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Lesão em Arco Costal

Autor:

Flávia J. Almeida

Médica Assistente do Serviço de Infectologia Pediátrica da Santa Casa de São Paulo. Mestre em Pediatria pela FCMSCSP.

Última revisão: 19/08/2013

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Quadro clínico

Paciente de 12 anos de idade, com antecedente de asma desde os 2 anos. Apresenta crises frequentes, nas quais procura atendimento em pronto-socorro. Em uma das visitas ao pronto-socorro, foi realizada radiografia de tórax, que evidenciou lesão radiopaca em ápice pulmonar direito (Figura 1). A hipótese diagnóstica apresentada foi de pneumonia, sendo prescrito amoxicilina. Após 14 dias de tratamento, nova radiografia foi realizada, evidenciando-se persistência da imagem. A investigação para tuberculose foi negativa. A TC de tórax (Figuras 2, 3 e 4) evidenciou lesão nodular em região posterior do 3º arco costal direito, próximo à coluna vertebral.

 

Figura 1. Radiografia de tórax mostrando lesão radiopaca em ápice pulmonar direito.

 

 

Figura 2. Tomografia computadorizada de tórax mostrando lesão nodular em região posterior do 3º arco costal direito.

 

Figura 3. Tomografia computadorizada de tórax mostrando lesão nodular em região posterior do 3º arco costal direito.

 

Figura 4. Tomografia computadorizada de tórax mostrando lesão nodular em região posterior do 3º arco costal direito.

 

Hipótese diagnóstica

Tumor de costela.

 

Conduta

Resseção cirúrgica da lesão.

 

Diagnóstico antomopatológico

Osteocondroma de costela.

 

Comentários

Osteocondroma é um tumor benigno e corresponde à metade de todos os tumores de costela. Predomina no sexo masculino, numa proporção de 3:1. Habitualmente, apresenta-se dentro dos 3 primeiros anos de vida e cresce até a maturação óssea. Origina-se do córtex ósseo e, dependendo do tamanho e da localização, pode ser assintomático, doloroso ou até causar complicações, como hemotórax, pneumotórax, lesão nervosa ou vascular e fratura.

A ressecção cirúrgica é indicada, pois apenas 10% dos tumores de costela são benignos e a transformação maligna, apesar de rara, pode ocorrer.

 

Referências bibliográficas

1.        Petroze R, McGahren ED. Pediatric chest II: Benign tumors and cysts. Surg Clin North Am. 2012; 92(3):645-58.

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