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Última revisão: 11/11/2015

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Reproduzido de:

Formulário Terapêutico Nacional 2010: Rename 2010 [Link Livre para o Documento Original]

Série B. Textos Básicos de Saúde

MINISTÉRIO DA SAÚDE

Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos

Departamento de Assistência Farmacêutica e Insumos Estratégicos

Brasília / DF – 2010

 

Efavirenz

 

Beatriz Garcia Mendes

 

Na Rename 2010: item 5.5.2.2

  

Apresentações

t  Comprimido 600 mg

t Solução oral 30 mg/mL

 

Indicação

t  Tratamento de infecção por HIV, em combinação com outros antirretrovirais.

 

Contraindicações

t  Insuficiência hepática grave (ver Apêndice C).

t  Hipersensilidade ao fármaco.

t Uso concomitante com ergotamina e análogos (ex.: di-hidroergotamina), bepridil, midazolam, pimozida, triazolam ou erva-de-são-joão (Hypericum perforatum).

t  Gravidez. Categoria de risco na gravidez (FDA): D (ver Apêndice A).

t Porfiria aguda.

 

Precauções

t Usar com cuidado nos casos de:

       hepatite B ou C crônicas.

       insuficiência hepática (ver Apêndice C).

       insuficiência renal grave (evitar o uso ou ter muito cuidado durante o tratamento).

       idosos e pacientes com doenças psiquiátricas (aumento do risco de desenvolvimento de depressão, psicose, ideias suicidas e convulsões).

t  Exantema (suspender o tratamento em casos graves ou acompanhados de vesículas, descamação, envolvimento das mucosas ou febre.)

t Monitorar enzimas hepáticas, lipidemia e glicemia.

 

Esquemas de administração

Crianças acima de 3 anos

t  10 a 14 kg – dose 270 mg/dia, por via oral.

t  15 a 19 kg – dose 300 mg/dia, por via oral.

t  20 a 24 kg – dose 360 mg/dia, por via oral.

t  25 a 32,4 kg – dose 450 mg/dia, por via oral.

t  32,5 a 40 kg – dose 510 mg/dia, por via oral.

 

Adultos e crianças acima de 40 kg

t  Dose de 600 a 720 mg/dia, por via oral.

t   Nota: efavirenz é administrado em associação com outros antirretrovirais; administrar preferentemente à noite, durante as primeiras 2 a 4 semanas.

 

Aspectos farmacocinéticos clinicamente relevantes

t  A biodisponibilidade da solução oral do efavirenz é menor do que na forma de cápsulas e comprimidos.

t Absorção aumentada após a ingestão de refeição com alto teor de gordura.

t Pico de concentração plasmática: 3 a 5 horas. A estabilidade da concentração plasmática é alcançada em 6 ou 7 dias após múltiplas doses.

t  Metabolismo: hepático.

t Excreção: renal (14% a 34%) e fecal (16% a 61%).

 

Efeitos adversos

t Exantema (5 a 46%), incluindo a síndrome de Stevens-Johnson e eritema multiforme, prurido (até 9%), fotossensibilidade.

t Ansiedade, depressão (até 5%), tontura (2 a 16%), fadiga, amnésia, distúrbios do sono, cefaleia (2 a 11%), agitação, euforia, dificuldade de concentração, psicose, mania, tendência suicida (0,7%), alucinação, ataxia, convulsões, visão embaçada (3 a 5%).

t Anormalidades metabólicas, tais como hipertrigliceridemia (6 a 11%), hipercolesterolemia, resistência à insulina, hiperglicemia, hiperlactatemia e lipodistrofia.

t Dor abdominal, diarreia (3 a 39%), náusea (2 a 10%), vômitos, pancreatite, hepatite, insuficiência hepática, aumento das enzimas hepáticas (especialmente em pacientes portadores de hepatite B e C): ALT (2 a 8%), AST (5 a 8%), Gama-GT (2 a 8%).

t  Ginecomastia.

t  Síndrome de reconstituição imune.

 

Interações de medicamentos

t Derivados da ergotamina (ex.: di-hidroergotamina): aumento do risco de toxicidade. O uso concomitante é contraindicado.

t Alimentos: efavirenz pode ter sua concentração plasmática aumentada, aumentando a frequência de efeitos adversos. Administrar efavirenz com o estômago vazio.

t Bepridil: pode aumentar o risco de arritmias cardíacas. O uso concomitante é contraindicado.

t Carbamazepina: diminuição das concentrações plasmáticas do efavirenz e/ ou da carbamazepina. Considerar o uso de um anticonvulsivante alternativo, uma vez que não estão disponíveis recomendações de ajuste de dose.

t Claritromicina: redução da concentração plasmática da claritromicina e aumento do risco de exantema. Recomenda-se o uso de antibiótico macrolídeo alternativo, como a azitromicina.

t Contraceptivos orais: a eficácia de contraceptivos orais contendo estrógenos pode ser reduzida.

t Darunavir: pode resultar na diminuição da concentração plasmática do darunavir e no aumento da concentração do efavirenz.

t Erva-de-são-joão (Hypericum perforatum): o uso concomitante pode resultar em concentrações diminuídas de efavirenz, com risco aumentado de resistência viral e falha do tratamento.O uso concomitante é contraindicado.

t Fosamprenavir: diminuição da concentração plasmática do metabólito ativo. O uso concomitante de efavirenz com fosamprenavir/ritonavir pode ser considerado apenas se a dose de ritonavir é aumentada.

t Itraconazol: pode ocorrer significativa redução da concentração plasmática do itraconazol e de seu metabólito ativo. Um antifúngico alternativo deve ser considerado, uma vez que não estão disponíveis recomendações de ajuste de dose para o itraconazol.

t Metadona: potencial aumento de sintomas de abstinência aos opioides (insônia, dor, náusea, sudorese, ansiedade). Pode ser necessário aumentar dose de metadona para aliviar os sintomas.

t Midazolam: pode aumentar o risco toxicidade deste fármaco. O uso concomitante com efavirenz é contraindicado.

t Pimozida: pode aumentar o risco de arritmias cardíacas. O uso concomitante é contraindicado.

t Rifabutina: pode haver diminuição da concentração plasmática da rifabutina. O uso concomitante pode ser considerado apenas se a dose diária da rifabutina é aumentada em 50%.

t Rifampicina: reduz a concentração plasmática do efavirenz. Em caso da associação com rifampicina aumentar a dose do efavirenz para 800 mg/dia em pacientes com peso superior a 60 kg.

t Ritonavir: a coadministração pode resultar no aumento da concentração plasmática do efavirenz e ritonavir, aumentando seus Efeitos adversos e as alterações laboratoriais. É recomendado monitorar as enzimas hepáticas.

t Saquinavir: pode ocorrrer diminuição das concentrações plasmáticas do saquinavir e efavirenz. Saquinavir não deve ser utilizado como único inibidor da protease em associação com efavirenz.

t Suco de pomelo ou toranja (grapefruit): o metabolismo do efavirenz pode ser inibido, aumentando sua concentração plasmática.

t Voriconazol: diminuição significativa na concentração plasmática do voriconazol e aumento da concentração do efavirenz. Para o uso concomitante deve-se aumentar a dose do voriconazol para 400 mg, a cada 12 horas, e diminuir a dose de efavirenz para 300 mg a cada 24 horas.

 

Orientações aos pacientes

t  Orientar para ingerir o medicamento à noite, com o estômago vazio.

t  Alertar para não ingerir bebidas alcoólicas.

t Orientar para evitar alimentos ricos em gordura.

t Alertar os pacientes de que os comprimidos não devem ser partidos.

t Pacientes ou seus cuidadores devem ser orientados a procurar o serviço médico se ocorrerem sintomas como depressão grave, psicose ou tendência suicida, distúrbios de equilíbrio, de Sono (principalmente, sonhos vívidos) ou de concentração, além de ganho de peso ao redor do pescoço, mamas, face ou cintura.

t Reforçar orientações sobre prevenção da transmissão do HIV.

t Não interromper o tratamento por conta própria.

 

Aspecto farmacêutico

t  Armazenar as cápsulas e comprimidos à temperatura ambiente, entre 15 a 30 ºC.

 

Atenção: este medicamento produz reação de hipersensibilidade cruzada com nevirapina e apresenta um número elevado de Efeitos adversos . Uma pesquisa específica neste sentido deve ser realizada quando se considerar a terapia com efavirenz, ou antes de introduzir ou descontinuar outros medicamentos no esquema do paciente.

 

 

Enalapril (ver Maleato de Enalapril)

 

Enantato de Noretisterona + Valerato de Estradiol

 

 

Karen Luise Lang e Miriam de Barcellos Falkenberg

 

 

Na Rename 2010: item 18.4.5

 

Apresentação

t Solução injetável de (50 mg + 5 mg)/mL.

 

Indicação

t Contracepção (mensal).

 

Contraindicações

t Tumores hepáticos benignos ou malignos.

t  Insuficiência hepática (ver Apêndice C)

t Hipersensibilidade ao enantato de noretisterona, ao valerato de estradiol ou a qualquer componente da fórmula.

t Porfiria.

t Tumores de mama.

t   Neoplasias estrógeno-dependentes.

t Hemorragia vaginal não diagnosticada.

t  Distúrbios tromboembólicos.

t Doença cardiovascular.

t  Gravidez. Categoria de risco na gravidez (FDA): X (ver Apêndice A).

 

Precauções

t Usar com cuidado nos casos de:

– tabagismo (acima de 15 cigarros/dia), idade superior a 35 anos, obesidade, diabetes, hipertensão, cistos ovarianos, endometriose, hiperlipidemia, hipotireoidismo e hipocalcemia.

t Pode ocorrer aumento de risco para tromboembolismo venoso e doenças cardiovasculares.

t Pode ocorrer aumento da incidência de demência.

t  Pode ocorrer exacerbação de crises de asma, epilepsia e enxaqueca.

t Pode ocorrer aumento da incidência de gravidez ectópica.

