FECHAR
Feed

Já é assinante?

Entrar
Índice

H

Última revisão: 11/11/2015

Comentários de assinantes: 0

Reproduzido de:

Formulário Terapêutico Nacional 2010: Rename 2010 [Link Livre para o Documento Original]

Série B. Textos Básicos de Saúde

MINISTÉRIO DA SAÚDE

Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos

Departamento de Assistência Farmacêutica e Insumos Estratégicos

Brasília / DF – 2010

 

Haloperidol e Decanoato de Haloperidol

 

Tatiana Aragão Figueiredo

Rachel Magarinos-Torres

 

Na Rename 2010: item 13.4

 

Apresentações

Haloperidol

t Comprimidos de 1 mg e 5 mg.

t Solução oral 2 mg/mL.

t Solução injetável 5 mg/mL.

 

Decanoato de haloperidol

t Solução injetável com 50 mg/mL (forma injetável de depósito).

 

Indicações

t Manifestações agudas de esquizofrenia e transtornos psicóticos.

t Manutenção do controle em esquizofrenia e transtornos psicóticos.

t Manutenção do controle em pacientes psicóticos sem adesão a tratamento oral (decanoato de haloperidol).

 

Contraindicações

t Coma ou depressão do sistema nervoso central.

t Supressão medular.

t Porfiria.

t  Feocromocitoma.

t Lesão nos gânglios de base.

t  Hipersensibilidade a haloperidol.

t Doença de Parkinson.

 

Precauções

t Usar com cuidado nos casos de:

       suspensão, especialmente após tratamentos prolongados (deve ser lenta e gradual para reduzir o risco de recaídas).

       uso concomitante de antiparkinsonianos ou suspensão do haloperidol (acentuam discinesia tardia).

       idosos (reduzir as doses).

       crianças (não é recomendado em tratamento agudo).

       crianças com menos de 3 anos de idade.

       epilepsia, problemas cerebrovasculares e cardiovasculares, doença respiratória, glaucoma de ângulo fechado, insuficiência hepática (ver Apêndice C), hipertireoidismo, distúrbios metabólicos (hipopotassemia, hipocalcemia, hipomagnesemia), infecções agudas, história de icterícia, leucopenia (realizar hemograma caso ocorra febre ou infecção), hipotireoidismo, miastenia gravis, hipertrofia prostática.

       lactação (ver Apêndice B).

t  Categoria de risco na gravidez (FDA): C (ver Apêndice A).

 

Esquemas de administração

Crianças

Tratamento de manutenção

t  De 0,025 a 0,05 mg/kg/dia, por via oral, divididos em 2 ou 3 tomadas. Dose máxima: 10 mg/dia.

 

Adultos

Tratamento agudo na agitação psicótica:

t  De 2 a 10 mg, por via intramuscular, com doses subsequentes a cada 4 a 8 horas de acordo com a resposta. Dose maxima: 18 mg/dia.

 

Tratamento de manutenção

t De 0,5 a 5 mg, por via oral, a cada 12 ou 24 horas. Dose máxima de manutenção: 30 mg/dia. A primeira dose oral deve ser dada dentro de 12 a 24 horas após a última dose injetável.

 

Idosos

Tratamento agudo e manutenção

t Iniciar com metade da dose utilizada para adultos jovens.

Nota: decanoato de haloperidol corresponde a 10 a 15 vezes da dose oral diária administrada, por via intramuscular profunda, a intervalos de 4 semanas; não pode ser administrada por via intravenosa; a rotatividade dos sítios de injeção é fundamental.

 

Aspectos farmacocinéticos clinicamente relevantes

t Boa absorção gastrintestinal (60 a 70%).

t Pico de concentração plasmática

t   Haloperidol 2 a 6 horas (oral) e 20 minutos (intramuscular).

t  Decanoato de haloperidol: 6 dias.

 

Meia-vida de eliminação:

t  Haloperidol: 12 a 38 horas (oral).

t Decanoato de haloperidol: aproximadamente 3 semanas.

 

Efeitos adversos

t Sintomas extrapiramidais (parkinsonismo, distonia aguda, acatisia e discinesia tardia), sedação, hipotensão, efeitos anticolinérgicos

t Interferência na liberação do hormônio de crescimento, aumento da prolactina, secreção inapropriada do hormônio antidiurético (HAD), síndrome neuroléptica maligna, hipoglicemia.

t Agranulocitose e leucopenia.

t Parada cardíaca, hipertensão, prolongamento do intervalo QT, taquicardia e torsades de pointes.

 

Interações de medicamentos

t  Antiarrítmicos da classe IA: aumento do risco de cardiotoxicidade (prolongamento do intervalo QT, torsades de pointes, parada cardíaca). Monitorar efeitos cardiotóxicos do haloperidol durante o tratamento concomitante.

t Benzatropina: risco de excessivos efeitos anticolinérgicos (sedação, obstipação, xerostomia). Monitorar sinais de efeitos anticolinérgicos. Pode ser necessário ajuste de doses ou interromper a utilização dos medicamentos.

t Bepridil, mesoridazina, pimozida, terfenadina, tioridazina, ziprasidona: aumento do risco de cardiotoxicidade (prolongamento do intervalo QT, torsades de pointes, parada cardíaca). A associação destes fármacos com haloperidol é contraindicada.

t Bloqueadorers dos receptores D2 da dopamina: aumento do risco de cardiotoxicidade (prolongamento do intervalo QT, torsades de pointes, parada cardíaca). Monitorar efeitos cardiotóxicos durante o tratamento concomitante.

t Bupropiona: aumento dos níveis plasmáticos de haloperidol devido à diminuição do metabolismo, levando a toxicidade. A associação deve ser feita com cautela. Se bupropiona é adicionada ao regime terapêutico de um paciente já recebendo haloperidol, a diminuição da dose de haloperidol deve ser considerada.

t Carbamazepina: aumento do metabolismo do haloperidol levando diminuição de sua efetividade. Monitorar eficácia terapêutica do haloperidol após a adição de carbamazepina. Em algumas situações clínicas, uma maior dose de haloperidol pode ser necessária.

t Cisaprida: pode resultar em piora dos sintomas psicóticos e/ou risco aumentado de cardiotoxicidade (prolongamento do intervalo QT, torsades de pointes, parada cardíaca) devido à inibição do metabolismo do haloperidol. A associação é contraindicada.

t Dextrometorfano: pode resultar em exacerbação dos Efeitos adversos do dextrometorfano (excitação do SNC, confusão mental, depressão respiratória, nervosismo, tremores, insônia, diarreia) devido à inibição do seu metabolismo.

t Esparfloxacino: risco de prolongamento do intervalo QT e/ou torsades de pointes. Monitorar efeitos cardiotóxicos durante o tratamento concomitante.

t   Fluoxetina:  toxicidade  (pseudoparkinsonismo,  acatisia,  rigidez  da  língua) e risco aumentado de cardiotoxicidade (prolongamento do intervalo QT, torsades de pointes, parada cardíaca) devido à inibição do metabolismo do haloperidol. A associação não é recomendada.

t Fluvoxamina: aumento das concentrações de haloperidol devido à diminuição do metabolismo do haloperidol, levando a toxicidade. Monitorar concentrações séricas do haloperidol e ajustar a dose, se necessário. Monitorar piora clínica e realizar avaliações cognitivas.

