%.

t Distribuição: reduzida no fluido cerebroespinhal e ampla pelos tecidos.

t  Metabolismo: hepático (metabólitos inativos).

t Excreção: renal (menos de 1%), fecal (aproximadamente 50%). A maior parte é excretada na forma inalterada.

t Meia-vida de eliminação: 24 horas.

t Não é dialisável. Não há redução significativa do tempo de meia-vida durante a hemodiálise.

 

Efeitos adversos

Mais comuns

t  Reações alérgicas, como irritação e queimação local e dermatite de contato, com o uso tópico. Descontinuar a terapia se ocorrer sensibilização.

t  Eritema, descontinuar o tratamento caso as reações sejam graves.

t Náusea, vômito e diarreia com o uso oral e anorexia.

 

Menos comuns

t Diarreia (geralmente com o uso prolongado; muito raro).

t Hepatite.

t  Hipersensibilidade (exantema).

t Hiponatremia (2% a 50%).

t Síndrome da secreção inapropriada do hormônio antidiurético e hiperlipidemia.

t Anemia (5,5%), agregação eritrocitária anormal, função anormal de células brancas do sangue, trombocitose.

t  Reações anafiláticas.

t Efeitos neurológicos, incluindo tremores e tonturas; psicose.

t Toxicidade na córnea.

t Broncoespasmo, sibilância, dispneia grave e apneia.

t Artralgias.

 

Interações de medicamentos

t Anticoagulantes (acenocumarol, anisindiona, dicumarol, femprocumona e varfarina): pode haver risco aumentado de sangramento com o uso do antimicótico por via oral ou vaginal. Monitorar o tempo de protrombina durante o tratamento concomitante, bem como por ocasião da introdução ou descontinuação do antimicótico. O ajuste de dose do anticoagulante pode ser necessário.

t Fenitoína: aumento do risco de toxicidade pela fenitoína com manifestação de sintomas como ataxia, hiperreflexia e tremor. Se possível, evitar a terapia antifúngica sistêmica durante a terapia com fenitoína. Monitorar o paciente quanto a sinais e sintomas de toxicidade por fenitoína e se possível, mensurar os níveis séricos deste fármaco.

t Fentanila: miconazol pode aumentar os efeitos da fentanila (depressão do SNC, depressão respiratória).

t Pimozida: aumenta o risco de cardiotoxicidade (prolongamento do intervalo QT, torsades de pointes, parada cardíaca). A administração concomitante de miconazol e pimozida é contraindicada.

t Tolterodina: em uso concomitante com miconazol, a biodisponibilidade de tolterodina pode aumentar em indivíduos com deficiência do complexo citocromo P450.

t  Trimetrexato: pode ter sua toxicidade aumentada.

 

Orientações aos pacientes

Uso Vaginal

t  Aplicar na hora de dormir, salvo orientação diferente.

t Lavar as mãos com água e sabão antes e depois de utilizar o medicamento. Lavar o aplicador com água morna e sabão depois de usá-lo.

t Como o gel pode escorrer durante o dia, pode ser necessário o uso de um absorvente para proteger a roupa, mas não se deve usar absorvente interno.

t Usar o medicamento durante todo o tempo prescrito, mesmo que os sintomas melhorem após as primeiras doses.

t Se esquecer alguma dose, usar assim que lembrar. Se for quase hora da próxima dose, esperar até o próximo horário. Não usar mais de uma dose ao mesmo tempo.

t Manter todo o curso da terapia, mesmo que ocorra menstruação.

t Utilizar medidas higiênicas para curar a infecção e evitar a reinfecção, vestir calcinhas de algodão e recém-lavadas em vez de roupas íntimas sintéticas.

t Tratamento de rotina do parceiro sexual é desnecessário, a menos que o parceiro esteja com sintomas de prurido local ou irritação na pele do pênis.