 

Esquema de administração

Adultas e adolescentes

t  A dose unitária deve ser administrada por via intramuscular no primeiro dia do ciclo menstrual e repetida a cada trinta dias.

 

Aspectos farmacocinéticos clinicamente relevantes

t Ambos são pró-fármacos, sendo biotransformados, por hidrólise, às formas ativas encontradas na circulação sanguínea (noretisterona e estradiol).

t Metabolização: preponderantemente hepática.

t Excreção: renal e fecal.

t O efeito de supressão da ovulação depende da manutenção de concentrações plasmáticas efetivas de ambos os fármacos e, em cerca de 50% das mulheres, a ovulação ocorre em até 120 dias após a última injeção.

 

Efeitos adversos

t Os Efeitos adversos são geralmente associados às formas ativas noretisterona e estradiol, mas para o enantato de noretisterona a incidência de crises de porfiria parece significativamente maior em comparação à outra forma de éster (acetato de noretisterona), mais comumente empregada.

t Náusea.

t Mialgia.

t Astenia, cefaleia.

t Irregularidades menstruais (especialmente no início do tratamento), aumento e sensibilidade das mamas, amenorreia, dismenorreia, vaginite.

t Faringite, rinite.

t Edema periférico, hipertensão.

t Ganho de peso, redução do HDL colesterol.

t Eritema, acne.

 

Interações de medicamentos

t A maior parte das interações relatadas na literatura para os fármacos desta associação é de caráter geral para estrógenos ou progestógenos e foi documentada em situações de uso de associações diversas. Não foram encontrados relatos de interações específicas para valerato de estradiol + enantato de noretisterona.

 

Orientações às pacientes

t  Excluir a hipótese de gravidez e orientar para a utilização de método alternativo de contracepção durante 7 dias caso o intervalo entre as aplicações ultrapasse 33 dias.

t Antes do início do tratamento, alertar as pacientes sobre possíveis irregularidades menstruais e potencial atraso no retorno da fertilidade após a suspensão do uso do medicamento.

t   Informar  que  a  combinação  injetável  induz  sangramento  semelhante  ao menstrual, regularmente, a cada 3 semanas após a injeção (22º dia).

 

Aspectos farmacêuticos

t  Manter ao abrigo de ar e luz e à temperatura ambiente, de 15 a 30 ºC.

 

 

Epinefrina (ver Cloridrato de Epinefrina ou Hemitartarato de Epinefrina, Cloridrato de Lidocaína + Hemitartarato de Epinefrina)

 

Ergometrina (ver Maleato de Ergometrina)

 

Eritromicina (ver Estearato de Eritromicina)

 

Eritropoietina

 

Orozimbo Henriques Campos Neto

 

Na Rename 2010: item 15.1

 

Apresentações

t Solução injetável 2.000 UI e 4.000 UI

 

Indicações

t Anemia associada a deficiência de eritropoietina na insuficiência renal crônica.

t Anemia induzida por quimioterapia devido a doenças neoplásicas.

t  Anemia induzida por zidovudina em pacientes HIV positivos.

t Profilaxia de perda sanguínea em procedimentos cirúrgicos que requerem transfusão de sangue.

 

Contraindicações

t Hipertensão não controlada, angina instável.

t  Enfarte do miocárdio ou acidente vascular cerebral recente (menos de 1 mês).

t  História de trombose venosa profunda.

t  Hipersensibilidade à eritropoietina ou a algum componente do produto.

t Preparações com álcool benzílico em neonatos.

 

Precauções

t Usar com cuidado nos casos de:

       hipertensão arterial (monitorar cuidadosamente a pressão arterial, contagem de reticulócitos, hemoglobina e eletrólitos).

       insuficiência hepática.

       lactação.

       doenças cardiovasculares (aumento da mortalidade e do risco de eventos tromboembólicos).

       insuficiência renal crônica (risco de trombose).

       durante hemodiálise (risco de formação de coágulos no sistema de diálise; podem necessitar de aumento da dose de heparina).

       presença de outras formas de anemia que precisam de tratamento específico com ferro, vitamina B12 ou ácido fólico (deficiências de ácido fólico e de vitamina B12 reduzem a efetividade da eritropoietina).

t  Categoria de risco na gravidez (FDA): C (ver Apêndice A).

 

Esquemas de administração

Crianças

Anemia associada a deficiência de eritropoietina na insuficiência renal crônica

t Iniciar com 50 a 100 UI/kg por via intravenosa, 3 vezes por semana. Individualizar dose até atingir níveis de 10 a 12 g/dL de hemoglobina (Hb). Continuar a monitorar Hb e ajustar dose de eritroproietina se houver melhoria da resposta. Se não melhorar e o paciente necessitar transfusões recorrentes, interromper eritropoietina. Se paciente não responder ou não conseguir manter a resposta, avaliar causas potenciais. Ao mesmo tempo, administrar suplementos de ferro se houver baixa saturação de transferrina (menos de 20%). Para manter eritropoiese, a maioria dos pacientes vai necessitar de ferro suplementar para manter ou aumentar níveis de saturação de transferrina (que deve ser de 20% e ferritina a 110 nanogramas/mL).

 

Anemia induzida por quimioterapia devido a doenças neoplásicas – crianças acima de 5 anos

t Iniciar com 600 UI/kg (até o máximo de 40.000 unidades), por via intravenosa, a cada 7 dias. Não iniciar terapia com níveis de Hb de 10 mL/dL ou mais. Interromper após completar o curso da quimioterapia. Não se recomenda eritropoietina em pacientes com nível de eritropoietina maior que 200 miliunidades/mL.

 

Anemia induzida por zidovudina em crianças de 8 meses a 17 anos HIV positivas e com anemia

t A dose varia de 50 a 400 UI/kg por via intravenosa 2 a 3 vezes por semana. Níveis de Hg não devem exceder 12 g/dL. Após alcançar a resposta desejada (redução da necessidade de transfusão, aumento nos níveis de Hb). Ajustar dose de eritropoietina para manter a resposta, baseado em fatores individuais como ocorrência de infecção ou inflamação. Pacientes com vírus HIV e níveis de eritropoietina acima de 500 miliunidades/mL provavelmente não obterão benefício da terapia com eritropoietina.

 

Adultos

Anemia associada à deficiência de eritropoietina na insuficiência renal crônica

t Iniciar com 50 a 100 UI/kg por via intravenosa 3 vezes por semana. Monitorar níveis de Hb regularmente e individualizar dose de eritropoietina até atingir intervalos de 10 a 12 g/dL. Se paciente não responder ou não conseguir manter a resposta, avaliar causas potenciais. Ao mesmo tempo, administrar suplementos de ferro se houver baixa saturação de transferrina (menos de 20%). Para manter eritropoiese, a maioria dos pacientes vai necessitar de ferro suplementar para manter ou aumentar níveis de saturação de transferrina (que deve ser de 20% e ferritina a 110 nanogramas/mL).

 

Anemia induzida por zidovudina

t Iniciar com 100 UI/kg por via subcutanea 3 vezes por semana durante 8 semanas. Se a resposta insuficiente após as 8 semanas, a dose pode ser aumentada em 50 a 100 UI subcutâneos 3 vezes por semana até 300 UI/kg 3 vezes por semana. Avaliar a resposta a cada 4 a 8 semanas. É improvável que pacientes respondam a doses maiores que 300 UI/kg. Níveis de Hb não devem exceder o limite superior de 12 g/dL. Ajustar dose de eritropoietina para manter a resposta, baseado em fatores individuais como ocorrência de infecção ou inflamação. Pacientes com vírus HIV e níveis de eritropoietina acima de 500 miliunidades/mL provavelmente não obterão benefício da terapia com eritropoietina.

 

Anemia induzida por quimioterapia devido a doenças neoplásicas

t Esquema de dose única semanal: iniciar com 40.000 UI por via subcutânea uma vez por semana. Não instituir se níveis de Hb estiverem em 10 g/dL ou mais. Obs: não se recomenda eritropoietina em pacientes com maiores elevações de níveis de eritropoietina (isto é, maiores que 200 miliunidades/mL).

t  Esquema de doses 3 vezes por semana: iniciar com 150 UI/kg via subcutânea 3 vezes por semana. Considerar as observações acima.

 

Profilaxia de perda sanguínea em procedimentos cirúrgicos que requerem transfusão de sangue

t Iniciar com 300 UI/kg subcutânea nos 10 dias que antecedem a cirurgia, no dia da cirurgia e 4 dias após a cirurgia. Uma dose alternativa de 600 UI/kg pela mesma via, 1 vez por semana nos dias 21, 14 e 7 que antecedem a cirurgia com uma quarta dose no dia da cirurgia. Todos os pacientes devem receber suplementação de ferro, devendo ser considerada profilaxia para trombose  profunda.

t Nota: Se não for obtido o nível desejado de hemoglobina em 12 semanas, não aumentar doses de eritropoietina, mas manter a menor dose possível para evitar transfusão e avaliar paciente para outras causas de anemia. A maioria pode necessitar suplementação de ferro para aumentar ou manter a saturação de transferrina. Administrar a primeira dose de eritropoietina sob supervisão médica pelo risco de reações anafilactoides.

 

Aspectos farmacocinéticos clinicamente relevantes

t Baixa absorção da via subcutânea. Recomenda-se reduzir a dose de manutenção semanal de 52 para 23% quando esta via for utilizada.

t Tempo para alcançar a máxima concentração plasmática por via subcutânea: em pacientes urêmicos – 12 a 28 h.

t Eliminação extracorpórea: após doses de 120 UI/kg em bolo intravenoso a pacientes ambulatoriais em diálise peritoneal, foram recuperados 1,7 a 3% no fluido de diálise após 24 h.

