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Paciente de 56 anos de idade com derrame pleural sanguinolento

Autor:

Rodrigo Antonio Brandão Neto

Médico Assistente da Disciplina de Emergências Clínicas do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP

Última revisão: 24/10/2016

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Paciente de 66 anos de idade, sexo masculino, tem antecedente de fibrilação atrial crônica e hipertensão arterial sistêmica (HAS), em uso de marevan 5m ao dia, propranolol 40mg duas vezes ao dia, e amlodipina 5mg ao dia, com quadro de dor torácica à direita e dispneia discreta. Ausculta respiratória com único achado digno de nota, com diminuição discreta de ausculta em base esquerda. A frequência cardíaca (FC) é de 72bpm.

 

 

 

 

 

 Foi  realizada punção torácica com líquido, com o seguinte achado:

 

 

 

 

 

 

 

O achado radiográfico era sugestivo de efusão pleural, que foi confirmada com ultrassonografia e punção do líquido pleural. A punção mostrou um líquido hemático que apresenta entre diagnósticos diferenciais doença neoplásica, tromboembolismo pulmonar e trauma. O líquido é definido como hemotórax, se o hematócrito do líquido pleural for superior a 50% do sérico. No caso, a punção mostrou um hematócrito 19% do líquido pleural comparado a 37% sérico, confirmando o diagnóstico de hemotórax.

Considerando que o paciente não apresentava antecedente de trauma, sinais de doença neoplásica ou sintomas compatíveis de embolia pulmonar (avaliado por angiotomografia), a hipótese principal para o achado o uso de anticoagulante era secundário, o INR era de 5,0.

Como não apresentava sangramentos em outros locais, foi realizada apenas uma dose de vitamina K. O paciente foi observado por 24 horas; como não houve aumento da infusão pleural, o paciente recebeu alta, e foi-lhe solicitado retorno em 48 horas. Neste retorno, o paciente apresentava resolução dos sintomas e melhora da imagem.

A presença em tomografia computadorizada (TC) de atenuação acima de 35HU é sugestiva de sangue como etiologia de efusão pleural. Em ressonância nuclear magnética (RNM), o sangue costuma ter hipossinal em T1 e hipersinal em T2.

 

 

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