 

Uso tópico

t Evitar o contato do creme ou loção com os olhos, nariz ou boca. Não utilizar em áreas da pele que têm cortes ou arranhões. Em caso acidental, lavar imediatamente o local.

t Limpar e secar completamente a área da pele antes de aplicar o medicamento. Para usar o pó, creme ou loção, aplicar uma camada fina do medicamento sobre a área afetada. Usar este medicamento a cada manhã e cada noite, a menos que o médico diga o contrário.

t Ao tratar o pé de atleta, não esquecer de aplicar o medicamento nos espaços entre os dedos dos pés. Manter o produto nos pés por 15 a 30 minutos e depois secar com uma toalha. Entre as aplicações, manter os pés o mais seco possível. Mudar as meias e sapatos pelo menos uma vez por dia. Usar sapatos confortáveis e que não aumentem muito a sudorese dos pés.

t Loção é preferida em áreas intertriginosas; se for utilizado creme, aplicar com moderação para evitar maceração.

 

Aspectos farmacêuticos

t Armazenar sob temperatura ambiente e protegido de calor e luz direta.

 

 

Nitrato de Prata

 

Ângela Maria de Souza Ponciano

 

Na Rename 2010: item 21.2

 

Apresentação

t Colírio 1%

 

Indicação

t Prevenção de oftalmopatia gonocócica do recém-nascido.

 

Contraindicação

t Hipersensibilidade ao nitrato de prata.

 

Precaução

t Risco de lesão oftálmica grave e até cegueira (não repetir a aplicação e não utilizar solução mais concentrada que 1%).

 

Esquemas de administração

t Instilar 2 gotas imediatamente após o nascimento no saco conjuntival de cada olho, em dose única. Manter o contato por 30 segundos, sem lavar os olhos após.

 

Aspectos farmacocinéticos clinicamente relevantes

t A absorção é mínima, pois a prata se combina com proteínas teciduais.

 

Efeitos adversos

t Sensação de queimação na pele, argiria (escurecimento permanente da pele).

t Conjuntivite química, cauterização da córnea, cegueira se utilizado repetidamente ou em altas concentrações.

t Metemoglobinemia em caso de absorção.

t Distúrbios eletrolíticos em caso de absorção.

 

Aspectos farmacêuticos

t Armazenar em lugar seco ao abrigo da luz, pois a exposição a mesma oxida o produto, tornando-o marrom. Conservar em recipientes inertes não metálicos bem fechados. Evitar o congelamento. Não utilizar quando a solução ainda estiver gelada

 

 

Nitrito de Sódio

 

Isabella Campagnuci Knust

 

Na Rename 2010: item 8.2

 

Apresentação

t  Solução injetável 30 mg/mL.

 

Indicação

t Antídoto em intoxicações por cianeto (associado a tiossulfato de sódio).

 

Contraindicações

t  Metemoglobinemia adquirida ou congênita.

t  Hipersensibilidade ao fármaco.

 

Precauções

t Usar com cuidado nos casos de:

       doenças cardiovasculares ou cerebrovasculares graves.

       criança (calcular a dose atentamente; dose de adulto pode produzir metemoglobinemia fatal em crianças).

       gravidez.

       lactação.

t Monitorizar os níveis de metemoglobina (não devem exceder 30% a 40%).

t Epinefrina deve estar prontamente disponível para reverter eventual hipotensão.

 

Esquemas de administração

Crianças

t 4 a 10 mg/kg (6 a 8 mL/m2), infundidos por via intravenosa em 20 minutos. Dose máxima: 300 mg ou 10 mL. Seguido de 400 mg/kg de tiossulfato de sódio, de solução a 25% ou 50%. Dose máxima de 12,5 g (50 mL de uma solução a 25%).

 

Adultos

t 300 mg (10 mL da solução a 3%), por via intravenosa, infundidos em 20 minutos. Seguido de 12,5 g (50 mL da solução a 25%) de tiossulfato de sódio, infundidos em 20 minutos.

Nota: no caso de recorrência dos sintomas, pode-se fazer uma dose adicional de metade da dose inicial, após 30 minutos.

 

Aspectos farmacocinéticos clinicamente relevantes

t  Pico de efeito: 30 a 70 minutos.