t Lítio: fraqueza, discinesia, aumento sintomas extrapiramidais, encefalopatia e danos cerebrais. Monitorar sinais de toxicidade ou sintomas extrapiramidais. Os níveis séricos de lítio devem ser monitorados periodicamente.

t Metildopa: pode provocar toxicidade no SNC (demência) ou parkinsonismo reversiva, pelo aumento do bloqueio dos receptores D2 da dopamina. Monitorar sintomas psiquiátricos. Se necessário, deve-se descontinuar o haloperidol.

t Nefazodona: diminuição do metabolismo do haloperidol e consequente aumento do risco de efeitos extrapiramidais, hipotensão e sedação. Monitorar sinais de eventos colaterais. O ajuste da dose pode ser necessário.

t Olanzapina: pode resultar em um aumento do risco de parkinsonismo. Monitorar sinais e sintomas de aumento de Efeitos adversos parkinsonianos. Pode ser necessário diminuir a dose do haloperidol.

t Prociclidina e triexifenidil: risco de excessivos efeitos anticolinérgicos (sedação, obstipação, xerostomia). Monitorar efeitos anticolinérgicos. Pode ser necessário o ajuste de dose do haloperidol.

t Propranolol: aumento do risco de hipotensão e parada cardíaca. Monitorar sinais de hipotensão.

t Quetiapina: aumento do risco de cardiotoxicidade (prolongamento do intervalo QT, torsades de pointes, parada cardíaca). Recomenda-se precaução na associação e ainda o monitoria eletrocardiográfica e eletrólitos no início e durante o tratamento.

t Quinupristina/dalfopristina: aumento das concentrações de haloperidol devido à diminuição do metabolismo do haloperidol, levando a cardiotoxicidade (prolongamento do intervalo QT, torsades de pointes, parada cardíaca). A associação deve ser evitada, mas se ocorrer, deve-se realizar monitoria por eletrocardiograma.

t Rifampicina e rifapentina: diminuem a efetividade do haloperidol, por aumentar o metabolismo hepático. Monitorar diminuição da resposta clínica ao haloperidol quando estes fármacos são adicionados ao esquema terapêutico. Pode ser necessário aumentar a dose de haloperidol.

t Tacrina: síndrome parkinsoniana. Monitorar aumento de Efeitos adversos parkinsonianos. Se necessário, deve-se descontinuar o haloperidol.

t Venlafaxina: aumento das concentrações de haloperidol devido à diminuição do metabolismo do haloperidol, levando a cardiotoxicidade (prolongamento do intervalo QT, torsades de pointes, parada cardíaca). A associação não é recomendada.

 

Orientações aos pacientes

t Orientar para evitar o uso de bebidas alcoólicas ou sedativos. Aumentar ingesta de água, principalmente no calor ou durante exercício.

t  Alertar para notificar o aparecimento de movimentos involuntários.

t Orientar para não suspender tratamento abruptamente.

t Alertar que pode afetar a capacidade de realizar atividades que exigem atenção e coordenação motora como operar máquinas e dirigir.

t Informar mulheres em idade fértil quanto aos riscos e aconselhar a comunicar suspeita de gravidez.

 

Aspectos farmacêuticos

t  Conservar a temperaturas entre 15 e 30 oC, em recipientes bem fechados e ao abrigo da luz.

t Evitar o congelamento das formas líquidas. Não refrigerar a forma injetável de deposição.

t Observar orientação específica do produtor quanto a diluição, compatibilidade e estabilidade da solução.

t Incompatibilidades: solução oral de haloperidol com xarope de citrato de lítio; solução injetável de haloperidol (5 mg/mL) com heparina sódica e nitroprusseto de sódio.

 

 

Halotano

Thais Furtado de Souza

 

Na Rename 2010: item 1.1.1

 

Apresentação

t Líquido volátil

 

Indicação

t Indução e manutenção de anestesia geral.

 

Contraindicações

t Hipersensibilidade ao halotano ou a outro agente halogenado.

t Suspeita ou conhecimento de susceptibilidade a hipertermia maligna.

t Pacientes que desenvolveram doença hepática aguda, icterícia ou pirexia após exposição anterior ao halotano.

t Procedimento obstétrico; exceto quando se requer relaxamento uterino.

 

Precauções

t Usar com cuidado nos casos de:

       idosos (são mais Susceptíveis a hipotensão e depressão circulatória induzidas pelo anestésico).

       doença coronária e arritmia, miastenia grave, pressão intracraniana aumentada (pode agravar), porfiria e feocromocitoma.

       procedimento dentário em menores de 18 anos (há risco de arritmia; evitar o uso).

       lactação.

t   Evitar exposições repetidas em curto período de tempo. O tempo mínimo entre cada exposição não deve ser inferior a 3 meses.

t  Categoria de risco na gravidez (FDA): C (ver Apêndice A).

 

Esquemas de administração

Crianças

Indução da anestesia

t  1,5 a 2% v/v em oxigênio ou em mistura de oxigênio e oxido nitroso, por via inalatória.

 

Manutenção da anestesia

t  0,5 a 2% v/v em oxigênio ou em mistura de oxigênio e oxido nitroso, por via inalatória.

 

Adultos

Indução da anestesia

t 2 a 4% v/v em oxigênio ou em mistura de oxigênio e oxido nitroso, por via inalatória. A indução pode iniciar com uma concentração de 0,5% e aumentar gradualmente até o nível necessário.

 

Manutenção da anestesia

t  0,5 a 2% v/v em oxigênio ou em mistura de oxigênio e oxido nitroso, por via inalatória.

 

Aspectos farmacocinéticos clinicamente relevantes

t Início da ação: 1,3 a 3,5 minutos.

t Duração da ação: 4 a 16 minutos.

t  Metabolismo: hepático (15 a 20%).

t Excreção: pulmões (80% em forma inalterada).

 

Efeitos adversos

t  Tremor, febre, hipertermia maligna, delírio, hipóxia, depressão respiratória.

t  Aumento da pressão intracraniana.

t  Náusea e vômito.

t  Hepatotoxicidade.

t  Carboxiemoglobinemia.

t Arritmias.

t Porfiria.

 

Interações de medicamentos

t Bepridil, cisaprida, mesoridazina, pimozida, terfenadina, tioridazina e ziprazidona: podem resultar em aumento de cardiotoxicidade. Uso concomitante é contraindicado.

t  Epinefrina: pode ocasionar arritmia ventricular. Monitorar função cardíaca.

t Erva-de-são-joão (Hypericum perforatum): aumenta risco de colapso cardiovascular. Seu uso deve ser descontinuado 5 dias antes da utilização do anestésico.

t Labetalol pode ocasionar hipotensão, a função cardíaca deve ser monitorada, particularmente, em pacientes com disfunção cardíaca pré-existente.

t  Midazolam: pode ocorrer depressão cardiorespiratória. Monitorar.

t  Teofilina: induz arritmia. Uso concomitante deve ser evitado.

 

Orientação aos pacientes

t Evitar atividades que requeiram atenção e coordenação durante o período de 24 horas pós-anestesia.

t Evitar o uso de álcool e depressores do SNC durante o período de 24 horas pós-anestesia.

t Ficar atento para sinais e sintomas de efeitos adversos, especialmente relacionados com hepatotoxicidade.