 

Efeitos adversos

t Aumento na pressão arterial dose-dependente ou agravamento de hipertensão (1%-10%)

t   Crises hipertensivas com sintomas semelhantes à encefalopatia e convulsões tônico-clônicas generalizadas.

t Cefaleia, diaforese (até 40%), exantema

t Aumento dose-dependente na contagem de plaquetas (mas trombocitose é rara), regredindo durante o tratamento, eventos tromboembólicos, trombose em condutos (shunts), especialmente se houver tendência a hipotensão ou complicações em shunts arteriovenosos.

t Infecções no trato urinário (3-12%)

 

Interações de medicamentos

t Inibidores da enzima conversora de angiotensina: uso concomitante pode reduzir a resposta à eritropoietina.

t  Ferro ou carnitina: evidência de melhoria na resposta à eritropoietina, com redução da dose necessária para produzir eritropoiese.

 

Orientação ao paciente

t Não usar o produto caso visualize particulas no frasco.

t Orientar para fazer a mudança de área a cada aplicação.

t Caso esqueça uma dose contatar o médico ou farmacêutico.

 

Aspectos farmacêuticos

t Armazenar de 2 a 8 ºC. É aceitável a permanência a temperatura ambiente (até 25 ºC) por um período não maior que 3 dias. Não congelar.

 

 

Espiramicina

 

Gabriela Costa Chaves

 

Na Rename 2010: item 5.6.2.3

 

Apresentação

t Comprimido 500 mg.

 

Indicação

t Toxoplasmose ativa na gravidez, como prevenção de toxoplasmose congênita.

 

Contraindicação

t  Hipersensibilidade à espiramicina.

 

Precauções

t Usar com cuidado nos casos de:

       histórico de hipersensibilidade a outros macrolídeos.

       insuficiência hepática, inclusive obstrução biliar (ver Apêndice C).

       insuficiência renal.

       problemas gastrintestinais e doenças cardiovasculares.

       lactação.

t  Categoria de risco na gravidez (FDA): C.

 

Esquemas de administração 

Tratamento de toxoplasmose ativa na gravidez

t  Dose de 1 g, por via oral, a cada 8 horas, durante toda a gravidez.

 

Aspectos farmacocinéticos clinicamente relevantes

t Biodisponibilidade oral: 36%

t Pico de concentração plasmática: 2 a 4 horas.

t Excreção renal e biliar.

t Meia-vida de eliminação: 4 a 8 horas.

 

Efeitos adversos

t Incidência menor de 10%: diarreia, náusea, vômito, anorexia, disfagia, dor abdominal, colite espástica e dor epigástrica.

t  Incidência de 1%: exantema (urticariforme, prurítico, maculopapular).

t  Prolongamento do intervalo QT no eletrocardiograma, parada cardíaca (raro).

t Vasculite (raro).

t  Leucopenia; trombocitopenia (raro).

t  Hepatite colestática (raro).

 

Interações de medicamentos

t Bepridil, cisaprida, di-hidroergotamina, ergonovina, ergotamina e outros derivados da ergotamina, levometadol, mesoridazina, metilergonovina, metisergida, pimozida, terfenadina, tioridazina, ziprasidona: aumentam o risco de cardiotoxicidade (prolongamento do intervalo QT, etc.). O uso concomitante com espiramicina é contraindicado.

t Carbidopa e levodopa: uso concomitante pode levar a perda dos efeitos antiparkinsonianos.

t Derivados da ergotamina: pode haver aumento do risco de ergotismo. O uso concomitante é contraindicado.

t Fentanila: pode ter seus efeitos depressores aumentados ou prolongados pela espiramicina. Ajuste de dose da fentanila pode ser necessário.

t Fluconazol e eritromicina: aumento do risco de cardiotoxicidade. Deve-se ter cautela em caso de utilização concomitante com espiramicina. Monitorar o intervalo QT.

t Outros fármacos que podem aumentar o intervalo QT (acecainida, ajmalina, amiodarona, amissulprida, amitriptilina, amoxapina, aprindina, trióxido de arsênio, astemizol, azimilida, bretílio, cloroquina, claritromicina, desipramina, dibenzepina, disopiramida, dofetilida, dolasetrona, doxepina, droperidol, enflurano, flecainida, fluoxetina, foscarnete, gemifloxacino, halofantrina, haloperidol, halotano, hidrato de cloral, hidroquinidina, ibutilida, imipramina, isoflurano, isradipino, lidoflazina, lorcainida, mefloquina, nortriptilina, octreotida, pentamidina, pirmenol, probucol, procainamida, proclorperazina, propafenona, quetiapina, quinidina, risperidona, sematilida, sertindol, sotalol, sulfametoxazol, sultoprida, tedisamila, telitromicina, trifluoperazina, trimetoprima, trimipramina, vasopressina, zolmitriptana, zotepina): aumento do risco de cardiotoxicidade. A utilização concomitante com espiramicina não é recomendada.

 

Orientações às pacientes

t  Orientar para ingerir com estômago vazio, isto é, 2 horas antes ou 3 horas após as refeições.

 

Aspectos farmacêuticos

t Armazenar à temperatura ambiente, entre 15 a 30 ºC. Manter ao abrigo do ar.

 

Atenção: o tratamento na grávida deve ser iniciado imediatamente após diagnóstico de infecção por Toxoplasma gondii. Este medicamento apresenta um número elevado de Efeitos adversos, devendo ser realizada pesquisa específica sobre este aspecto antes de introduzir ou descontinuar este ou outros fármacos no esquema terapêutico do paciente, especialmente em se tratando de fármacos que prolongam o intervalo QT.

 

 

Espironolactona

 

Rosa Martins

 

Na Rename 2010: itens 14.1, 14.4.1 e 14.5

 

Apresentação

t  Comprimidos de 25 mg e 100 mg.

 

Indicações

t Insuficiência cardíaca congestiva grave.

t  Edema e ascite associados à cirrose.

t Síndrome nefrótica.

t  Diagnóstico e tratamento de hiperaldosteronismo primário.

t Hipopotassemia induzida por diuréticos espoliadores de potássio.

 

Contraindicações

t Hipersensibilidade a espironolactona.

t  Hiperpotassemia.

t  Hiponatremia.

t  Anúria e insuficiência renal grave (taxa de filtração glomerular inferior a 10 mL/minuto).

t Doença de Addison.

 

Precauções

t Usar com cuidado nos casos de:

       diabetes e nefropatia diabética.

       idosos (diminuir a dose – ver esquema de administração – e monitorar estes pacientes pelo risco aumentado de hiperpotassemia).

       insuficiência hepática (ver Apêndice C).

       insuficiência renal leve e moderada (ver Apêndice D).

       lactação.

t  Evitar o uso em pacientes com porfiria.

t  Evitar suplementos de potássio e dieta rica em potássio, pelo risco de hiperpotassemia (se ocorrer, suspender o medicamento).

t Monitorar eletrólitos sanguíneos em relação à hiperpotassemia, hiponatremia e hipocloremia.

t Categoria de risco na gravidez (FDA): C/D.

 

Esquemas  de  administração

Crianças

Edema

t Dose inicial: 1 a 3 mg/kg, a cada 24 horas ou dividida a cada 12 horas.

 

Adultos

Edema em insuficiência cardíaca congestiva grave (classes III e IV)

t  Dose inicial 100 mg/dia, por via oral, a cada 24 horas, em associação com IECA e outros diuréticos.

t Dose de manutensão 25 a 200 mg/dia, por via oral, a cada 24 horas ou dividido a cada 12 horas.

 

Edema em cirrose hepática e síndrome nefrótica

t Dose inicial 100 mg/dia, por via oral, a cada 24 horas.

t Dose de manutensão 25 a 200 mg/dia, por via oral, a cada 24 horas ou dividido a cada 12 horas.

 

Edema e ascite (originados por condições em que há hiperaldosteronismo secundário)

t Dose inicial: 100 a 200 mg/dia, por via oral, a cada 24 horas.

t  Dose de manutenção: 25 a 200 mg/dia, por via oral, a cada 24 horas ou dividido a cada 12 horas.

t  Dose máxima: 400 mg/dia (edema resistente).

 

Diagnóstico de hiperaldosteronismo primário

t  400 mg/dia, por via oral, por 4 dias (teste de curto prazo).

 

Tratamento de hiperaldosteronismo primário

t 100 a 400 mg/dia, por via oral, como preparação para cirurgia; para pacientes considerados não aptos para a cirurgia, empregar o fármaco como terapia de manutenção, com o uso da menor dose possível.

 

Efeito corretivo de hipopotassemia

t 25 a 100 mg/dia, por via oral, a cada 24 horas.

 

Idosos

Todas as indicações

t  25 mg/dia, por via oral, em dose única ou fracionada (após café da manhã e ao almoço); aumenta-se a dose a cada 5 dias, se necessário.

 

Aspectos farmacocinéticos clinicamente relevantes

t A presença de alimento aumenta a biodisponibilidade oral do medicamento.

t Biodisponibilidade oral 73%

t  Início da resposta: 2 a 4 horas.

t Pico de concentração: 1 a 3 horas.

t Duração da ação: 16 a 24 horas (após única dose).

t Metabolismo hepático, formação do metabólito ativo: canrenona.

t Excreção: renal (47 a 57%) e fecal (35 a 41%).

t Meia-vida: 1,4 horas (espironolactona) e 23 horas (metabólito ativo).

 

Efeitos adversos

t  Hiperpotassemia, hiponatremia.

t Ginecomastia em homens (13%), impotência, irregularidades menstruais (70%).

t Cefaleia, confusão mental, letargia, sonolência.

t Diarreia, náusea, vômitos, dor estomacal, hemorragia gástrica (5,6%).

t Exantema.

t  Hepatotoxicidade.

t Osteomalácia.

t Agranulocitose.

 

Interações de medicamentos

t  Ácido acetilsalicílico e anti-inflamatórios não-esteroides podem reduzir o efeito da espironolactona. Monitorar paciente quanto à redução do efeito do diurético.

t   Alcaçuz: risco de hipopotassemia e/ou redução da efetividade do diurético. Evitar o uso de alcaçuz durante o tratamento.

t Arginina, digoxina e inibidores da ECA podem ter o efeito aumentado pela espironolactona. Monitorar potássio sérico, bem como sinais e sintomas específicos.

t Digitoxina pode ter o efeito aumentado ou reduzido pela espironolactona. Monitorar sinais e sintomas de toxicidade ou falta de efeito.

t Outros diuréticos poupadores de potássio: risco aumentado de hiperpotassemia. O uso concomitante com espironolactona é contraindicado.

t Sotalol pode ter o risco de cardiotoxicidade aumentado por diuréticos. Monitorar sinais e sintomas específicos.

