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Diretriz de Rastreamento de Depressão em Adultos

Autor:

Lucas Santos Zambon

Doutorado pela Disciplina de Emergências Clínicas Faculdade de Medicina da USP; Médico e Especialista em Clínica Médica pelo HC-FMUSP; Diretor Científico do Instituto Brasileiro para Segurança do Paciente (IBSP); Membro da Academia Brasileira de Medicina Hospitalar (ABMH); Assessor da Diretoria Médica do Hospital Samaritano de São Paulo.

Última revisão: 23/05/2016

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Contexto Clínico

Depressão está entre as maiores causas de incapacidade em pessoas acima de 15 anos. Ela afeta os indivíduos, as famílias, as empresas e a sociedade e é comum em pacientes que procuram atendimento no contexto dos cuidados primários. A depressão também é comum  em mulheres grávidas e no pós-parto,  e afeta não só a mulher, mas o seu filho também.

Apresentamos a seguir os principais pontos da atualização das Recomendações de 2009 da US Preventive Services Task Force (USPSTF) na triagem para depressão em adultos.

 

As Recomendações

1. O rastreamento melhora a identificação precisa dos adultos com depressão em cuidados primários. Instrumentos de rastreamento de depressão comumente usados incluem o Questionário de Saúde do Paciente (várias formas), a Escala de Depressão Geriátrica em adultos mais velhos e a Escala de Depressão Pós-Natal de Edimburgo no pós-parto e para as mulheres grávidas;

2. Faltam evidências para saber quais os intervalos de rastreamento ideais, mas uma abordagem razoável pode incluir a triagem de todos os adultos ainda não rastreados e usar o julgamento clínico para determinar se triagem mais frequente é justificada em pacientes de alto risco;

3. Os pacientes com resultados de rastreamento positivos devem receber avaliação adicional para a gravidade da depressão, comorbidades e diagnósticos alternativos;

4. Devem ser feitos programas que combinam rastreamento de depressão com sistemas de apoio adequados para melhorar os resultados clínicos em adultos, incluindo gestantes e puérperas;

5. Os antidepressivos, a psicoterapia, ou ambos são eficazes em adultos (incluindo idosos) com depressão identificada através da triagem. Tendo em conta os potenciais efeitos nocivos de certos medicamentos para fetos e recém-nascidos, as intervenções de aconselhamento devem ser consideradas para o gerenciamento de depressão em gestantes e puérperas;

6. A terapia cognitivo-comportamental melhora os resultados clínicos em gestantes e puérperas;

7. Há evidências de possíveis danos graves fetais (por exemplo, anomalias congênitas, convulsões neonatais, morte neonatal) com uso de antidepressivos de segunda geração (por exemplo, inibidores seletivos da recaptação da serotonina) durante a gravidez, mas o risco para esses danos graves é muito baixo.

 

Referências:

Siu AL et al. Screening for depression in adults: US Preventive Services Task Force recommendation statement. JAMA 2016 Jan 26; 315:380.

 

O'Connor E et al. Primary care screening for and treatment of depression in pregnant and postpartum women: Evidence report and systematic review for the US Preventive Services Task Force. JAMA 2016 Jan 26; 315:388.

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