 

Efeitos adversos

t  Armazenar sob temperatura ambiente, entre 15 e 30 °C, e ao abrigo de luz e ar.

t Manter em embalagem hermética e de material resistente a luz.

t É incompatível com plástico, borracha e diversos metais.

t Não é inflamável.

t Soluções amareladas devem ser descartadas.

 

 

Hemitartarato de Norepinefrina

 

Marta Maria de França Fonteles

 

Na Rename 2010: item 14.6

 

Apresentação

t Solução injetável 2 mg/mL.

 

Indicações

t  Choque cardiovascular.

t Parada cardíaca.

t Hipotensão aguda, inclusive choque séptico.

 

Contraindicações

t Hipertensão.

t Hipotensão por hipovolemia.

t Gravidez. Categoria de risco na gravidez (FDA): C (ver Apêndice A).

 

Precauções

t Usar com cuidado nos casos de:

       trombose vascular periférica, coronariana ou mesentérica.

       uso em seguida a um enfarte do miocárdio.

       angina variante Prinzmetal.

       hipertireoidismo.

       diabete melito.

       hipóxia ou hipercapnia.

       hipovolemia não corrigida.

       idosos.

       extravasamento no sítio de injeção (pode causar necrólise).

       terapia concomitante com inibidores da MAO ou antidepressivos tricíclicos.

       associação com anestésicos ciclopropano ou halotano.

       alergia a sulfito (agente antioxidante presente na formulação).

 

Esquema de administração

Crianças

Choque cardiovascular e hipotensão aguda

t 20 a 100 nanogramas (norepinefrina base)/kg/min, por infusão intravenosa contínua, ajustar de acordo com a resposta. Iniciar com 0,1 micrograma/kg/ min, ajustando até o efeito desejado. Dose de manutenção: 0,05 a 0,3 microgramas/kg/min. Dose máxima em crianças: 6 microgramas/min. Dose máxima em neonatos: 1 micrograma/kg/minuto.

 

Adultos

Choque cardiovascular, parada cardíaca e hipotensão aguda

t Dose inicial: 8 a 12 microgramas/min, por via intravenosa de hemitartarato de norepinefrina, observando a resposta. Ajustar taxa de infusão para estabelecer uma pressão arterial normal baixa (sistólica de 80 a 100 mmHg). A infusão não deve ser interrompida repentinamente, retirar gradualmente para evitar queda na pressão arterial.

t Dose de manutenção: 2 a 4 microgramas/min, por via intravenosa, ajustar a dose de acordo com as necessidades clínicas do paciente. Doses acima de 68 mg/dia podem ser necessárias.

Nota: Deve ser infundido através de um cateter venoso central ou em uma veia superior de grande calibre em um membro, preferentemente no braço. Se ocorrer extravasamento, deve-se infiltrar 10 a 15 mL de uma solução salina contendo 5 a 10 mg de fentolamina na área afetada (identificada por estar fria, dura e pálida) assim que possível para tentar prevenir esses efeitos. Uma seringa com uma agulha hipodérmica fina deve ser usada e a solução deve ser infiltrada de forma liberal por toda a área de extravasamento. Usar as grandes veias periféricas.

 

Aspectos farmacocinéticos clinicamente relevantes

t  Início de ação: 1 a 2 minutos

t Duração de ação: 1 a 2 minutos (dose única)

t  Absorção: baixa biodisponibilidade por via subcutânea

t Excreção: renal; 4-16% na forma inalterada.

t A norepinefrina atravessa a placenta

 

Efeitos  adversos

t Hipertensão, bradicardia, arritmias, isquemia periférica, parada cardíaca, dor anginal

t Se administrado na presença de hipovolemia: vasoconstrição periférica e visceral grave, diminuição da perfusão renal e da saída de urina, circulação sanguínea sistêmica pobre apesar de pressão arterial normal, hipóxia tissular e acidose láctica

t Necrose tecidual, gangrena das extremidades

t  Alteração no metabolismo da glicose

t Náuseas, vômitos e hipersalivação

t Agregação plaquetária induzida por catecolaminas, podendo resultar em trombose

t Medo, ansiedade, agitação, tremores, insônia, confusão, irritabilidade, fraqueza e psicose

t Pode causar dificuldade na micção e retenção urinária

t Cefaleia

 

Interações de medicamentos

t Antidepressivos tricíclicos: uso concomitante pode causar hipertensão, arritmia cardíaca e taquicardia. Uso concomitante deve ser evitado. Se esses medicamentos forem administrados concomitantemente,  deve-se  realizar um monitoria cuidadoso e uma redução da dose da norepinefrina. Pacientes devem ser instruídos a informar aos médicos e dentistas que eles estão tomando um antidepressivo tricíclico antes de uma cirurgia ou procedimento.

t Betabloqueadores (carvedilol, labetalol, nadolol, pindolol, propranolol, entre outros): o uso concomitante pode resultar em hipertensão, bradicardia e resistência à epinefrina em situação de anafilaxia. Se possível, evitar o uso concomitante; caso o mesmo seja necessário, monitorar cuidadosamente a pressão arterial. Em caso de resistência à epinefrina induzida por betabloqueador, a administração intravenosa de glucagon (1 mg ou mais, a cada 5 minutos) pode ser efetiva.

t Di-hidroergotamina: interação pode resultar em aumento extremo da pressão arterial, sendo contraindicado o uso concomitante.

t Entacapona: pode resultar em risco aumentado de taquicardia, hipertensão e arritmias. Cautela em caso de uso concomitante. Monitorar o paciente quanto aos efeitos cronotrópicos e arritmogênicos da norepinefrina.

t Fenelzina: a interação pode aumentar os efeitos hipertensivos, sendo contraindicado o uso concomitante.

t Furazolidona: uso concomitante pode resultar em crise hipertensiva (cefaleia, hiperpirexia, hipertensão). Monitorar pressão arterial e perguntar ao paciente sobre cefaleia frequente ou palpitações, visto que esses sintomas podem ser prodrômicos de uma crise hipertensiva. Se ocorrer uma crise, instituir terapia para diminuir a pressão arterial (5 mg de fentolamina vagarosamente por via intravenosa).

t Isocarboxazida: uso concomitante pode resultar em crise hipertensiva, sendo contraindicado o uso concomitante.

t Halotano: o uso concomitante pode resultar em arritmia ventricular. Monitorar o ritmo cardíaco do paciente.

t Linezolida: interação pode resultar em aumento dos efeitos hipertensivos, sendo contraindicado o uso concomitante.

 

Aspectos farmacêuticos

t  Cada miligrama de hemitartarato de norepinefrina contém 500 microgramas de norepinefrina base.

t Armazenar em recipiente hermético, preferentemente, num tubo selado sob vácuo ou com gás inerte à temperatura ambiente, entre 15 e 30 ºC. Proteger da luz.

t Observar orientação específica do produtor quanto a diluição, compatibilidade e estabilidade da solução.

t  Diluir o conteúdo da solução injetável de 2 mg/mL antes do uso.

t Requer utilização de bomba de infusão para administração.

t Diluir 4 mg (2 mL) de hemitartarato de norepinefrina em 48 mL de glicose 5% com ou sem salina para administrar via dispositivo de infusão controlada.

t Possui caráter fortemente ácido em solução.

t Incompatível com bicarbonato ou soluções alcalinas, inclusive medicamentos de caráter básico, e insulina.

t Injeções de hemitartarato de norepinefrina são estáveis por até 24 horas em solução de glicose 5% em 23 ºC e umidade ambiente, protegida da luz.

t Descartar se houver precipitado ou mudança de cor.