 

Orientações aos pacientes

t  Orientar para a importância de comunicar ao perceber qualquer sinal de efeito adverso.

t Orientar para evitar ingestão de suplementos de potássio e alimentos ricos em potássio.

t Recomendar não ingerir bebida alcoólica concomitantemente a espironolactona.

t Orientar para ingerir logo após as refeições para minimizar os Efeitos adversos gástricos e aumentar sua biodisponibilidade.

t Em caso de esquecimento de uma dose, usar assim que lembrar. Se estiver perto do horário da próxima dose, desconsiderar a dose anterior, esperar e usar no horário. Nunca usar duas doses juntas.

 

Aspectos farmacêuticos

t   Armazenar à temperatura ambiente (entre 15 e 25 ºC). Manter ao abrigo da luz e umidade.

 

Atenção: monitorar potássio sérico regularmente

 

 

Estearato de Eritromicina

 

Simone Sena Farina e Fernando de Sá Del Fiol

 

Na Rename 2010: item 5.1.6

 

Apresentações

t Cápsula ou comprimido 500 mg.

t Suspensão oral 50 mg/mL.

 

Indicações

t Alternativa para pacientes hipersensíveis à penicilina, no tratamento de infecções do trato respiratório, infecções orais, sífilis, cancro mole, clamídia, conjuntivite neonatal por clamídia, uretrite não gonocócica, prostatite, linfogranuloma venéreo, enterite por Campylobacter, febre recorrente, infecções da pele, difteria (tratamento e profilaxia), profilaxia de coqueluche e febre quartã em crianças.

 

Contraindicações

t Hipersensibilidade a eritromicina e a outros macrolídeos.

t Porfiria.

 

Precauções

t Usar com cuidado nos casos de:

       insuficiência renal grave (ver Apêndice D).

       insuficiência hepática (ver Apêndice C).

       predisposição a prolongamento do intervalo QT, incluindo distúrbios eletrolíticos e uso concomitante de determinados fármacos.

       lactação.

       neonatos com menos de duas semanas de vida (risco de estenose hipertrófica  pilórica).

       miastenia grave.

t Pode levar ao desenvolvimento de superinfecção.

t Categoria de risco na gravidez (FDA): B.

 

Esquemas de administração

Crianças

t Neonatos: 12,5 mg/kg, por via oral, a cada 6 horas.

t  1 mês a 2 anos: 125 mg, por via oral, a cada 6 horas; dobrar em infecções graves.

t  Entre 2 e 8 anos: 250 mg, por via oral, a cada 6 horas; dobrar em infecções graves.

t Acima de 8 anos: de 250 a 500 mg, por via oral, a cada 6 horas. Dose máxima: 4 g/dia.

 

Adultos

t Dose de 250 a 500 mg, por via oral, a cada 6 horas. Dose máxima: 4 g/dia.

 

Aspectos farmacocinéticos clinicamente relevantes

t Melhor absorvida com o estômago vazio, pois é instável no suco gástrico.

t Pico plasmático: 1 a 4 horas.

t  Metabolismo: hepático

t Meia-vida plasmática: 1,5 a 2,5 horas.

t Excreção: bile e urina (2% a 5% em forma inalterada).

t  Não é removida por hemodiálise ou diálise peritoneal.

 

Efeitos adversos

t Diarreia, náusea, desconforto abdominal, dor abdominal, vômito.

t Reações de hipersensibilidade: anafilaxia, síndrome de Stevens-Jonhson, necrólise epidérmica tóxica, urticária, exantema.

t Perda auditiva reversiva após altas doses.

t Arritmias.

tPancreatite.

t Exacerbação de miastenia grave.

 

Interações de medicamentos

t Ácido valproico: pode aumentar a toxicidade do ácido valproico (depressão do sistema nervoso central e convulsão). Monitorar sinais de toxicidade do ácido valproico e as concentrações séricas durante e após o uso da eritromicina.

t Agentes antiarrítmicos da classe IA: pode aumentar o risco de cardiotoxicidade (prolongamento do intervalo QT, torsades de pointes, parada cardíaca). Uso não recomendado.

t Alfentanila: a depuração da alfentanila pode ser reduzida. Monitorar pacientes quando ao aumento da sedação e à depressão respiratória. Se necessário, diminuir dose da alfentanila.

t Alprazolam, diazepam: pode aumentar a toxicidade dos benzodiazepínicos (depressão do SNC, ataxia, letargia). Redução da dose do benzodiazepínico (entre 50 e 75%) pode ser necessária após dois ou quatro dias de uso concomitante.

t Diltiazem, dolasetrona, gatifloxacino, gemifloxacino, moxifloxacino e verapamil: pode aumentar o risco de cardiotoxicidade (prolongamento do intervalo QT, torsades de pointes, parada cardíaca). Precaução no uso e monitorar intervalo QT no início e durante o tratamento. Para o verapamil também monitorar pressão arterial e frequência cardíaca.

t Atorvastatina, lovastatina, sinvastatina: pode aumentar o risco de miopatia ou rabdomiólise. Suspender a terapia ou monitorar os níveis de creatina cinase e sinais e sintomas de miopatia ou rabdomiólise.

t Budesonida: pode aumentar as concentrações plasmáticas da budesonida. Precaução no uso.

t Buspirona: aumento das concentrações plasmáticas da buspirona e seus Efeitos adversos (prejuízo do desempenho psicomotor, sedação). Evitar o uso concomitante com eritromicina. Recomenda-se reduzir as doses de buspirona (2,5 mg a duas vezes ao dia) e monitorar seus efeitos adversos.

t Carbamazepina: pode aumentar a toxicidade da carbamazepina (ataxia, nistagmo, diplopia, cefaleia, vômito, apneia, convulsão e coma). Evitar o uso concomitante e considerar outro antibiótico alternativo.

t Cetoconazol: pode aumentar as concentrações plasmáticas de ambos. Monitorar sinais e sintomas de hepatotoxicidade (cetoconazol) e cardiotoxicidade (eritromicina).

t Ciclosporina: pode ter sua toxicidade aumentada (disfunção renal, colestase e parestesia). Evitar uso concomitante. Se necessário, monitorar níveis de ciclosporina e ajustar dose. Monitorar sinais de toxicidade da cliclosporina.

t Cilostazol: pode aumentar os Efeitos adversos do cilostazol (cefaleia, diarreia, fezes anormais). Considerar dose de 50 mg, duas vezes ao dia, para o cilostazol.

t Clozapina: pode aumentar as concentrações séricas de clozapina e o risco de Efeitos adversos (sedação, incoordenação, convulsão, anormalidade hematológicas). Monitorar sinais e sintomas de toxicidade da clozapina e diminuir dose, se necessário.

t Colchicina: em uso concomitante pode aumentar os níveis plasmáticos de colchicina e o risco de toxicidade. Reduzir a dose de colchicina, monitorar sinais e sintomas de toxicidade.

t Contraceptivos: efetividade contraceptiva e risco de hepatotoxicidade podem ser alterados. Utilizar adicionalmente método contraceptivo de barreira.

t Ergotamina e análogos: pode aumentar o risco de ergotismo agudo (naúsea, vômito, isquemia vasospástica). Uso contraindicado.

t Dicumarol e varfarina: pode aumentar o risco de sangramento. Tempo de protrombina e razão normalizada internacional (RNI) deveriam ser monitorados. Ajuste de dose do anticoagulante pode ser necessário.

t Digoxina: pode aumentar os níveis de digoxina e sua toxicidade (náusea, vômito e arritmias). Monitorar concentrações séricas de digoxina. Observar alterações na resposta à digoxina.

t Everolimo, sirolimo e tacrolimo: pode haver aumento da concentração plasmática destes fármacos. Monitorar concentrações plasmáticas e sinais de toxicidade. Pode ser necessáriio ajuste de dose.

t Fentanila: pode ter suas concentrações plasmáticas aumentadas. Monitorar sinais de depressão respiratória excessiva e depressão do sistema nervoso central.

t Itraconazol: pode aumentar as concentrações plasmáticas do itraconazol. Monitorar sinais e sintomas de toxicidade do itraconazol.

t Mesoridazina, pimozida, terfenadina, tioridazina, ziprasidona: pode aumentar o risco de cardiotoxicidade (prolongamento do intervalo QT, torsades de pointes, parada cardíaca). Uso concomitante é contraindicado.

t Metilprednisolona: aumento do risco de Efeitos adversos por esteroides. Considerar diminuição da dose da metilprednisolona e monitorar seus efeitos adversos.

t Midazolam: pode aumentar ou prolongar a sedação. Ajuste de dose do midazolam pode ser necessário; monitorar sinais de toxicidade do mesmo.

t Salmeterol: pode aumentar a concentração plasmática de salmeterol. Monitorar sinais e sintomas de Efeitos adversos do salmeterol.

t Sertralina: pode aumentar o risco de síndrome serotoninérgica (hipertensão, hipertermia, mioclônus, mudanças do estado mental). Monitorar sinais e sintomas de síndrome serotoninérgica.

t Sildenafila: o uso concomitante pode aumentar o risco de Efeitos adversos da sildenafila (hipotensão, alterações visuais e priapismo). Monitorar aumento de incidência de efeitos adversos.

t Teofilina: pode resultar na toxicidade da teofilina ou diminuir a eficácia da eritromicina. Monitorar concentrações séricas da teofilina e ajustar a dose se necessário.

t Tolterodina: pode aumentar a biodisponibilidade da tolterodina. Reduzir dose da tolterodina.

t Zafirlucaste: pode ter sua eficácia diminuída. Se necessário, aumentar dose do zafirlucaste.

