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Decitabina em Leucemia Mielóide Aguda e Síndrome Mielodisplásica

Autor:

Lucas Santos Zambon

Doutorado pela Disciplina de Emergências Clínicas Faculdade de Medicina da USP; Médico e Especialista em Clínica Médica pelo HC-FMUSP; Diretor Científico do Instituto Brasileiro para Segurança do Paciente (IBSP); Membro da Academia Brasileira de Medicina Hospitalar (ABMH); Assessor da Diretoria Médica do Hospital Samaritano de São Paulo.

Última revisão: 20/01/2017

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Contexto Clínico

Destaca-se que os determinantes moleculares de respostas clínicas para a decitabina na terapia em pacientes com leucemia mieloide aguda (LMA) ou com síndrome mielodisplásica (SMD) não são claros.

 

O Estudo

Este é um estudo no qual foram incluídos 84 pacientes adultos com LMA ou SMD em uma tentativa única de instituição de terapia com decitabina para identificar mutações somáticas e suas relações com as respostas clínicas. A decitabina foi administrada a uma dose de 20mg/m2 de área de superfície corporal por dia durante 10 dias consecutivos em ciclos mensais. Foi realizado o teste do exoma aumentado ou painel de sequenciamento de genes em 67 dos pacientes, e sequenciamento de série em vários pontos do tempo para avaliar os padrões de liberação de mutação em 54. Uma coorte de extensão incluiu 32 pacientes adicionais que receberam decitabina em diferentes protocolos.

Dos 116 pacientes, 53 (46%) tiveram clareamento de blastos em medula óssea (<5% de blastos). As taxas de resposta foram maiores entre os indivíduos com um perfil de citogenética de risco desfavorável em relação àqueles com risco intermediário ou perfil de citogenética de risco favorável (29 de 43 [67%] versus 24 de 71 [34%], P<0,001) e entre os indivíduos com mutações de TP53 em comparação com aqueles com o tipo selvagem de TP53 (21 de 21 [100%] versus 32 de 78 [41%], P <0,001).

Estudos anteriores têm demonstrado, de forma consistente, que os indivíduos com um perfil de citogenética desfavorável de risco e mutações de TP53 que recebem quimioterapia convencional têm resultados piores. No entanto, neste estudo de cursos de 10 dias de decitabina, nenhum desses fatores de risco foi associado com uma menor taxa de sobrevivência global em comparação com a taxa de sobrevivência entre os pacientes do estudo com perfis citogenéticos de risco intermediário.

 

Aplicação Prática

Os pacientes com LMA e SMD que tiveram anomalias citogenéticas associadas com o risco desfavorável ou mutações de TP53, ou ambas, tiveram respostas clínicas favoráveis e robustas (mas incompletas) de apuramento de mutação depois de receber cursos de 10 dias de decitabina. Embora essas respostas não tenham sido determinantes, elas resultaram em taxas de sobrevida global semelhantes às dos pacientes com LMA com um perfil de citogenética de risco intermediário e que receberam cursos de série de 10 dias de decitabina.

 

 

 

Bibliografia

Welch JS. TP53 and Decitabine in Acute Myeloid Leukemia and Myelodysplastic Syndromes. N Engl J Med 2016; 375:2023-2036

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