 

 

Heparina  Sódica

 

Sheila Silva Monteiro Lodder Lisboa

 

Na Rename 2010: itens 14.3 e 15.2

 

Apresentações

t  Solução injetável 5.000 UI/mL.

t Solução injetável 5.000 UI/0,25 mL (para uso subcutâneo).

 

Indicações

t Tratamento e profilaxia de trombose venosa profunda e embolia pulmonar.

t Prevenção primária de trombose venosa profunda em pacientes submetidos a cirurgias de grande duração ou com imobilização prolongada.

t Tratamento adjuvante no enfarte agudo de miocárdio com ou sem supradesnível de segmento ST.

t Angina instável.

 

Contraindicações

t  Hipersensibilidade à heparina.

t Hemofilia e trombocitopenia.

t Úlcera péptica.

t Hipertensão grave não-controlada e hemorragia cerebral recente.

t  Insuficiência renal grave (ver Apêndice D).

t  Insuficiência hepática grave (ver Apêndice C).

t Após trauma grave ou cirurgia recentes, especialmente nos olhos ou sistema nervoso.

t Endocardite bacteriana aguda.

 

Precauções

t Usar com cuidado nos casos de:

       insuficiência hepática (ver Apêndice C).

       insuficiência renal (ver Apêndice D).

       idosos (requer de ajuste de doses).

       hipersensibilidade a heparinas de baixo peso molecular.

       diabete melito, acidose ou uso concomitante de fármacos poupadores de potássio (há risco de hiperpotassemia).

       anestesia espinhal ou epidural (risco de hematoma espinhal).

       gravidez (uso por mais de um mês oferece risco materno de osteopenia, osteoporose e trombocitopenia induzida por heparina; recomenda-se suplementação de cálcio e vitamina D).

       na gravidez a termo, a terapêutica com heparina deve ser suspensa 24 horas antes da indução eletiva de parto. Se ocorrer parto espontâneo durante o uso de heparina, é necessário proceder monitoria cuidadoso (de concentrações de heparina e TTPA). Se houver efeito anticoagulante próximo à hora do parto, torna-se necessário empregar sulfato de protamina para reduzir o risco de sangramento.

       síndromes coronarianas agudas sem supradesnível de segmento ST, como angina instável e enfarte do miocárdio (risco de efeito rebote pós-suspensão de heparina; administrar a heparina com ácido acetilsalicílico).

t Monitorizar eficácia mediante a determinação do tempo de tromboplastina parcial ativada (TTPA) por meio da estimulação por caolim. Seja no esquema intermitente ou na infusão contínua, é indispensável manter TTPA em valores correspondentes a 1,5 a 2 vezes o valor normal médio (geralmente 50 a 80 segundos). No esquema intermitente, determina-se TTPA logo antes da próxima dose. Na infusão contínua pode-se determinar TTPA a qualquer momento após estabilização dos níveis plasmáticos da heparina ou após administração da dose de ataque, modificando-se a velocidade de infusão de acordo com o resultado. A manutenção do nível terapêutico é conferida pelo menos uma vez ao dia. Na terapia com heparina subcutânea, não há necessidade de acompanhamento laboratorial por meio de TTPA.

t Pelo risco de trombocitopenia induzida por heparina a partir de 5 a 10 dias de uso, proceder à contagem de plaquetas antes de iniciar tratamento com heparina e após, se for administrada por mais de 4 dias.

t  Categoria de risco na gravidez (FDA): C (ver Apêndice A).

 

Esquemas de administração

Neonatos e crianças

Profilaxia de trombose venosa profunda

t Dose inicial de 50 UI/kg em bolo intravenoso ou gotejamento, seguidos por 50 a 100 UI/kg a cada 4 h; ou 10 a 25 UI/kg/hora em infusão contínua. Ajustar de acordo com TTPA.

 

Tratamento de trombose venosa profunda e embolia pulmonar

t Esquema de doses plenas: dose inicial 50 UI/kg, por injeção intravenosa; depois infusão intravenosa contínua, na velocidade de 15 a 25 UI/kg/hora, ajustando de acordo com TTPA.

 

Adultos

Profilaxia de trombose venosa profunda

t Esquema de minidoses: 5.000 UI, por via subcutânea profunda, 2 horas antes da cirurgia e, depois, a cada 8 ou 12 horas, por 7 dias, até que o paciente esteja deambulando.

 

Tratamento de trombose venosa profunda e embolia pulmonar

t Esquema de doses plenas: dose inicial de 5.000 a 10.000 UI, por via intravenosa, seguida por infusão contínua intravenosa de 15 a 25 UI/kg/hora (preferível) diluída em soro glicosado, por 5 a 6 dias. Dose de 24.000 UI/dia a 32.000 UI em 24 horas. Pode ainda ser administrada em injeções intravenosas intermitentes de 5.000 a 10.000 UI a cada 4 horas ou injeção subcutânea de 15.000 UI a cada 12 horas.

 

Tratamento adjuvante  em  enfarte  agudo  do  miocárdio  com  e  sem  supradesnível de segmento ST

t Esquema de doses plenas: dose de 5.000 UI, por injeção intravenosa em bolo, seguida de 1.000 U/hora em infusão intravenosa contínua, por 48 horas. Em pacientes com mais de 80 kg utilizam-se 1.200 U por hora. A dose é ajustada para manter o tempo de tromboplastina parcial ativada (TTPA) por meio da estimulação por caolim entre 60 e 85 segundos.

 

Grávidas

Tratamento de trombose venosa profunda e embolia pulmonar

t  5000 a 10.000 UI a cada 12 horas.

 

Notas para administração:

t Selecionar solução de heparina com concentração adequada ao uso subcutâneo.

t Usar seringa de tuberculina, preenchida com 0,1 mL de ar antes de aspirar heparina do frasco.

t Retirar o volume desejado e trocar a agulha (essa deve ser curta para só atingir o tecido subcutâneo), uma vez que o filme de fármaco ao redor da primeira pode provocar sangramento no local da punção.

t   Introduzir a agulha perpendicularmente ao plano, após desinfecção da pele e feitura de prega subcutânea.

t Desfazer a prega antes da injeção lenta do fármaco, sem prévia aspiração.

t O ar previamente aspirado servirá para limpar a agulha de resquícios do fármaco, evitando seu contato com tecidos no momento da retirada, e consequente sangramento local.

t Retirar a agulha rapidamente, pressionando moderadamente o local com algodão esterilizado por 5 a 10 segundos, sem massagear.

t Os sítios preferenciais de injeção estão na região periumbilical, afastados uns dos outros por 5 cm, devendo-se fazer rodízio entre eles.

