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Pseudo-aneurisma

Autor:

Rodrigo Antonio Brandão Neto

Médico Assistente da Disciplina de Emergências Clínicas do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP

Última revisão: 02/06/2014

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         Paciente de 49 anos, com antecedente de cirrose hepática, com ascite e múltiplas punções de líquido ascítico, compareceu ao serviço de emergência devido ao achado de massa em região abdominal.

         À inspeção era evidente intumescimento da parede abdominal (vide figura 1), sendo detectável massa à palpação de cerca de cinco cm de diâmetro, a massa era de característica pulsátil. Realizou-se USG com doppler local que revelou  uma formação hipoecogênica e heterogênea localizada nos planos miocutâneos da parede abdominal na região do mesogástrio, medindo 6,1 x 5,2 x 4,1 cm (volume estimado de 70 cc). Em seu interior observa-se pequena área anecogênica com fluxo turbilhonado de altas resistências ao mapeamento com Doppler colorido em íntimo contato com ramo arterial intramuscular da parede abdominal nesta topografia. Achado, portanto, compatível com o diagnóstico de pseudoaneurisma (vide figura 2).

         Os pseudoaneurismas são definidos como hematomas pulsáteis que se comunicam com uma artéria por intermédio de um pertuito na parede arterial, fazendo com que a artéria se comunique com uma ou mais cavidades formadas pelo próprio tecido ao redor de si mesma.  

         A principal etiologia de pseudoaneurismas são punções de vasos, especialmente neste caso,  uma punção de cavidade abdominal que provavelmente lesionou um vaso. Outras causas são infecciosas, traumas, pós-procedimentos vasculares. O diagnóstico é suspeitado pela evidência de hematoma pulsátil e ausculta em geral de sopro diastólico nesta massa. É necessária a confirmação do diagnóstico com algum método de imagem, sendo o USG doppler o exame de escolha por se tratar de um método  não invasivo com excelente acurácia.

         Os pseudoaneurismas podem apresentar complicações, sedo as mais importantes trombose, ruptura, infecção, sangramento. Dependendo da intensidade do sangramento, o paciente pode evoluir para óbito. Em aneurismas pequenos de menos de dois centímetros de diâmetro, o tratamento pode ser expectante, mas em lesões maiores o tratamento cirúrgico pode ser necessário.

         Outras opções são realizar o fechamento do pseudoaneurisma através de compressão guiada, ou não, por ultrassom, tratamento endovascular e injeção ou de salina ou trombina.

 

Imagem 1 - Pseudo-aneurisma

 

 

Imagem 2 - Pseudo-aneurisma

 

 

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