 

Orientações aos pacientes

t  Orientar para ingerir os comprimidos preferentemente fora dos horários de refeições, mas que pode ser ingerida com alimento, se houver irritação gástrica.

t Agitar a suspensão oral antes de usar.

t Ensinar a medição da dose com copo ou colher-medida apropriados.

t Alertar para as mulheres em idade fértil a necessidade de usar método contraceptivo associado, pois a eritromicina pode diminuir a efetividade do contraceptivo oral.

t Orientar para o uso durante todo o tempo prescrito, mesmo que haja melhora dos sintomas com as primeiras doses, sob risco de desenvolvimento de resistência bacteriana.

 

Aspectos farmacêuticos

t  Manter os comprimidos ao abrigo de luz, calor e umidade e conservar sob temperatura ambiente.

t Manter a suspensão oral sob refrigeração. Não congelar.

 

Atenção: este fármaco apresenta um número elevado de Efeitos adversos , por isto deve ser realizada pesquisa específica sobre este aspecto antes de introduzir ou descontinuar a eritromicina ou outros medicamentos no esquema terapêutico do paciente.

 

 

Estradiol (ver Enantato de Noretisterona + Valerato de Estradiol)

 

Estreptomicina (ver Sulfato de Estreptomicina)

 

Estreptoquinase

 

Sheila Silva Monteiro Lodder Lisboa

 

Na Rename 2010: itens 14.3 e 15.7

 

Apresentação

t  Pó liófilo injetável a 750.000 UI e 1.500.000 UI.

 

Indicação

t Enfarte agudo do miocárdio.

t  Embolia pulmonar com repercussão hemodinâmica.

 

Contraindicações

t Acidente cerebrovascular hemorrágico identificado por tomografia cerebral, história de acidente cerebrovascular ou traumatismo craniano nos últimos 2 meses, neoplasia intracraniana, má-formação arteriovenosa encefálica, convulsões, coma.

t Distúrbios de coagulação, diátese hemorrágica, uso concomitante de anticoagulantes orais ou heparina, contagem de plaquetas menor que 300.000/mm3.

t Doença pulmonar aguda com cavitação.

t  Hemorragia recente ou hemorragia interna ativa, cirurgia de grande porte nos últimos 14 dias, trauma.

t  Hipertensão grave (pressão arterial acima de 200/120 mmHg), dissecção da aorta, pericardite e endocardite bacteriana.

t História recente de úlcera péptica, varizes esofágicas e colite ulcerativa, insuficiência hepática grave (ver Apêndice C).

t Pancreatite aguda.

t Hipersensibilidade à estreptoquinase.

t  Sangramento vaginal, gastrintestinal ou urinário nos últimos 21 dias.

t  Uso de estreptoquinase nos últimos 5 dias a 12 meses.

 

Precauções

t Usar com cuidado nos casos de:

       insuficiência renal grave.

       idosos com mais de 75 anos de idade.

       retinopatia diabética ou outra condição oftalmológica (podem aumentar risco de hemorragia na retina).

       procedimento invasivo, incluindo injeções, punções arteriais e venosas (aumento do risco de sangramentos).

t Angioplastia, cirurgia coronariana de reperfusão ou outro procedimento de revascularização podem ser necessários para fornecer proteção duradoura contra nova oclusão.

t  Há risco de infecção próxima ao local do trombo, cateter intravenoso ou cânula arteriovenosa.

t Monitorar concentração de fibrinogênio (mínimo aceitável de 1 g/L), tempo parcial de tromboplastina ativada, tempo de protrombina, contagem de plaquetas (TTPa, PDF’s, TP e TT), hematócrito e sinais de sangramento.

t  Categoria de risco na gravidez (FDA): C (ver Apêndice A)

 

Esquema de administração

Adultos

Enfarte agudo do miocárdio

t Dose única de 1.500.000 UI, por infusão intravenosa, durante 60 minutos. Iniciar idealmente em 1 hora após o evento e até no máximo de 12 horas.

 

Embolia pulmonar

t Dose de 250.000 UI, por infusão intravenosa, durante 30 minutos. Depois, 100.000 UI a cada hora por até 12 a 72 horas, com acompanhamento de parâmetros de coagulação.

 

Aspectos farmacocinéticos clinicamente relevantes

t Duração de ação: efeito fibrinolítico acentuado desaparece dentro de algumas horas; efeito anticoagulante: 12 a 24 horas após descontinuação da administração.

t  Não é absorvida por via oral e retal.

t Biotransformação hepática.

t  Meia-vida: 18-83 minutos; meia-vida rápida (18 minutos) devido à ação de anticorpos e meia-vida lenta (83 minutos) na ausência de anticorpos

 

Efeitos adversos

t Acima de 10%: sangramento usualmente limitado ao local de injeção.

t Abaixo de 1%: necrólise tubular aguda, anafilaxia (0,1%), embolia por colesterol, síndrome de Guillain-Barré, arritmias (particularmente no enfarte do miocárdio), hemorragia interna, incluindo hemorragia intracraniana.

t 1% a 10%: hipotensão, arritmias, calafrios (1 a 4%), febre (1 a 4%), reações alérgicas, náusea, vômito, hemorragia gastrintestinal ou geniturinária, anemia, mialgia, edema periorbital, broncoespasmo, epistaxe, sudorese.

 

Interações de medicamentos

t Ácido acetilsalicílico, outros trombolíticos e anticoagulantes: risco aumentado de complicações hemorrágicas.

 

Orientações aos pacientes

t Orientar o paciente para a importância de informar sobre sangramento localizado, presença de hematúria, epistaxe, hematomas inexplicáveis, sibilos ou dispneia, erupção cutânea, prurido, edema na face, língua e lábios.

t Alertar para notificar se for necessário empregar outros medicamentos.

t Recomendar repouso estrito no leito e outras medidas para minimizar sangramento.

 

Aspectos farmacêuticos

t  Armazenar à temperatura ambiente, entre 15 e 30 ºC em frasco fechado

t Observar orientação específica do produtor quanto a reconstituição, diluição, compatibilidade e estabilidade da solução.

t  A reconstituição pode ser feita com 5 mL de água para injeção, glicose 5% ou soro fisiológico 0,9% imediatamente antes de usar.

t Se não for empregada imediatamente após reconstituição, armazenar a solução de 2 a 8°C. Descartá-la se não for usada no prazo de 8 h após reconstituição.

t  A diluição é feita com 150 mL de glicose a 5% após reconstituição.

 

 

Estriol

 

Karen Luise Lang e Miriam de Barcellos Falkenberg

 

Na Rename 2010: item 18.4.1

 

Apresentação

t  Creme vaginal 1 mg/g.

 

Indicação

t Sintomas urogenitais decorrentes de atrofia vaginal pós-menopausa.

 

Contraindicações

t   Tumores estrógeno-dependentes.

t Histórico de tumor mamário.

t  Tromboembolismo venoso ou histórico de recorrência.

t  Tromboembolismo arterial ativo ou recente.

t Distúrbios hepáticos.

t Hiperplasia endometrial.

t Hemorragias vaginais não diagnosticadas.

t  Gravidez. Categoria de risco na gravidez (FDA): X (ver Apêndice A).

t  Lactação (ver Apêndice B).

 

Precauções

t Usar com cuidado nos casos de:

       uso prolongado de estriol ou qualquer estrógeno (aumenta o risco de desenvolvimento de tumores no endométrio; pacientes em uso prolongado de creme vaginal devem ser avaliadas quanto à proliferação endometrial; considerar a possibilidade de administrar simultaneamente progestógeno para reduzir o risco).

       diabetes melito, histórico de nódulos mamários, enxaqueca, endometriose, predisposição a tromboembolismos, doenças da vesícula biliar e porfiria.

 

Esquemas de administração

t 0,5 mg, por via intravaginal, a cada 24 horas, durante 7 a 14 dias. Seguido de 0,5 mg 2 a 3 vezes na semana, durante 3 a 6 meses.

 

Aspectos farmacocinéticos clinicamente relevantes

t  Pequena absorção sistêmica.

t  Pico de concentração sérica após aplicação vaginal de 0,5 mg de estriol: 1 a 2 horas.

t Concentração sérica máxima: 100 a 160 picogramas/mL, correspondendo aproximadamente à mesma concentração que seria alcançada com uma dose oral de 8 mg. Após a quarta semana de uso, a concentração sérica máxima é significantemente reduzida, provavelmente por aumento do metabolismo pelas células do epitélio vaginal.

t  Metabolismo hepático por conjugação, produzindo metabólitos inativos.

t Excreção: preponderantemente renal.

 

Efeitos adversos

t Irritação vaginal, aumento da sensibilidade das mamas, leucorreia, sangramento vaginal, dor abdominal, prurido genital.

t Efeitos sistêmicos e proliferação endometrial são associados ao uso de estrógenos, mas não foram encontrados na literatura pesquisada para o estriol vaginal. Dose única diária, por tempo curto, não acarreta proliferação endometrial.

 

Interações de medicamentos

t As interações descritas na literatura para estrógenos (ver, por exemplo, monografia de Estrogênios conjugados) são menos prováveis com estriol, uma vez que seu metabolismo hepático, com predomínio de reações de conjugação, não envolve o citocromo P450.

 

Orientação às pacientes

t  A dose da forma vaginal é dada pelo aplicador que vem na embalagem.

Aplicar antes de dormir.

t Após usar o aplicador lavar com água e sabão, não usar água quente.

 

Aspecto farmacêutico

t  Armazenar à temperatura ambiente, de 15 a 30 ºC. Manter ao abrigo do ar e da luz.

 

 

Estrogênios Conjugados

 

Karen Luise Lang

 

Na Rename 2010: item 18.4.1

 

Apresentações

t Comprimido 0,3 mg.

t Creme vaginal 0,625 mg/g.

 

Indicação

t Sintomas urogenitais em mulheres histerectomizadas.