 

Aspectos farmacocinéticos clinicamente relevantes

t Não é absorvida no trato gastrintestinal e não pode ser administrada por via intramuscular.

t Início do efeito: imediato (intravenosa) e 1 a 2 horas (subcutânea) ocorre com 20a 60 minutos, mas há ampla variação entre pacientes.

t Não atravessa a placenta e não é distribuída no leite materno.

t Concentrações plasmáticas de heparina podem ser mais prolongadas em pacientes com mais de 60 anos em comparação às de adultos jovens.

t Meia-vida: 1 a 2 h em adultos sadios, aumenta com o aumento de doses. É reduzida na insuficiência hepática, mas pode ser prolongada em pacientes cirróticos. Em anéfricos ou naqueles com insuficiência renal grave, a meia-vida da heparina pode ser ligeiramente prolongada.

 

Efeitos adversos

t Trombocitopenia (0,3 e 2,4% com esquemas de minidoses e de doses plenas, respectivamente) geralmente 6 a 10 dias após iniciada a terapia, requerendo imediata suspensão da heparina.

t Hemorragia (20% em esquema de doses plenas: 6,8% e 14,2% com infusão contínua e administração intermitente, respectivamente), grave em aproximadamente 1/4 dos pacientes, geralmente controlada por suspensão da heparina, mas antagonizada por protamina (1 mg antagoniza 100 UI de heparina), se for necessária rápida reversão do sangramento.

t Reações de hipersensibilidade (edema bucal, urticária, angioedema, anafilaxia, rinite, lacrimejamento, conjuntivite, asma, prurido, febre), tremores, cefaleia, osteoporose, após uso prolongado, necrólise epitelial e raramente alopecia.

t  Hiperpotassemia, priapismo

 

Interações de medicamentos

t  Ácido acetilsalicílico: risco aumentado de sangramento. Monitorar tempo parcial de tromboplastina se for imprescindível a administração de ácido acetilsalicílico associado a anticoagulantes. Substituir ácido acetilsalicílico por paracetamol, que não afeta função plaquetária, em caso de febre e dor moderada.

t Alprostadil: risco aumentado de sangramento. Monitorar para possíveis alterações no controle antitrombolítico do paciente.

t Anticoagulantes: risco aumentado de sangramento em uso concomitante com varfarina.

t Chá verde: pode haver redução da efetividade dos anticoagulantes. Aparentemente a quantidade de chá verde consumido e o método de produção afetam a gravidade do risco desta interação.

t Citalopram, desvenlafaxina, duloxetina, escitalopram, fluoxetina, fluvoxamina, paroxetina, sertralina, venlafaxina: monitorar regularmente para alteração no efeito anticoagulante ou surgimento de hemorragia quando os fármacos forem iniciados ou interrompidos.

t Condroitina: risco de potenciação dos efeitos anticoagulantes.

t Erva-de-são-joão (Hypericum perforatum): redução da concentração plasmática de varfarina, com redução da efetividade do anticoagulante.

t Gengibre e vitamina A: aumento do risco de sangramento.

t Gingko biloba: risco aumentado de sangramento. Evitar uso concomitante.

t Indometacina: redução da efetividade da indometacina no tratamento de duto arterioso. Se necessário o uso concomitante, considerar redução da exposição a heparina e monitorar a resposta com frequência.

t Varfarina: risco aumentado de sangramento. Observar paciente para sangramento externo e ficar alerta a sinais e sintomas de sangramento interno. Monitorar clínica e laboratorialmente, com frequência, empregando inclusive testes adequados de anticoagulação e tempo de protrombina.

 

Orientação ao paciente

t Alertar para não usar ácido acetilsalicílico enquanto fizer uso deste medicamento. Verificar o rótulo ou a bula de medicamentos de venda livre, já que muitos deles contêm este fármaco.

t Portar sempre um cartão de identificação avisando o uso regular de heparina.

t  Evitar esportes ou outras atividades que possam causar lesões.

t Alertar sobre a importância de avisar ao médico qualquer queda, batidas na cabeça ou no corpo ou outras lesões, devido ao risco de sangramento interno, inadvertido e grave.

t Alertar para tomar muito cuidado ao escovar os dentes ou barbear. Se possível, usar escova macia e barbeador elétrico.

t Alertar para avisar ao dentista o uso deste medicamento.

t Dose esquecida: alertar para consultar médico ou farmacêutico.

 

Aspectos farmacêuticos

t Armazenar sob temperaturas entre 15 e 30 ºC. Não congelar.

t Observar orientação específica do produtor quanto a diluição, compatibilidade e estabilidade da solução.

t Heparina, fortemente ácida, reage com certos compostos alcalinos, perdendo a atividade farmacológica.

t Heparina precipita quando misturada a ciprofloxacina, doxorrubicina, droperidol, mitoxantrona e vários outros fármacos.

 

Atenção: heparina apresenta um número elevado de Efeitos adversos , por isso é necessário uma pesquisa específica ao avaliar a terapia com este fármaco.

 

 

Hidralazina (ver Cloridrato de Hidralazina)

 

Hidroclorotiazida

 

Rosa Martins

 

Na Rename 2010: itens 14.1, 14.4.1 e 14.5

 

Apresentação

t  Comprimidos 12,5 mg e 25 mg.

 

Indicações

t Insuficiência cardíaca congestiva.

t  Hipertensão arterial sistêmica. t Edema de diferentes causas

 

Contraindicações

t  Hipersensibilidade a hidroclorotiazida ou sulfonamidas.

t  Insuficiência hepática grave (ver Apêndice C).

t  Insuficiência renal grave (anúria) (ver Apêndice D).

t Estado pré-comatoso (a hipopotassemia provocada pela hidroclorotiazida pode precipitar o coma).

 

Precauções

t Usar com cuidado nos casos de:

       uso de altas doses do fármaco ou em insuficiência renal (monitorar nível sérico dos eletrólitos).

       diabete melito, porfiria, hipotensão, lúpus eritematoso sistêmico, gota, hiperaldosteronismo, síndrome nefrótica.

       insuficiência renal (ver Apêndice D).

       idosos (usar a menor dose efetiva, especialmente nos que apresentam alterações eletrocardiográficas).

       lactação.

t  Categoria de risco na gravidez (FDA): B (ver Apêndice A).

 

Esquemas de administração

Crianças

Hipertensão arterial sistêmica e insuficiência cardíaca congestiva

t  Crianças até 6 meses: 2 a 4 mg/kg, por via oral, dividida em 2 vezes ao dia.

Dose méxima: 37,5 mg/dia

t  Crianças entre 6 meses e 2 anos: 1 a 2 mg/kg, por via oral, em dose única ou dividida em 2 vezes ao dia. Dose máxima: 37,5 mg/dia

t  Crianças entre 2 e 12 anos de idade: 2 mg/kg, por via oral, em dose única ou dividida em 2 vezes ao dia. Dose máxima: 100 mg/dia.

 

Adultos

Insuficiência cardíaca congestiva

t 12,5 a 50 mg, por via oral, em dose única diária. Dose máxima: 100 mg/dia.

 

Hipertensão arterial sistêmica

t 12,5 a 25 mg, por via oral, em dose única diária. Dose máxima 50 mg/dia.

 

Edema

t  25 a 100 mg/dia, por via oral, dose única ou dividida em 2 vezes ao dia. Dose máxima 200 mg/dia.

 

Idosos

Edema, hipertensão arterial sistêmica e insuficiência cardíaca

t  12,5 mg/dia, por via oral, em dose única diária.

