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Paciente de 49 Anos de Idade Sexo Feminino e dor em Hipocôndrio Direito

Autor:

Rodrigo Antonio Brandão Neto

Médico Assistente da Disciplina de Emergências Clínicas do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP

Última revisão: 05/03/2021

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Pacientede 49 anos de idade, sexo feminino, quadro de dor abdominal há 2 semanas, compiora com a alimentação. Há 2 dias, apresenta piora da febre com vômitos e 1episódio de febre.

 

PA:120x75mmHg

FC:90b.p.m

IMC: 32

Ap Resp:MV , sem RA

Ap CV:2BRNF, sem sopros

Abdome: globoso,doloroso em descompressão brusca em HD

Extremidades:Pulsos , sem edema

 

Foirealizada ultrassonografia (USG) à beira do leito, conforme a Figura 1:

 


USG:ultrassonografia.

Figura 1 ? USG.

 

A imagemmostra a vesícula biliar com um cálculo de, aproximadamente, 1,5cm com discretasombra acústica associada. As paredes da vesícula biliar são discretamenteespessadas. Esses achados são compatíveis com um quadro de colecistite. Oscálculos biliares são identificados em 95% dos pacientes com colecistite.

Avisualização da vesícula biliar sem identificação de cálculos tem um valorpreditivo negativo extremamente alto para colecistite, enquanto a presença decálculos, parede espessa da vesícula biliar e líquido pericolecístico tem umvalor preditivo positivo superior a 90%. Outros estudos revelam sensibilidadede 88%, com especificidade de 80%. Pode-se verificar, na USG, espessamento daparede da vesícula biliar, normalmente maior que 4 a 5mm ou edema com sinal dedupla parede. O sinal de Murphy ultrassonográfico pode ser reproduzido com acompressão com o transdutor de ultrassom e é mais acurado que o obtido com apalpação abdominal.

Acintilografia nuclear com ácido iminodiacético marcado com tecnécio-99m (ISIDA),em geral, é considerada o exame de imagem mais sensível e específico paracolecistite, sendo indicada quando a USG de vesícula biliar tem resultadosnegativos. Medidas de suporte fornecem a base para o manejo inicial dacolecistite aguda, com administração de cristaloides IV para otimizar o statusvolêmico e o uso de agentes antieméticos para controlar náuseas e vômitos.Alterações eletrolíticas devem ser corrigidas.

Acolecistectomia de emergência é indicada em todos os pacientes com colecistiteaguda complicada ou com progressão da doença. Em outros pacientes acolecistectomia é adiada e estudos indicam que um tempo de 7 dias após o iníciodos sintomas pode ser um tempo cirúrgico ótimo para esses pacientes, mas aintervenção deve, idealmente, ser realizada quando o paciente ainda estáhospitalizado. A colecistectomia imediata é reservada para casos complicados,em que o paciente apresenta gangrena ou perfuração. A abordagem cirúrgica idealé a colecistectomia laparoscópic

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