 

Contraindicações

t Hipersensibilidade aos estrogênios conjugados ou a qualquer componente da fórmula.

t  Histórico de distúrbios tromboembólicos arteriais.

t Histórico de tromboses venosas ou embolia pulmonar.

t  Histórico ou suspeita de tumor de mama.

t   Neoplasias estrógeno-dependentes.

t  Insuficiência hepática (ver Apêndice C).

t Hemorragia vaginal não diagnosticada.  t Hiperplasia de endométrio.

t  Gravidez. Categoria de risco (FDA): X (ver Apêndice A).

t  Lactação (ver Apêndice B).

 

Precauções

t Usar com cuidado nos casos de:

       hemangiomas hepáticos, endometriose, metástases ósseas, melanoma, diabetes melito, obesidade, hipercolesterolemia, hipertrigliceridemia, hipotireoidismo, hipocalcemia, enxaqueca, epilepsia, porfiria, lúpus eritematoso sistêmico, asma e tabagismo.

       insuficiência renal (ver Apêndice D).

       cirurgia (suspender o uso 4 a 6 semanas antes da cirurgia ou administrar profilaxia antitromboembólica).

t Há aumento do risco de eventos cardiovasculares, trombose venosa profunda e embolia pulmonar, trombose vascular da retina (suspender se ocorrer perda da visão completa ou parcial, proptose, diplopia ou enxaqueca), hipertensão arterial sistêmica, insuficiência hepática e colestase, câncer de endométrio em mulheres com útero intacto, câncer de mama e demência.

t Estrogênios podem predispor pacientes a hemorragias gengivais.

t O creme vaginal com estrogênios conjugados pode comprometer a eficácia de métodos contraceptivos de barreira.

 

Esquemas de administração

t  0,3 mg, por via oral, a cada 24 horas (continuamente ou ciclicamente).

Dependendo da resposta clínica, interromper o uso em 6 meses.

t 0,5 a 2 g, por via intravaginal, a cada 24 horas, durante 3 semanas seguido de 1 semana de intervalo. Dependendo da resposta clínica, interromper o uso em 6 meses.

 

Aspectos farmacocinéticos clinicamente relevantes

t  É bem absorvido por via oral e transvaginal.

t Metabolização preponderantemente hepática.

t  Meia-vida: 4 horas (transvaginal) e 12 horas (oral)

t  Excreção renal.

 

Efeitos adversos

t Edema, hipertensão, enfarte do miocárdio, doenças cardíacas, tromboflebite, distúrbios  tromboembólicos.

t Hirsutismo, alopecia, prurido, cloasmas, melasmas, exantema.

t Alterações de peso corporal, retenção de fluidos, anormalidades lipídicas, intolerância a glicose, hipercalcemia.

t Cólicas e edema abdominal, náuseas, vômitos, diarreia, flatulência, pancreatite, distúrbios na vesícula biliar, colestase.

t Dores lombares e cãimbras em membros inferiores.

t  Astenia, cefaleia, enxaqueca, vertigens, acidente vascular cerebral, demência.

t Depressão, alterações de humor.

t Transtornos menstruais, dor e sensibilidade nas mamas, galactorreia, vaginite, ginecomastia, alterações da libido, neoplasia de endométrio, tumor de mama e ovário, tumor de colo de útero, candidíase vaginal

t  Tosse, faringite, embolia pulmonar.

t Alterações na visão.

 

Interações de medicamentos

t  Alcaçuz: aumento do risco de retenção de líquidos e de elevação da pressão arterial.

t Cetoconazol, claritromicina, itraconazol e suco de toranja ou pomelo (Citrus paradisii) podem inibir o metabolismo hepático de estrógenos com aumento da concentração plasmática. Monitorar sinais e sintomas de aumento da concentração plasmática de estrógenos, como hipertensão, depressão, cefaleia e retenção de líquidos corporais.

t Erva-de-são-joão (Hypericum perforatum): pode induzir o metabolismo de estrógenos com redução da concentração plasmática. Monitorar a redução da resposta à terapia estrogênica.

t Ginseng: pode provocar efeitos estrogênicos aditivos. Caso ocorram sintomas como mastalgia e sangramentos entre menstruações, a dose de ginseng deve ser reduzida.

t Levotiroxina: a administração simultânea pode reduzir a concentração sérica de tiroxina livre. Monitorar concentração sérica de tireotrofinas por 12 semanas após o início da terapia estrogênica em mulheres com hipotireoidismo.

t Tipranavir: pode induzir o metabolismo de estrógenos com redução da concentração plasmática. Aumento do risco de exantema. Monitorar a redução da resposta à terapia estrogênica.

 

Orientações às pacientes

t  Orientar para a ingestão do comprimido com alimentos ou próximo às refeições para redução das náuseas.

t  A dose da forma vaginal é dada pelo aplicador que vem na embalagem. Aplicar antes de dormir.

t Após usar o aplicador lavar com água e sabão, não usar água quente.

 

Aspecto farmacêutico

t  Armazenar à temperatura ambiente, entre 15 a 30 ºC. Manter ao abrigo do ar e luz.

 

 

Etambutol (ver Cloridrato de Etambutol)

 

Etinilestradiol + Levonorgestrel

 

Karen Luise Lang

 

Na Rename 2010: item 18.4.4

 

Apresentação

t Comprimido 0,03 mg + 0,15 mg.

 

Indicação

t  Contracepção.

 

Contraindicações

t Hipersensibilidade aos componentes da formulação.

t Arritmias.

t Valvopatias.

t  Distúrbios tromboembólicos.

t Hipertensão arterial sistêmica não controlada.

t Doença cardíaca associada com hipertensão pulmonar ou risco de embolia.

t Neoplasia cérebro-vascular.

t Enxaqueca com sintomas neurológicos focais.

t  Diabetes com comprometimento vascular.

t Adenomas ou carcinomas hepáticos.

t  Insuficiência hepática (ver Apêndice C).

t Cálculos biliares.

t  Doença trofoblástica ativa.

t  Lupus eritematoso sistêmico.

t Porfiria.

t  Tumores mamários ou geniturinários.

t Hemorragia vaginal não diagnosticada.

t  Categoria de risco na gravidez (FDA): X (ver Apêndice A).

t  Lactação (ver Apêndice B).

 

Precauções

t Usar com cuidado nos casos de:

       tabagismo (especialmente acima de 15 cigarros/dia).

       idade superior a 35 anos.

       depressão, diabetes, obesidade, hipertensão, enxaqueca, histórico familiar de tumor de mama e de tromboembolismo, hiperlipidemias.

t Pode ocorrer aumento do risco de tromboembolismo venoso, retenção de fluidos e alterações visuais, especialmente com o uso de lentes de contato.

 

Esquema de administração

Adultas

t Um comprimido, por via oral, a cada 24 horas, durante 21 dias. Em seguida, aguardar um período de 7 dias, em que a menstruação deve ocorrer. Após esse intervalo, um novo curso de tratamento deve ser iniciado.

 

Aspectos farmacocinéticos clinicamente relevantes

t Pico de concentração plasmática: etinilestradiol (1,3 horas), levonorgestrel (1,5 horas).

t Metabolismo preponderantemente hepático.

t Excreção: fecal e urinária.

t  Meia-vida: etinilestradiol (18 horas), levonorgestrel (36 horas).

 

Efeitos adversos

t Alterações de peso corporal, edema periférico.

t Aumento de volume e sensibilidade das mamas, alteração na frequência do fluxo menstrual, sangramento de escape, hipo ou amenorreia, alterações da libido, tumores de mama.

t   Náuseas, anorexia, sensação de plenitude gástrica, vômitos, diarreia.

t Melasma, cloasma, exantema, acne, hirsutismo (levonorgestrel tem o maior potencial androgênico dentre os progestógenos associados em contraceptivos orais combinados).

t  Alterações de humor, cefaleia, depressão, ansiedade, vertigens.

t Icterícia colestática, cálculos biliares, redução da tolerância à glicose, edema, aumento de triglicerídeos e LDL colesterol.

t Hipertensão arterial, acidente vascular cerebral, tromboembolismo, enfarte do miocárdio.

t Propensão à candidíase vaginal.

t Intolerância a lentes de contato.

 

Interações de medicamentos

t Agentes hipoglicemiantes (glibenclamida, insulina, metformina): aumentam o risco de hipoglicemia. Monitorar glicose sanguínea e avaliar redução da dose do hipoglicemiante.

t Amoxicilina, demais penicilinas ou tetraciclinas podem reduzir a eficácia contraceptiva. Pacientes devem ser orientadas para a utilização de método contraceptivo adicional durante o tratamento antimicrobiano.

t Amprenavir, nelfinavir, nevirapina e ritonavir induzem a biotransformação, com possível perda da eficácia dos contraceptivos. A utilização de métodos contraceptivos não-hormonais deve ser avaliada quando a terapia simultânea for necessária.

t Benzodiazepínicos, cafeína, ciclosporina, corticoides, tacrina e teofilina têm risco de Efeitos adversos aumentados. Monitorar o aumento da resposta aos fármacos e avaliar redução da dose quando possível.

t Bexaroteno, bosentana, carbamazepina, felbamato, fenitoína, fenobarbital, griseofulvina, primidona, rifabutina, rifampicina, rifapentina, topiramato: aceleram a biotransformação de contraceptivos hormonais, podendo reduzir sua eficácia. Deve-se orientar para o uso de método contraceptivo adicional durante o tratamento.

t Eritromicina e demais macrolídeos podem induzir a biotransformação, comprometer a eficácia contraceptiva e elevar o risco de hepatotoxicidade. Devese orientar para a utilização de método contraceptivo adicional durante o tratamento e monitorar sintomas de toxicidade hepática.

t Erva-de-são-joão (Hypericum perforatum) induz o metabolismo de estrógenos com redução da concentração plasmática. Deve-se evitar a administração simultânea ou orientar para a utilização de método contraceptivo adicional durante o tratamento.

t Fosamprenavir pode ter sua concentração sérica reduzida e alterar a biotransformação do contraceptivo, além de elevar o risco de hepatotoxicidade. Orientar para a utilização de método contraceptivo adicional durante o tratamento e monitorar o aparecimento de sintomas de toxicidade hepática.