 

Aspectos farmacocinéticos clinicamente relevantes

t Absorção reduzida na presença de alimentos.

t  Biodisponibilidade: 60% a 80%

t  Início de efeito: 1 a 2 horas (diurese) e 3 a 4 dias (hipertensão).

t Pico de concentração: 1,5 a 2,5 horas.

t  Duração de efeito: 6 a 12 horas (diurese) e até 1 semana (anti-hipertensivo).

t  Metabolismo hepático, não significativo.

t Excreção: renal na forma ativa 50% a 70%.

t Meia-vida de eliminação: 10 a 12 horas.

t Em insuficiência cardíaca congestiva descompensada ou falência renal, a meia-vida se prolonga acima de 28,9 horas.

t O fármaco não é significativamente removido pela diálise.

 

Efeitos adversos

t Hiponatremia, hipopotassemia (15% a 50%), hipomagnesemia, hipercalcemia (36%), hiperuricemia e aumento de crises de gota. Alteração de concentração de lipídios plasmáticos.

t Intolerância aos carboidratos (hiperglicemia), sintomas digestivos.

t Impotência.

t Reação alérgica.

t  Hipotensão ortostática.

t Fotossensibilidade (20%)

 

Interações de medicamentos

t Alcaçuz: pode resultar em risco aumentado de hipopotassemia e/ou redução da efetividade do diurético.

t Anti-inflamatórios não-esteroides e colestiramina podem diminuir o efeito da hidroclorotiazida. Monitorar pressão arterial, potássio, bem como sinais e sintomas específicos.

t Carbamazepina: o uso concomitante pode resultar em hiponatremia. Considerar a descontinuação do diurético ou selecionar um anticonvulsivante alternativo, se apropriado.

t Ciclofosfamida, digitálicos, inibidores da ECA (primeira dose), lítio, sais de cálcio, sotalol, topiramato: podem ter o efeito aumentado pela hidroclorotiazida. Monitorar sinais e sintomas específicos.

t Clorpropamida e glipizida podem ter o efeito diminuído pela hidroclorotiazida. Monitorar periodicamente eletrólitos e glicose sérica bem como sinais e sintomas específicos.

t Ginkgo biloba: o uso concomitante pode resultar em aumento da pressão arterial.

 

Orientações aos pacientes

t  Alertar para a importância de informar se apresentar alergia à hidroclorotiazida ou a sulfa e derivados.

t  Alertar para a importância de informar se apresentar oligúria.

t Orientar para aumentar o consumo de alimentos com alto teor de potássio (laranja, banana, feijão).

t Proteger a pele do sol com uso de protetor solar.

t Orientar para ingerir o medicamento preferentemente pela manhã, para não interromper o sono.

t Em caso de esquecimento de uma dose, usar assim que lembrar. Se estiver perto do horário da próxima dose, desconsiderar a dose anterior, esperar e usar no horário. Nunca usar duas doses juntas.

 

Aspectos farmacêuticos

t Armazenar sob temperatura ambiente, entre 15 e 30 ºC, em recipientes fechados e protegidos da luz.

t Formulação extemporânea – suspensão oral 2 mg/mL: partir da hidroclorotiazida comprimido ou pó, acrescentar hidroxipropilmetilcelulose com pH 3 (ajustar com ácido cítrico), agitar antes de usar. Produto final é estável à temperatura ambiente por até 10 semanas. Proteger da luz e do calor excessivo.

 

Atenção: as principais reações adversas da hidroclorotiazida são dosedependentes, doses acima de 50 mg são raramente necessárias preferindo associar um diurético mais potente (por exemplo: diurético de alça) para aumentar a efetividade sem aumentar risco de reação adversa.

 

 

Hidrocortisona (ver Acetato de Hidrocortisona e Succinato Sódico de Hidrocortisona)

 

Hidroxicloroquina (ver Sulfato de Hidroxicloroquina)

 

Hidróxido de Magnésio + Hidróxido de Alumínio

 

Fabiana Wahl Hennigen

 

Na Rename 2010: item 16.1

 

Apresentações

t Comprimido mastigável (200 mg + 200 mg).

t Suspensão oral (60 mg + 40 mg)/mL.

 

Indicações

t Pirose, dispepsia funcional, refluxo gastresofágico leve e não erosivo.

 

Contraindicações

t Hipersensibilidade a algum dos componentes da formulação.

t Hipofosfatemia.

t Sangramento gastrintestinal ou retal não diagnosticado.

t Apendicite.

t Porfiria.

t  Insuficiência renal grave (ver Apêndice D).

 

Precauções

t Usar com cuidado nos casos de:

       crianças com menos de seis anos (uso não recomendado).

       doença óssea metabólica, comum em idosos (pode ser agravada por depleção de fósforo e hipercalciúria causadas pelo uso prolongado de antiácidos contendo alumínio).

       idosos (são mais propensos à disfunção renal, que pode levar à retenção de alumínio).

       insuficiência hepática (ver Apêndice C).

       insuficiência renal (ver Apêndice D).

t   Diagnóstico adequado deve preceder o uso, evitando complicação da condição basal ou ocorrência de reações adversas.

t  Categoria de risco na gravidez (FDA): A (hidróxido de magnésio); hidróxido de alumínio não classificado (ver Apêndice A).

 

Esquemas de administração

Adultos

t  1 comprimido, por via oral, 3 a 6 vezes ao dia, nos intervalos entre as refeições e ao deitar.

t  10 mL, por via oral, 3 ou 4 vezes ao dia, nos intervalos entre as refeições e ao deitar.

 

Aspectos farmacocinéticos clinicamente relevantes

t  Sais  de  alumínio  não  são  bem  absorvidos  pelo  trato  gastrintestinal.

Aproximadamente 30% dos íons magnésio são absorvidos no intestino.

t A duração de ação é determinada principalmente pelo tempo de esvaziamento gástrico. Em pacientes em jejum, a duração é de 20 a 60 minutos. Entretanto, se o antiácido for administrado 1 hora após as refeições, o efeito neutralizante pode persistir por até 3 horas.

 

Efeitos adversos

t  Obstipação (devido ao alumínio); obstrução intestinal (uso prolongado de altas doses); diarreia (devido ao magnésio).

t Hipofosfatemia com aumento da reabsorção óssea, hipercalciúria e risco de osteomalácia (pacientes com dieta restrita em fosfato ou em terapia prolongada); hiperaluminemia (em insuficientes renais); hipermagnesemia (em insuficientes renais), caracterizada por hipotensão, náusea, vômito, alterações no eletrocardiograma, depressão mental ou respiratória e coma.

t Encefalopatia, demência e anemia microcítica pelo acúmulo de alumínio.