 

Efeitos adversos

t Náusea, vômito, dor abdominal.

t  Vasodilatação, hipotensão, taquicardia, colapso cardiovascular.

t  Taquipneia, dispneia.

t Tontura, cefaleia, síncope, coma, convulsões e morte (altas doses).

t Outros efeitos: rubor facial, cianose, metemoglobinemia.

 

Interações de medicamentos

t Epinefrina reverte a hipotensão induzida por nitritos.

 

Aspectos farmacêuticos

t Armazenar à temperatura ambiente (15-30 ºC).

 

 

Nitrofurantoína

 

Simone Sena Farina e Maria Inês de Toledo

 

Na Rename 2010: item 5.1.5

 

Apresentações

t Cápsula de 100 mg.

t Suspensão oral de 5 mg/mL.

 

Indicações

t  Tratamento de infecções urinárias

t Profilaxia de infecções urinárias recorrentes.

 

Contraindicações

t  Hipersensibilidade à nitrofurantoína.

t Insuficiência renal, anúria ou oligúria (ver Apêndice D).

t Lactentes com menos de três meses de idade.

t Gravidez a termo (ver Apêndice A).

t Porfiria.

t Deficiência de glicose-6-fosfato desidrogenase, incluindo lactentes afetados.

t Icterícia colestática ou insuficiência hepática associadas à terapia prévia com nitrofurantoína (ver Apêndice C).

 

Precauções

t Usar com cuidado nos casos de:

       doenças pulmonares, neurológicas ou alérgicas, anemia, diabetes melito, desequilíbrio eletrolítico, deficiência de vitamina B, doenças debilitantes e deficiência de folato.

       insuficiência hepática (ver Apêndice C).

       idosos.

       lactação (ver Apêndice B).

       deterioração da função renal durante terapia prolongada (pode indicar neuropatia).

       terapia prolongada, especialmente em idosos (monitorar funções hepática, pulmonar e renal).

t  Suspender imediatamente o tratamento se ocorrerem reações pulmonares (pneumonite intersticial ou fibrose pulmonar) e hepáticas graves (hepatite).

t Associa-se a ocorrência de neuropatia periférica e anemia hemolítica.

t Pode causar resultado falso positivo de glicosúria com o método de substâncias redutoras.

t  A urina pode se tornar amarela ou marrom.

t  Categoria de risco na gravidez (FDA): B (ver Apêndice A).

 

Esquema de administração 

Crianças com mais de 1 mês

Infecções urinárias não complicadas

t  Dose de 3 a 7 mg/kg/dia, por via oral, fracionados a cada 6 horas, durante 3 a 7 dias.

 

Profilaxia de infecções urinárias recorrentes

t  1 mg/kg, por via oral, a cada 24 horas. Adultos

 

Infecções urinárias não complicadas

t 50 a 100 mg de 6 em 6 horas durante 3 a 7 dias, com alimento.

 

Profilaxia de  infecções  urinárias recorrentes

t 100 mg, por via oral, a cada 24 horas, ao deitar.

 

Aspectos farmacocinéticos clinicamente relevantes

t  A forma de macrocristais tem absorção mais lenta e pode provocar maior irritação gastrintestinal. A forma microcristalina é rápida e completamente absorvida. Presença de alimento aumenta a biodisponibilidade.

t  Atinge altas concentrações no trato urinário.

t  Metabolismo: tecidos corporais e fígado.

t Excreção renal e biliar.

t Meia-vida: 20 a 60 minutos.

 

Efeitos adversos

t Perda de apetite, náusea e vômito.

t Icterícia colestática, necrólise hepática e hepatite.

tDistúrbios sanguíneos, incluindo anemia hemolítica.

t Reação de hipersensibilidade, eritema multiforme.

t Neuropatia periférica.

t  Doença pulmonar intersticial, fibrose pulmonar, cianose.

t  Dermatite exfoliativa, alopecia transitória.

t  Hipertensão intracraniana benigna.

tPancreatite.

t Artralgia.