t Ginseng pode causar efeitos estrogênicos aditivos. Deve-se reduzir a dose de ginseng caso ocorram sintomas como mastalgia e sangramentos entre menstruações.

t Lamotrigina pode ter seu metabolismo alterado, com variação das concentrações plasmáticas. As doses do anticonvulsivante devem ser cuidadosamente monitoradas e ajustadas em mulheres em terapia simultânea com contraceptivos  hormonais.

t Micofenolatos (de mofetila ou de sódio) podem acelerar a biotransformação do levonorgestrel, reduzindo a eficácia do contraceptivo. Recomendar a utilização de método contraceptivo adicional durante o tratamento.

t Rosuvastatina, suco de pomelo ou grapefruit (Citrus paradisii), valdecoxibe: podem reduzir a biotransformação do contraceptivo, elevando as concentrações plasmáticas e a probabilidade de ocorrência de efeitos adversos. Monitorar a incidência de Efeitos adversos associados ao contraceptivo.

t Selegilina pode ter sua biodisponibilidade oral aumentada. Caso a associação seja necessária, a dose de selegilina deve ser reduzida.

t Tizanidina tem risco de Efeitos adversos aumentado. Deve-se avaliar medicação alternativa para o tratamento da espasticidade ou a redução da dose da tizanidina.

t Varfarina pode ter seu efeito alterado, com redução ou aumento da eficácia anticoagulante. Evitar a administração simultânea. Caso a associação seja necessária, deve-se controlar o tempo de protrombina periodicamente.

t Voriconazol pode ter seu metabolismo inibido e inibir o metabolismo do contraceptivo. Monitorar a ocorrência de Efeitos adversos associados.

 

Orientações às pacientes

t  Alertar a importância de obedecer rigorosamente o horário, diariamente.

Usar preferentemente à noite.

t Informar que intervalos de administração superiores a 24 horas podem comprometer a eficácia contraceptiva. Recomendar a utilização de métodos contraceptivos adicionais durante os 7 dias subsequentes ao esquecimento.

t Orientar para o possível esquecimento de uma dose: ingerir assim que a paciente lembrar. Se o horário já estiver próximo da dose seguinte, as duas doses devem ser ingeridas. O esquecimento de doses deve sempre ser relatado ao médico.

t Orientar para a adoção de medidas contraceptivas adicionais durante 7 dias, se houver vômitos ou diarreia intensa até 2 horas após a ingestão de qualquer dose.

t Alertar que alguns antibióticos quando administrados por via oral podem comprometer a efetividade do medicamento e que quando for necessário o uso concomitante um método contraceptivo de barreira deve ser adotado em paralelo.

 

Aspecto farmacêutico

t  Armazenar à temperatura ambiente, entre 15 a 30 ºC. Manter ao abrigo do ar e luz.

 

 

Etionamida

 

Simone Sena Farina e Fernando de Sá Del Fiol

 

Na Rename 2010: item 5.2.2

 

Apresentação

t Comprimido 250 mg.

 

Indicação

t Tratamento de tuberculose multirresistente em serviços especializados de referência.

 

Contraindicações

t Porfiria.

t Hipersensibilidade a etionamida e a componentes da fórmula.

t  Insuficiência hepática grave (ver Apêndice C).

 

Precauções

t Usar com cuidado nos casos de:

       depressão ou outros distúrbios psiquiátricos, diabete melito e insuficiência renal (ver Apêndice D).

       paciente infectado por HIV (pode ocorrer má absorção do fármaco).

       uso de etanol (potencializa o risco de reações psicóticas).

       hemodiálise ou diálise peritoneal (não há necessidade de ajuste na dose).

t  Monitorar periodicamente glicemia, função tireoidiana, acuidade visual e função hepática.

t Categoria de risco na gravidez (FDA): C.

 

Esquemas  de  administração

Crianças

Tuberculose multirresistente

t  15 a 20 mg/kg, por via oral, a cada 8 a 12 horas. Dose máxima diária: 1 g.

 

Adultos

Tuberculose multirresistente

t  Dose de 15 a 20 mg/kg, por via oral, em dose única ou dividida a cada 12 horas. Dose máxima diária: 1 g.

 

Aspectos farmacocinéticos clinicamente relevantes

t Pico de concentração plasmática: 90 minutos a 3 horas.

t Meia-vida de eliminação: 2 a 3 horas.

t  Metabolismo: hepático.

t Excreção: renal (menos de 1% em forma inalterada).

 

Efeitos adversos

t Náusea, vômitos, diarreia, anorexia, salivação excessiva, paladar metálico, estomatite e dor abdominal.

t  Depressão, ansiedade, psicose.

t Tontura, sonolência, cefaleia, neuropatia periférica (rara) (aumentada na administração concomitante como etambutol e isoniazida), hipotensão ortostática, astenia, neuropatia óptica, diplopia (rara) e distúrbios visuais.

t  Hepatotoxicidade (aumentada na administração concomitante com rifampicina).

t Trombocitopenia.

t  Alopecia, dermatite (incluindo fotodermatite), hipersensibilidade. 

t  Hipoglicemia, hipotireoidismo, pelagra induzida por medicamento.

 

Interações de medicamentos

t Isoniazida: pode resultar em neurite periférica, hepatotoxicidade e encefalopatia. Evitar uso concomitante em pacientes com história ou predisposição àaa função hepática normal no início da terapia conjunta. Monitorar função hepática regularmente. Pacientes diabéticos em uso concomitante destes fármacos são mais propensos a hepatite e apresentam maior dificuldade para controlar o diabetes; por isto, necessitam monitoria contínuo.

t Pirazinamida e rifampicina: pode resultar em hepatotoxicidade. Se uso concomitante for necessário, monitorar função hepática regularmente. Pacientes diabéticos são mais propensos a hepatite e apresentam mais dificuldade para controlar o diabetes; esses pacientes necessitam monitoria contínuo. Etionamida deve ser retirada se houver alteração significante dos testes de função hepática.

 

Orientações aos pacientes

t  Orientar para não usar em casos de reações alérgicas a este fármaco ou nos casos de doenças hepáticas.

t Orientar para ingerir com alimentos para minimizar os Efeitos adversos gastrintestinais.

t Alertar para não ingerir bebida alcoólica durante o uso desse medicamento.

t Orientar para o uso durante todo o tempo prescrito, mesmo que haja melhora dos sintomas com as primeiras doses.

 

Aspectos farmacêuticos

t Armazenar à temperatura ambiente, entre 15 e 30 ºC.

 

 

Etoposídeo

 

Larissa Niro

 

Na Rename 2010: item 6.1.3

 

Apresentações

t Cápsulas 50 mg

t Solução injetável 20 mg/mL

 

Indicações

t  Câncer refratário de testículo.

t Carcinoma de endométrio.

t Câncer pulmonar de pequenas células.

t  Carcinoma embrionário cerebral.

t Doença de Hodgkin.

t Linfoma não-Hodgkin.

t Leucemia mieloide aguda.

t Fase blástica da leucemia mieloide crônica.

t Leucemia linfoblástica aguda refratária ou recorrente.

t Hepatoblastoma (em crianças).

t Meduloblastoma.

t Mesotelioma maligno.

t Neoplasma trofoblástico gestacional.

t  Neuroblastoma refratário ou recorrente.

t Osteossarcoma.

t  Retinoblastoma.

t Síndrome mielodisplásica.

t Timoma maligno estádios III ou IV.

t Tumor de Burkitt.

t  Tumor de células germinativas.

 

Contraindicações

t Hipersensibilidade a etoposídeo e outros derivados da podofilotoxina.

t  Insuficiência hepática.

t Administração intratecal.

 

Precauções

t Usar com cuidado nos casos de:

       idosos com disfunção renal (ver apêndice D) ou hepática (ver apêndice C).

       redução da albumina sérica (pode aumentar o risco de toxicidade).

       tratamentos prolongados (ocorrem supressão gonadal e infertilidade).

       crianças (risco aumentado de reações anafilláticas).

       lactação.

       extravasamento  (irritante).

t  Administração intravenosa lenta (30 a 60 minutos) de etoposídeo reduz o risco de hipotensão.

t  Carcinógeno potencial.

t  Categoria de risco na gravidez (FDA): D (ver apêndice A).

 

Esquema de administração

Crianças

Hepatoblastoma

t monoterapia com dosagem ótima não estabelecida.

 

Leucemia linfoide aguda de múltiplas recorrências

t Dose de 100 mg/m2/dia, por via intravenosa, durante 5 dias, combinado com ifosfamida.

 

Leucemia mieloide aguda

t Tratamento de consolidação da remissão, em combinação com outros quimioterápicos; dosagem ótima não estabelecida.

 

Neuroblastoma refratário ou recorrente

t   Dose de 100 mg/m2/dia, por via intravenosa, durante 5 dias, em combinação com cisplatina, em ciclos repetidos cada 3 a 4 semanas.

 

Osteossarcoma

t   Dose de 100 mg/m2/dia, por via intravenosa, durante 5 dias, em combinação com ciclofosfamida.

 

Retinoblastoma

t  Dose de 150 mg/m2/dia, por via intravenosa, nos dias 0 e 1 de um ciclo de 28 dias, em combinação com vincristina e carboplatina.

 

Tumores cerebrais malignos não ressecáveis

t Dose de 120 mg/m2/dia, por via intravenosa, a cada 4 semanas; após etoposídeo 120 mg/m2/dia, por via oral, combinado com lomustina por 6 ciclos, efetuando-se a redução gradual de etoposídeo para 100 mg/m2/dia, por via oral, e 80 mg/m2/dia, por via oral, durante este período.

 

Carcinoma pulmonar de pequenas células, em combinação com outro agente quimioterápico aprovado como terapia de primeira linha

t Faixa de variação, 35 mg/m2/dia, por via intravenosa, durante 4 dias, para 50 mg/m2/dia, por via intravenosa, durante 5 dias, em combinação com outro agente quimioterápico aprovado, repetir depois de um intervalo de 3 a 4 semanas.