 

Interações de medicamentos

t Alopurinol: pode haver redução da eficácia. Administrar o antiácido pelo menos 3 horas após o alopurinol.

t Amprenavir/delavirdina: pode haver redução da eficácia. Espaçar as doses em pelo menos uma hora.

t Cloroquina: pode haver redução da eficácia. Evitar o uso concomitante. Espaçar a administração em pelo menos 4 horas.

t  Dicumarol: pode haver aumento do risco de hemorragia. Escalonar as doses e monitorar o paciente para possível sangramento.

t Digoxina: pode haver redução da eficácia. Monitorar os níveis séricos. Espaçar as doses em 2 horas.

t Etambutol: pode haver redução da concentração sérica. Espaçar a administração em pelo menos 4 horas.

t Fosfatos (via oral): pode haver redução da absorção. Separar a administração em pelo menos 1 hora.

t Quinolonas: pode haver redução da eficácia. Evitar o uso concomitante. Administrar ciprofloxacino 2 horas antes ou 6 horas após o antiácido; moxifloxacino 4 horas antes ou 8 horas após o antiácido; levofloxacino e norfloxacino pelo menos 2 horas antes ou após o antiácido. Monitorar o paciente para eficácia antibiótica.

t Gabapentina: pode haver redução da eficácia. Monitorar os níveis séricos. Evitar o uso do antiácido pelo menos 2 horas após a administração da gabapentina.

t Itraconazol: pode haver perda da eficácia. Administrar o itraconazol pelo menos 1 hora antes ou 2 horas após o antiácido.

t Lansoprazol: pode haver redução da biodisponibilidade. Administrar pelo menos 1 hora após o antiácido.

t Levotiroxina: pode haver redução da eficácia. Espaçar a administração por 4 horas. Monitorar os níveis de TSH.

t Micofenolato de mofetila: pode haver diminuição da eficácia. Evitar o uso concomitante ou escalonar as doses.

t Poliestirenossulfonato de sódio: pode haver aumento do risco de alcalose metabólica. Separar a administração ou administrar o poliestireno por via retal. Monitorar o paciente para evidências de alcalose.

t Propranolol: pode haver redução da biodisponibilidade. Separar a administração tanto quanto possível e monitorar o paciente para a eficácia do propranolol.

t Quinidina: risco de toxicidade pela quinidina (arritmia ventricular, hipotensão, exacerbação de insuficiência cardíaca). O uso concomitante não é recomendado. Monitorar o paciente para sinais de toxicidade (visão turva, cefaleia, náusea, delírio, psicose). Monitorar níveis plasmáticos da quinidina e reduzir a dose, se necessário. Antiácido contendo somente alumínio pode ser preferido para terapia inicial.

t Tacrolimo: pode haver aumento da exposição ao tacrolimo.

t Tetraciclinas: pode haver redução da eficácia. O uso concomitante não é recomendado. Administrar a tetraciclina pelo menos 1 a 2 horas antes do antiácido. Monitorar o paciente para eficácia antibiótica.

t Ticlopidina: pode haver redução da eficácia. A administração comcomitante não é recomendada. Administrar pelo menos 1 a 2 horas antes do antiácido.

 

Orientações aos pacientes

t Orientar para respeitar o intervalo de 2 a 4 horas entre a administração do antiácido e de outros medicamentos.

t Orientar para mastigar os comprimidos antes de engolir, para obter efeito mais rápido e efitividade máxima.

t Orientar para ingerir 250 mL de água depois da ingestão do antiácido (comprimido ou gel), para reduzir risco de obstipação.

t Orientar para ingerir no intervalo das refeições e antes de dormir.

t Alertar para não tomar com quantidade significativa de leite ou derivados.

t Orientar para o prazo máximo de duas semanas de utilização e informar se houver recorrência da condição.

t Alertar para efeito laxativo se uso frequente ou em doses altas.

 

Aspectos farmacêuticos

t Armazenar a temperatura ambiente, entre 15 e 30 °C. Proteger da luz. Não congelar.

 

 

Hidroxiureia

 

Larissa Niro

 

Na Rename 2010: item 6.1.6

 

Apresentação

t Cápsula 500 mg

 

Indicações

t  Leucemia mieloide crônica.

t Câncer de células escamosas de cabeça e pescoço (em combinação com radioterapia).

t Carcinoma do colo uterino.

t Melanoma.

t Carcinoma de ovário recorrente, metastático ou inoperável.

 

Contraindicações

t Hipersensibilidade a hidroxiureia ou a qualquer componente da formulação.

t Mielossupressão grave.

 

Precauções

t Usar com cuidado nos casos de:

       uso de bebida alcoólica (potencialização dos efeitos sedativos).

       asma, doença pulmonar obstrutiva crônica, glaucoma de ângulo fechado, hipertrofia prostática e obstrução de colo vesical.

       radioterapia ou quimioterapia prévia (mielossupressão é mais presente quando as contagens de leucócitos e plaquetas forem inferiores a, respectivamente, 2.500/mm3 e 100.000/mm3; interromper o tratamento até normalização das células sanguíneas).

       idosos (maior sensibilidade a efeitos adversos, especialmente os efeitos anticolinérgicos).

       terapia de longo prazo para doenças mieloproliferativas (associa-se a leucemias secundárias).

       anemia grave (corrigir a anemia antes de iniciar a terapia com hidroxiureia).

       leucemia ou linfoma (nefropatia por ácido úrico pode ser prevenida por hidratação oral adequada e, em alguns casos, administração de alopurinol; a alcalinização da urina pode ser necessária se as concentrações séricas de ácido úrico estiverem elevadas).

       lactação (ver Apêndice B).

       pacientes com distúrbios mieloproliferativos e recebendo terapia de interferona (risco de toxicidade de vasculite cutânea, incluindo alterações de vasculite e gangrena).

       ocorrência de leucopenia ou trombocitopenia (interromper temporariamente a terapia com hidroxiureia; reiniciar a terapia se, após 3 dias, as contagens de células sanguíneas retornarem aos valores normais).

       terapia combinada com radiação (associada a maior frequência e gravidade dos Efeitos adversos da radiação, incluindo sofrimento gástrico e inflamação da membrana mucosa no local irradiado; reações graves podem requerer interrupção temporária da hidroxiureia).

t Causa macrocitose que pode simular deficiência de ácido fólico.

t Causa sedação.

t Exacerbação de eritema pós-irradiação.

t  Categoria de risco na gravidez (FDA): D (ver Apêndice A).

 

Esquema de administração

Adultos

Leucemia mieloide crônica resistente

t De 20 a 30 mg/kg/dia, por via oral, em dose única diária, durante 6 semanas. Câncer de células escamosas de pescoço e cabeça (em combinação com terapia de radiação)

t 80 mg/kg, por via oral, em dose única, a cada terceiro dia, com início 7 dias antes de começar a irradiação. Duração indefinida.

 

Melanoma, carcinoma de ovário, recorrente, metastático ou inoperável e outros tumores sólidos

t Terapia intermitente: 80 mg/kg/dia, por via oral, em dose única diária, a cada 3 dias.

t Terapia contínua: 20 a 30 mg/kg/dia, por via oral, em dose única diária.

 

Aspectos farmacocinéticos clinicamente relevantes

t Absorção gastrintestinal (acima de 80%).

t Pico sérico: 2 horas.

t Metabolismo hepático.

t Distribuição: atravessa a barreira hematocerebral.

t Excreção: renal (80%, sendo 50% em forma inalterada) e pulmonar (exalada como CO2).

t Meia-vida de eliminação: 3 a 4 horas.

 

Efeitos adversos

t Sedação, cefaleia, fadiga, nervosismo, tontura, tremor, parestesia, convulsão.

t Xerostomia.

t Visão borrada.

t Mielosupressão

t Espessamento de secreções brônquicas.

t Mutagenicidade e leucemia secundária na terapia em longo prazo.

t Desordens gangrenosas, úlcera de pele.

t Náuseas.

