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Eletrocardiograma 27

Autores:

Frederico de Moraes Ribeiro

Cardiologista pelo Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP
Médico da Unidade de Terapia Intensiva da Universidade Federal de Goiás

Fernando de Paula Machado

Médico pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). Residência em Clínica Médica no Hospital das Clínicas da FMUSP (HC-FMUSP). Residência em Cardiologia pelo Instituto do Coração (InCor) do HC-FMUSP. Médico Diarista do Pronto-Atendimento do Hospital Sírio-Libânes.

Leonardo Vieira da Rosa

Médico Cardiologista pelo Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP. Médico Assistente da Unidade de Terapia Intensiva do Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP. Doutorando em Cardiologia do InCor-HC-FMUSP. Médico Cardiologista da Unidade Coronariana do Hospital Sírio Libanês.

Última revisão: 01/04/2019

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Quadro Clínico

Paciente de 45 anos com queixas de palpitações taquicárdicas rítmicas esporádicas

Eletrocardiograma e teste ergométrico do paciente

 





Ver diagnóstico abaixo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Interpretação

           

ECG de repouso

 

         Ritmo sinusal

         PR-0,16ms

         Eixo -10°

         QRS <120 ms

         Alterações inespecíficas de repolarização ventricular com inversão de T em derivações precordiais.

 

Teste de esforço

 

Taquicardia de QRS estreito com RP>PR com ondas “P”negativas em derivações inferiores (Plano Frontal)

 

Diagnóstico

Taquicardia de Coumel – diagnóstico confirmado por estudo eletrofisiológico.

 

Taquicardia de Coumel (Taquicardia Reentrante Juncional) - é uma taquicardia de RP longo, com ondas P negativas nas derivações eletrocardiográficas inferiores, que normalmente ocorrem de forma incessante, geradas por um movimento circular que incorpora uma via acessória de condução lenta, habitualmente localizada na região septal-posterior do anel atrioventricular. A conexão AV, na imensa maioria das vezes, une o miocárdio atrial da região vizinha ao seio coronário e o miocárdio ventricular próximo do anel tricúspide.

 

Características eletrocardiográficas

 

         FC130-160bpm;

         ECG igual ao da Taquicardia atrial: RP’ maior que P’R;

         Onda P negativa em D2, D3, AVF e V3 a V6.

 

            Uma vez que o nó AV é parte integrante do circuito de reentrada, o manejo agudo assemelha-se ao da taquicardia por reentrada nodal AV. A profilaxia nos casos recorrentes se faz com propafenona, disopiramida, sotalol ou amiodarona. As indicações de ablação com cateter são muito semelhantes àquelas da taquicardia por reentrada na região nodal AV.

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