 

Câncer refratário de testículo (em combinação a outro agente quimioterápico aprovado em pacientes que já receberam cirurgia apropriada, quimioterapia e radioterapia)

t Faixa de variação 50 a 100 mg/m2/dia, por via intravenosa, nos dias 1 ao 5 para 100 mg/m2/dia, por via intravenosa, nos dias 1, 3 e 5, em combinação com outro agente auimioterapico, repetir depois de um intervalo de 3 a 4 semanas.

 

Adultos

Câncer refratário de testículo

t Dose de 50 a 100 mg/m2/dia, por via intravenosa, nos dias 1 ao 5. Ou, 100 mg/m2/dia, por via intravenosa, nos dias 1, 3 e 5.

 

Carcinoma de endométrio

t Dose de 50 mg/m2, por via intravenosa, nos dias 1 e 21 de um ciclo de 28 dias. Reduzir para 30 mg/m2 nos pacientes previamente tratados com radioterapia.

 

Carcinoma pulmonar de pequenas células

t Dose de 50 mg/m2/dia, por via oral, durante 21 dias; repetir após 1 a 2 semanas, ou

t Dose de 35 mg/m2/dia, por via intravenosa, durante 4 dias, ou

t  Dose de 50 mg/m2/dia, por via intravenosa, durante 5 dias; repetir após 3 a 4 semanas.

 

Carcinoma de Hodgkins e linfoma não-Hodgkin

t Dose de 100/m2, por via intravenosa, nos dias 1 e 3 do ciclo do regime MIME (mitoguazona, ifosfamida, metotrexato, etoposídeo).

 

Leucemia linfoblástica aguda refratária ou recorrente

t Dose de 100 mg/m2, por via intravenosa + citarabina 3 g/m2.

 

Leucemia mieloide aguda

Dose de 40 a 50 mg/m2, por via intravenosa, durante 5 dias.

 

Meduloblastoma e carcinoma embrionário cerebral

t  Dose de 100 mg/m2/dia, por via intravenosa, nos dias 1, 2 e 3 de um ciclo de 7 dias, associado a vincristina, procarbazina e radioterapia pós-operatória. O regime quimioterápico pode ser repetido a cada 28 dias por até 12 ciclos.

 

Mesotelioma maligno

Dose de 100 mg/m2/dia, por via intravenosa, nos dias 1, 2 e 3 de um ciclo de 4 dias, em combinação com cisplatina, fluoruracila. Cada ciclo deve ser precedido por ácido folínico. Após 48 horas do final do ciclo, administrar filgrastim.

 

Neoplasma trofoblástico gestacional

t Dose de 100 mg/m2/dia, por via intravenosa, nos dias 1 e 2 do ciclo do regime EMA (etoposídeo, metotrexato, actinomicina).

 

Tumor de Burkitt

t Dose de 50 mg/m2 e 100 mg/2, por via intravenosa, em dias alternados, durante 10 dias; associar a paclitaxel e carboplatina, dados no primeiro dia do ciclo. Repetir a cada 3 semanas.

 

Tumor de células germinativas

t Dose de 50 mg/m2/dia, por via intravenosa, durante 5 dias, associado à cisplatina, por 4 ciclos.

 

Aspectos farmacocinéticos clinicamente relevantes

t  Absorção oral: 25 a 75%, não se altera com alimentos.

t Biodisponibilidade: 50% (faixa de variação, 25 a 75%).

t Pico de concentração sérica: 1-1,5 horas.

t Distribuição: 7 – 17 l/m2. Pequena e variável no líquido cérebro-espinhal. A concentração é maior no pulmão normal do que no pulmão com metástase e é semelhante em tumores primários e tecidos normais do miométrio

t Metabolismo : hepático.

t Excreção: renal (56%) e fecal (superior a 16%).

t  Meia-vida de eliminação: 7 horas (faixa de variação de 3 a 12), é menor em crianças (6 a 8 horas).

 

Efeitos adversos

t Alopecia reversiva (8 a 66%).

t Diarreia (1 a 13%); mucosite, estomatite (1 a 6%), náuseas e vômitos (31 a 43%), anorexia (10 a 13%),

t Astenia, tremor.

t  Febre, mal-estar.

t  Anemia, leucopenia (60%).

t  Hipotensão (1 a 20%).

t Falência ovariana (38%).

t Falência cardíaca congestiva, enfarte do miocárdio.

t Síndrome de Stevens-Johnson, necrólise epidermal tóxica.

t Leucemia aguda (rara), meilossupressão.

t  Hepatotoxicidade.

t Imunológica: reação imune de hipersensibilidade (0,7-2%).

 

Interações de medicamentos

t Aprepitanto e fosaprepitanto: podem elevar a concentração plasmática do etoposídeo. O uso concomitante com etoposídeo deve ser feito com cautela (no caso do aprepitanto, recomenda-se eventualmente considerar terapia alternativa). Em caso de uso concomitante, monitorar o paciente em relação a Efeitos adversos do etoposídeo como: hepatotoxicidade, mielossupressão, náuseas, vômitos e diarreia.

t Ciclosporina: pode aumentar dramaticamente a exposição sistêmica ao etoposídeo e leucopenia. A dose de etoposídeo deve ser reduzida em 50% quando usado com infusão de altas doses de ciclosporina.

t  Erva-de-são-joão (Hypericum perforatum): pode reduzir a efetividade do etoposídeo. Evitar o uso concomitante.

t Glicosamina: pode reduzir a efetividade do etoposídeo. O uso concomitante com etoposídeo deve ser evitado.

t  Suco de pomelo ou toranja (grapefruit): pode reduzir a concentração plasmática do etoposídeo. Evitar o uso concomitante.

t Vacinas com vírus vivos: pode aumentar o risco de infecção pelos vírus da vacina. Após o final do tratamento quimioterápico, esperar pelo menos 3 meses para realizar a vacinação com vacina de vírus vivos.

t Vacina contra o rotavírus: pode aumentar o risco de infecção pelos vírus da vacina. A vacinação é contraindicada para pacientes em quimioterapia.

t Valspodar: pode aumentar a toxicidade do etoposídeo. Pode ser necessário reduzir a dose de etoposídeo em até 66% durante o uso concomitante com valspodar.

t Varfarina: aumento do efeito  anticoagulante e do risco de  sangramento. Monitorar estreitamente o paciente quanto ao tempo de protrombina e sinal de hemorragias. Pode ser necessário ajustar a dose de varfarina.

 

Orientações aos pacientes

t Orientar para evitar vacinas, especialmente contra poliovírus, e contato com pessoas próximas que receberam a vacina; se for imprescindível, usar máscara de proteção.

t Identificar história prévia de hipersensibilidade ao etoposídeo, gravidez e lactação, antes de iniciar o tratamento.

t Alertar para a frequência de náuseas e vômitos, que podem ser reduzidos com a administração de antieméticos antes da dose do etoposídeo. Alertar para não interromper o tratamento.

t Orientar para evitar contato com pessoas com infecção, especialmente durante os períodos de baixas contagens sanguíneas. Notificar imediatamente se ocorrer febre, tosse ou rouquidão, dores lombares, disúria.

t Cuidado se ocorrer depressão da medula óssea. Pacientes que desenvolveram leucemia devem ser observados cuidadosamente para sinais de infecção. Orientar para evitar o uso de bebida alcoólica e de ácido acetilsalicílico, devido a risco aumentado de sangramento gastrintestinal. Nestes casos, transfusão de plaquetas pode ser necessária.

t Orientar inspeção regular da pele e superfície da membrana mucosa para sinais de sangramento ou contusão.

t O risco de reações alérgicas graves é maior em crianças recebendo altas doses de etoposídeo.

t Alertar para precauções especiais nos pacientes ao executar procedimentos invasivos.

t Limitar a frequência de venopunção e evitar as injeções intramusculares; testar sinais de hemorragia na urina, êmese e fezes.

t A dose deve ser ajustada para suprir as necessidades de cada paciente, baseadas na resposta clínica e aparência ou gravidade da toxicidade. Alertar para não dobrar doses e usar a dose exata do medicamento.

 

Aspectos farmacêuticos

t Armazenar cápsulas sob refrigeração (2 a 8 ºC) e proteger da umidade. Evitar congelamento. Deixar chegar à temperatura ambiente antes de administrar.

t Solução oral pode ser preparada a partir da solução injetável de etoposídeo (20 mg/mL), diluindo-se o produto com solução injetável de cloreto de sódio 0,9% até a concentração desejada. A solução oral permanece estável por até 22 dias quando acondicionada em seringa de plástico (5 mL).

t Armazenar a solução injetável entre 15 º e 30 ºC, em recipiente bem fechado, protegido da luz. Não congelar ou expor a temperaturas superiores a 40 ºC.

t Observar orientação específica do produtor quanto a diluição, compatibilidade e estabilidade da solução.

t A solução injetável de etoposídeo, para administração intravenosa, deve ser diluída em solução de glicose 5% ou cloreto de sódio 0,9% até uma concentração final de etoposídeo entre 0,2 e 0,4 mg/mL. Acima desta concentração pode ocorrer precipitação do produto. Após diluição, as soluções de etoposídeo a 0,2 e 0,4 mg/mL permanecem estáveis, respectivamente, por 96 e 24 horas, a 25 °C em frascos de plástico ou vidro.

t Frascos de polímeros ABS (acrilonitrila – butadieno – estireno) podem rachar e vazar quando em contato com etoposídeo não diluído.

t Etoposídeo é compatível com soluções de Ringer + lactato e manitol 10%, permanecendo estável por até 8 horas, em frascos ou seringas de vidro, a 25 °C, em concentrações que não excedam 0,4 mg/mL.

t Álcool benzílico  e  polissorbato  80  podem  estar  presentes  nas  injeções de etoposídeo; cuidado com a administração em neonatos e crianças prematuras.

t Recomenda-se que a injeção do etoposídeo seja diluída antes do uso, e que seja administrada por infusão intravenosa lenta (30 a 60 minutos) para prevenir a hipotensão. O etoposídeo não deve ser administrado rapidamente pela via intravenosa.

 

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