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Fratura de úmero

Autor:

Lucas Santos Zambon

Doutorado pela Disciplina de Emergências Clínicas Faculdade de Medicina da USP; Médico e Especialista em Clínica Médica pelo HC-FMUSP; Diretor Científico do Instituto Brasileiro para Segurança do Paciente (IBSP); Membro da Academia Brasileira de Medicina Hospitalar (ABMH); Assessor da Diretoria Médica do Hospital Samaritano de São Paulo.

Última revisão: 05/04/2016

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Quadro Clínico

Mulher de 68 anos teve queda em escadaria dentro de casa e queixa-se de intensa dor no braço direito, que está nitidamente deslocado à inspeção do exame físico. Ainda no pronto-socorro, após analgesia, a paciente realiza radiografia anteroposterior do membro superior direito, que pode ser vista na imagem 1.

 

Imagem 1- Radiografia do úmero direito

 

 

Discussão

Podemos observar nitidamente nessa radiografia uma fratura de úmero proximal. Fraturas de úmero proximal são responsáveis por 4 a 5% de todas as fraturas e a incidência aumenta em idosos. São fraturas que muitas vezes ocorrem em quedas da própria altura.

O quadro clínico do local da lesão envolve inchaço e equimose que surgem rapidamente após a fratura. O ombro pode mostrar deformidade anterior associada, ou luxação posterior. Não é incomum que haja lesão vascular ou neurológica concomitante, e esses aspectos devem ser avaliados no exame físico.

Cerca de 80% das fraturas do úmero proximal são impactadas ou sem desvio (fratura com uma parte) e são passíveis de redução fechada. A conduta inicial envolve imobilização inicial, gelo e analgésicos. O acompanhamento é feito com visitas periódicas para permitir a avaliação da amplitude de movimento, força muscular e função. Geralmente, a primeira consulta ocorre uma semana após a lesão, com posterior acompanhamento a cada duas semanas até dois meses, seguidas por visitas a cada três a quatro semanas até que a cura radiográfica completa esteja documentada.

Mas as fraturas de úmero são consideradas complexas quando são em 2 a 4 partes, conforme a classificação de Neer. Essas fraturas, e as que envolvem o pescoço anatômico do úmero, precisam ser avaliadas em caráter de emergência por ortopedista para avaliar como deve ser feita a redução da fratura, que normalmente é cirúrgica.

 

Referências

Court­Brown CM, Garg A, McQueen MM. The epidemiology of proximal humeral fractures. Acta Orthop Scand 2001; 72:365.

 

Court­Brown CM, Garg A, McQueen MM. The epidemiology of proximal humeral fractures. Acta Orthop Scand 2001; 72:365

 

Misra A, Kapur R, Maffulli N. Complex proximal humeral fractures in adults­­a systematic review of management. Injury 2001; 32:363.

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