 

Interações de medicamentos

t Fluconazol: aumento do risco de toxicidade hepática e pulmonar. Evitar uso concomitante, mas se este for necessário, monitorar toxicidade.

t Norfloxacino: nitrofurantoína pode antagonizar efeito antibacteriano do norfloxacino. Não administrar concomitantemente.

 

Orientações aos pacientes

t Recomendar a administração com alimentos ou leite para amenizar a irritação gastrintestinal e aumentar a absorção oral.

t  Orientar para agitar o frasco da suspensão oral antes do uso.

t Orientar para o uso durante todo o tempo prescrito, mesmo que haja melhora dos sintomas com as primeiras doses.

t Alertar que pode ocorrer alteração da coloração da urina.

 

Aspectos farmacêuticos

t Armazenar à temperatura ambiente, em recipiente fechado e ao abrigo da luz.

t Adquire cor na presença de álcalis ou luz e decompõe-se em contato com metais, exceto alumínio e aço inoxidável.

 

 

Nitroprusseto de Sódio

 

Rosa Martins

 

Na Rename 2010: item 14.4.4

Apresentação

t  Pó para solução injetável 50 mg.

 

Indicação

t Emergência hipertensiva.

 

Contraindicações

t  Hipersensibilidade ao nitroprusseto.

t Hipertensão compensatória.

t Atrofia óptica congênita.

t Ambliopia induzida por tabaco.

t  Insuficiência hepática grave.

t  Deficiência grave de vitamina B12.

 

Precauções

t Usar com cuidado nos casos de:

       elevação da pressão intracraniana, comprometimento da circulação cerebral ou da função pulmonar, doença isquêmica do coração, hiponatremia, hipotermia e hipotireoidismo.

       insuficiência renal (ver Apêndice D).

       insuficiência hepática (ver Apêndice C).

       idosos (mais Susceptíveis aos efeitos adversos).

       lactação.

t O único diluente recomendado é solução de glicose a 5%.

t  Monitorar continuamente a pressão arterial.

t  Monitorar sintomas de intoxicação por cianeto e tiocianato, se administrado por mais de 3 dias.

t Categoria de risco na gravidez (FDA): C.

 

Esquemas de administração 

Crianças

t Dose inicial 0,5 microgramas/kg/minuto, por meio de bomba de infusão intravenosa contínua. Incrementos de 1 micrograma/kg/minuto a intervalos de 20 a 60 minutos até obtenção do efeito esperado ou surgimento de efeitos adversos.

t Dose usual: 3 microgramas/kg/minuto. Dose máxima: 5 microgramas/kg/ minuto.

t Em neonatos não são recomendadas doses maiores que 6 microgramas/kg/ minuto.

 

Adultos e idosos

t Dose inicial 0,3 a 0,5 microgramas/kg/minuto, por meio de bomba de infusão intravenosa contínua. Aumentar 0,5 microgramas/kg/minuto até obtenção do efeito esperado ou surgimento de efeitos adversos.

t Dose usual: 3 microgramas/kg/minuto. Dose máxima: 10 microgramas/kg/ minuto. Dose máxima acumulada: 70 mg/kg em 14 dias.

Nota: Pode ser necessário o ajuste de dose nos pacientes em uso de anti-hipertensivos.

 

Aspectos farmacocinéticos clinicamente relevantes

t  Início da ação: 30 a 60 segundos.

t Pico de concentração plasmática: 1 a 2 minutos.

t  Duração de efeito: 1 a 10 minutos.

t  Metabolismo: plasmático (100%), metabólitos inativos.

t Excreção renal: 100% (como tiocianato).

t  Meia-vida: fármaco inalterado: menor que 10 minutos; tiocianato: 2,7 a 7 dias.

t Dialisável

 

Efeitos adversos

t Hipotensão, hipertensão rebote e redução da circulação sanguínea sistêmica.

t Acidose lática, acidose metabólica e hipotireoidismo.

t Náusea, vômito e dor abdominal.

t  Metemoglobinemia.

t Cefaleia, confusão mental, vertigem, sonolência, alucinação, delírio e aumento da pressão intracraniana, zumbidos.

t Fraqueza, espasmo muscular.

t Nefrotoxicidade.

t Intoxicação por cianeto (taquicardia, sudorese, hiperventilação e arritmias).