 

Interações de medicamentos

t Álcool, benzodiazepinas, fluoruracila, fluoxetina: podem aumentar o efeito/toxicidade da hidroxiureia.

t Clozapina: aumento do risco de agranulocitose. Evitar uso concomitante.

t Didanosina e estavudina: pode resultar em pancreatite fatal e hepatotoxicidade. Pacientes tratados com estavudina em combinação com didanosina e hidroxiureia devem ser estreitamente monitorados para sinais de hepatotoxicidade.

t Vacinas com vírus vivos: pode resultar em aumento do risco de infecção pela vacina. Pacientes utilizando este medicamento não devem ser vacinados com vacina de vírus vivos. Em pacientes com leucemia em remissão, a vacinação é permitida após três meses da descontinuação da quimioterapia.

t Vacina oral de rotavírus humano (VORH): pode resultar em aumento do risco de infecção pela vacina sendo contraindicado.

 

Orientações aos pacientes

t Orientar para ingerir com muita água.

t  Orientar para não ingerir bebidas alcoólicas durante o tratamento.

t  Orientar para lavar as mãos antes e após o contato com frascos ou cápsulas.

t Orientar para a possibilidade de esvaziar o conteúdo da cápsula dentro de um copo e ingerir imediatamente, especialmente aos pacientes com dificuldades de deglutição.

t Orientar para evitar qualquer vacina, durante e logo após o tratamento, sem consultar o médico.

t Orientar para evitar contato com pessoas com infecções.

t  Orientar para não interromper o tratamento em caso de náuseas, vômitos e diarreia.

t  Orientar para ter cuidado com objetos cortantes.

t  Orientar para não tocar olhos ou o nariz ao menos que esteja com as mãos lavadas.

 

Aspectos farmacêuticos

t Armazenar sob temperatura ambiente, em recipiente fechado e ao abrigo de umidade e luz direta. Evitar congelamento.

t Observar protocolos locais para manipulação de substâncias citotóxicas.

 

Atenção: hidroxiureia é mutagênica e clastogênica. Policitemia vera, trombocitopenia e leucemias secundárias têm ocorrido com terapia de longo prazo para doenças mieloproliferativas.

 

 

Hidroxocobalamina (ver Cloridrato de Hidroxocobalamina)

 

Hipoclorito de Sódio

 

Elaine Silva Miranda

 

Na Rename 2010: item 5.7

 

Apresentação

t  Solução 10 mg cloro/mL (1% de cloro ativo)

 

Indicações

t Desinfecção de superfícies.

t Desinfecção de artigos não-metálicos, de berçários e lactários.

t Tratamento químico da água.

 

Precauções

t Usar com cuidado nos casos de:

       utilização de soluções concentradas (risco de queimaduras nos olhos).

       presença de matéria orgânica (a atividade do hipoclorito é diminuída).

t Pode causar irritação na pele.

t Ação corrosiva sobre metais.

t  Categoria de risco na gravidez (FDA): C.

 

Esquemas de uso

Desinfecção de superfícies

t Utilizar a solução a 1% e aguardar durante 10 minutos.

 

Desinfecção de artigos

t Utilizar a solução a 0,1% (1000 ppm), e aguardar durante 15 a 30 minutos, dependendo do tipo de material e de onde está situado; artigos não críticos podem ser embebidos em solução 0,02% (200 ppm) por 30 a 60 minutos. Enxaguar com água estéril.

 

Tratamento da água

t  Utilizar a solução a 0,02% (200 ppm).

 

Efeitos adversos

t Estocar ao abrigo de luz (vidro âmbar) e à temperatura de até 20o C, em frascos bem fechados.

t  A atividade antimicrobiana dos hipocloritos é rapidamente reduzida na presença de material orgânico.

t A estabilidade do hipoclorito de sódio aumenta com o pH, soluções de pH 10 ou maior são mais estáveis.

t Jamais deve ser misturada a soluções de ácidos fortes ou amônia.

t O hipoclorito é um forte oxidante e deve ser mantido longe de substâncias redutoras sob pena de fogo ou explosão.

t  Seu uso em metais, mármores e plásticos pode promover a corrosão dos mesmos.

 

Atenção: em caso de ingestão acidental, recomenda-se tratamento sintomático, incluindo ingestão de água, leite ou outro agente demulcente. Caso haja reação cutânea ou ocular, lavar com água em abundância.

 

 

Hipromelose

 

Eudiana Vale Francelino

 

Na Rename 2010: item 21.6

 

Apresentações

t Colírio 0,2% e 0,3%.

 

Indicações

t Substituto da lágrima.

t  Ceratoconjuntivite seca.

t Ceratite.

t Ceratite em pacientes com exposição corneana prolongada.

t  Lubrificante de lentes de contato e olhos artificiais.

t Procedimentos gonioscópicos.

t  Xeroftalmia.

 

Contraindicação

t  Hipersensibilidade a hipromelose.

 

Precauções

t Usar com cuidado nos casos de:

       uso como lubrificante ocular (não exceder três dias de uso).

       tratamento emergencial da hipertensão ocular.

t  Evitar contaminação do frasco por contato direto com o gotejador.

 

Esquemas de administração

t Instilar uma gota da solução oftálmica no olho afetado, três a quatro vezes ao dia.

 

Efeitos adversos

t Irritação ocular, visão borrada, acolamento de cílios e pálpebras.

t Cefaleia.

 

Orientações aos pacientes

t Orientar a devida higiene das mãos antes e após o uso.

t  Orientar para remover lentes de contato antes do uso e aguardar pelo menos 15 minutos após o uso para recolocá-las.

t Orientar para não administrar simultaneamente com outros colírios e, se for necessário, respeitar um intervalo mínimo de 5 minutos para colocar outro medicamento nos olhos.

t Orientar para a necessária agitação do frasco antes de cada aplicação.

 

Aspectos farmacêuticos

t Armazenar à temperatura ambiente, entre 15 e 30 °C, exceto se houver outra especificação do produtor.

t Proteger de umidade e luz direta. Não congelar a solução.

t Evitar exposição ao vapor.

 

SOBRE OS DIREITOS AUTORAIS DO DOCUMENTO

Consta no documento:

“Todos os direitos reservados. É permitida a reprodução parcial ou total desta obra, desde que citada a fonte e que não seja para venda ou qualquer fim comercial.”

O objetivo do site MedicinaNet e seus editores é divulgar este importante documento. Esta reprodução permanecerá aberta para não assinantes indefinidamente.

 

Conecte-se

Feed

Sobre o MedicinaNET

O MedicinaNET é o maior portal médico em português. Reúne recursos indispensáveis e conteúdos de ponta contextualizados à realidade brasileira, sendo a melhor ferramenta de consulta para tomada de decisões rápidas e eficazes.

Medicinanet Informações de Medicina S/A
Av. Jerônimo de Ornelas, 670, Sala 501
Porto Alegre, RS 90.040-340
Cnpj: 11.012.848/0001-57
(51) 3093-3131
info@medicinanet.com.br


MedicinaNET - Todos os direitos reservados.

Termos de Uso do Portal