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Metanálise de segurança de hipotermia após parada cardíaca

Autor:

Lucas Santos Zambon

Doutorado pela Disciplina de Emergências Clínicas Faculdade de Medicina da USP; Médico e Especialista em Clínica Médica pelo HC-FMUSP; Diretor Científico do Instituto Brasileiro para Segurança do Paciente (IBSP); Membro da Academia Brasileira de Medicina Hospitalar (ABMH); Assessor da Diretoria Médica do Hospital Samaritano de São Paulo.

Última revisão: 12/08/2013

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Especialidades: Medicina de Emergência / Terapia Intensiva

 

Resumo

Esta é uma metanálise sobre o perfil de segurança da hipotermia pós-parada cardíaca.

 

Contexto clínico

As evidências atuais mostram que a hipotermia terapêutica leve pode melhorar a sobrevida e os desfechos neurológicos em pacientes que sofreram parada cardíaca, entretanto, esta terapêutica pode ter efeitos adversos. Esta metanálise tem foco no perfil de segurança da hipotermia terapêutica.

 

O estudo

Esta metanálise incluiu 63 estudos após a revisão de 1.742 artigos passíveis de inclusão. Os resultados compilados mostraram que os pacientes que passaram por hipotermia tiveram mais arritmias (RR 1,25) e hipocalemia (RR 2,35) quando comparados com pacientes que não passaram por hipotermia. Entretanto, esses estudos selecionados tinham grande heterogeneidade. Não foi detectada diferença de risco para eventos adversos relacionados ao método utilizado para resfriamento (superficial ou invasivo). A hipotermia terapêutica leve foi associada a redução de mortalidade hospitalar (RR 0,86), redução de mortalidade em 1 mês (RR 0,61) e redução de mortalidade em 6 meses (RR 0,73). Apenas 3 estudos avaliaram desfechos em crianças; sendo assim, as evidências são escassas para este grupo de pacientes, porém sugerem não haver tanta efetividade quanto em adultos.

 

Aplicações para a prática clínica

Os achados desta metanálise sustentam os benefícios da hipotermia. As últimas diretrizes de 2010 do Advanced Cardiac Life Suport (ACLS) recomendam resfriamento entre 32 e 34 °C por 12 a 24 horas após parada cardíaca por fibrilação ventricular. O NNT (número necessário para tratar), considerando mortalidade e melhora neurológica, é entre 5 e 7 conforme os estudos realizados. Sendo assim, a prática de hipotermia pós-parada cardíaca deveria ser uma prática a ser sempre realizada, apesar de sabermos que a realidade não é essa na maioria dos serviços hospitalares.

 

Bibliografia

1.    Xiao G, Guo Q, Shu M, Xie X, Deng J, Zhu Y et al. Safety profile and outcome of mild therapeutic hypothermia in patients following cardiac arrest: systematic review and meta-analysis. Emerg Med J 2013 Feb; 30:91 (link para o artigo)

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