 

Interações de medicamentos

t Sildenafila: risco de potencialização dos efeitos hipotensores. A administração concomitante é contraindicada. Não se sabe após quanto tempo da administração de sildenafila o uso de nitratos pode ser feito com segurança.

 

Aspectos farmacêuticos

t  Manter à temperatura ambiente, entre 15 e 30 ºC. Proteger da luz.

t Verificar instruções do produtor quanto a reconstituição, diluição compatibilidade e estabilidade da solução.

t Após reconstituição, diluir em 250 a 2.000 mL de glicose 5%; a solução pode ser mantida sob temperatura ambiente por até 24 horas, protegida de luz.

t Durante a infusão deve ser protegida da luz. caso a solução apresente cor azul, verde, vermelha, laranja ou marrom escuro houve contaminação e deve ser descartada.

t Não misturar outros fármacos na mesma solução.

t Só usar soluções límpidas.

 

Atenção: risco de intoxicação por cianeto, exceto quando usado por curto período de tempo ou em baixa velocidade de infusão (inferior a 2 microgramas/kg/minuto); nitroprusseto libera cianeto. Monitorar toxicidade por cianeto via balanço ácido-base e concentração de oxigênio venoso. Toxicidade por tiocianato pode ocorrer em paciente com insuficiência renal ou em infusão prolongada. Não utilizar dose máxima por mais de 10 minutos; se pressão arterial não estiver controlada, suspender a infusão.

 

 

Norepinefrina (ver Hemitartarato de Norepinefrina)

 

Noretisterona (ver Também Enantato de Noretisterona + Valerato de Estradiol)

 

 

Karen Luise Lang

 

Na Rename 2010: item 18.4.4

 

Apresentação

t Comprimido 0,35 mg

 

Indicação

t Contracepção durante a amamentação.

 

Contraindicações

t Doença hepática aguda (ver Apêndice C).

t Tumores hepáticos benignos ou malignos.

t  Hipersensibilidade a qualquer componente do produto.

t Carcinoma de mama, conhecido ou suspeito.

t Sangramento genital anormal de causa desconhecida.

t Porfiria aguda.

t  Gravidez. Categoria de risco na gravidez (FDA): X (ver Apêndice A).

 

Precauções

t Usar com cuidado nos casos de:

       fatores de risco para doença cardiovascular (tabagismo, diabetes, hiperlipidemia, história familiar de doença coronariana).

       cistos ovarianos funcionais/atresia folicular.

       carcinoma dependente de hormônio.

       insuficiência hepática (evitar o uso).

       lactação (ver Apêndice B).

t Podem ocorrer gravidez ectópica e sangramento genital irregular.

t A eficácia contraceptiva de noretisterona pode ser perdida em 27 horas após a última dose.

t  Nutrizes devem iniciar a administração da noretisterona pelo menos três dias após o parto.

 

Esquema de administração

Adultas e adolescentes

t  0,35 mg, por via oral, todas as noites, no mesmo horário, sem interrupção, começando no dia 1 do ciclo.

 

Aspectos farmacocinéticos clinicamente relevantes

t Pico de concentração plasmática: 1 a 2 horas.

t Meia-vida de eliminação: 4 a 13 horas.

t  Metabolismo: hepático.

t Excreção: preponderantemente fecal.

 

Efeitos adversos

t  Aumento na pressão arterial.

t Exantema, com ou sem prurido, melasma ou cloasma e alopecia.

t Porfiria aguda, intermitente.

t Galactorreia, sensibilidade e plenitude mamária, alterações no fluxo menstrual e amenorreia.

t Elevação nos níveis de glicose sanguínea, alterações na concentração plasmática de lipídios.

t Edema consequente a retenção líquida, ganho ou perda de peso.

t Náusea, alterações no apetite, cólicas abdominais.

t  Aumento nos níveis de protrombina e fatores VII, VIII, IX e X da coagulação, o que pode contribuir para aumentar risco de doença tromboembólica.

t Cefaleia, irritabilidade, depressão, cansaço, fraqueza, tontura e dificuldade para adormecer.

t Masculinização de fetos femininos e outros defeitos teratogênicos.

 

Interações de medicamentos

t Alcaçuz: pode resultar no aumento da retenção de líquidos e da pressão arterial.

t Amprenavir, darunavir, nelfinavir, delarvidina, efavirenz, fenitoína, griseofulvina, nevirapina, pioglitazona, primidona, rifabutina, rifampicina, topiramato, troglitazona: eficácia contraceptiva pode ser reduzida.

t Aprepitanto e fosaprepitanto: pode reduzir a concentração de noretisterona e sua eficácia contraceptiva mesmo por algum tempo após a última dose, sendo recomendado o uso de método contraceptivo alternativo no primeiro mês após a suspensão do aprepitanto ou fosaprepitanto.

t  Ciclosporina: aumento do risco de toxicidade por ciclosporina.

t Erva-de-são-joão (Hypericum perforatum): metabolismo de progestógenos é aumentado, com redução da eficácia contraceptiva.

t Fosamprenavir: pode haver alteração dos níveis hormonais e aumento do risco de elevação das proteínas hepáticas.

t Lamotrigina: progestógenos reduzem concentração plasmática de lamotrigina.

t Prednisolona e selegilina: progestógenos aumentam concentração plasmática de prednisolona e de selegilina.

t Troleandomicina: risco de hepatotoxicidade e alteração da eficácia contraceptiva.

t Valdecoxibe: pode resultar em aumento da exposição à noretisterona.

t Varfarina: pode ocorrer tanto aumento como redução do efeito anticoagulante.

t Voriconazol: pode resultar em aumento das concentrações de voriconazol e noretisterona.

 

Orientações à paciente

t Se iniciar em dia diferente do 1º dia da menstruação orientar para a necessidade de usar método de barreira a cada relação sexual nas primeiras 48 h. Tomar o mesmo cuidado se ocorrer vômito ou diarreia até 4 horas após a administração.

t Orientar que deve ser usado todos os dias no mesmo horário e que pode ser usado inclusive durante o período menstrual.

t Alertar para a possível ocorrência de sangramento anormalmente excessivo ou prolongado (por exemplo, por mais de 8 dias), amenorreia ou dor abdominal intensa.

t Alertar para o risco de gravidez caso esqueça de tomar algum comprimido. Se esquecer de ingerir um comprimido, tomar o quanto antes e o próximo, na hora correta. Se o atraso for superior a 3 horas não haverá proteção anticoncepcional. Continuar normalmente, mas usar método de barreira pelos próximos 2 dias. Se tiver ocorrido relação sexual neste período, usar o contraceptivo de emergência.

t  Orientar para o uso após o parto: iniciar após 3 semanas. Se ingerido antes pode aumentar o risco de sangramento.

t Investigar o uso de antibióticos, anticonvulsivantes e outros fármacos indutores de metabolimo hepático; informar que podem reduzir a efetividade.

 

Aspecto farmacêutico

t  Armazenar à temperatura ambiente entre 15 e 30 ºC, em recipiente bem fechado.

 

Atenção: a literatura relata diversas Efeitos adversos  de contraceptivos orais combinados com antibióticos (que estes reduzem a eficácia contraceptiva, por alterar a flora intestinal e afetar a circulação entero-hepática) e fármacos indutores do metabolismo hepático (como anticonvulsivantes). Em muitas destas combinações, a noretisterona era um dos componentes, mas em muitos casos de interações relatadas, o progestogênio era diferente. As interações descritas nesta monografia foram relatadas especificamente com a noretisterona, mas isto não descarta o risco de que outras interações ainda não descritas na literatura para a noretisterona possam vir a ocorrer. Assim, o uso de método contraceptivo não hormonal (aditivo ou em substituição) deve ser considerado.

  

Nortriptilina (ver Cloridrato de Nortriptilina)

 

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