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Diretriz da SBC para Gravidez na Mulher Cardiopata parte 617

Autores:

Leonardo Vieira da Rosa

Médico Cardiologista pelo Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP. Médico Assistente da Unidade de Terapia Intensiva do Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP. Doutorando em Cardiologia do InCor-HC-FMUSP. Médico Cardiologista da Unidade Coronariana do Hospital Sírio Libanês.

Mariana Andrade Deway

Especialista em Cardiologia pelo Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC-FMUSP).
Médica Cardiologista da Unidade Coronariana do Hospital Sírio Libanês

Última revisão: 26/10/2010

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Introdução

No Brasil, a incidência de cardiopatia na gravidez é, em centros de referência, de até 4,2%, ou seja, oito vezes maior quando comparada a estatísticas internacionais. Universalmente, a cardiopatia é considerada a maior causa de morte materna indireta no ciclo gravídico-puerperal.

 

Cardiopatia Congênita

Os preditores de risco para eventos cardiovasculares são: classe funcional da NYHA, doenca vascular pulmonar, cianose materna, arritmias maternas, obstrução da via de saída do ventrículo esquerdo e disfunção ventricular. As pacientes com tais características são consideradas de alto risco, com mortalidade de 8% a 35% e morbidade de 50%.

Os preditores de risco fetal e neonatal são: classe funcional materna NYHA III e IV e cianose materna (com saturação de oxigênio materno < 85%, a chance de sobrevida fetal é de 12% , elevando para 63% nas pacientes com saturação arterial de oxigênio = 85%).

As complicações fetais mais frequentes nas pacientes de alto risco são: aborto espontâneo (50%), parto prematuro (30% a 50%) e baixo peso ao nascer.

 

Orientações Gerais

Nas pacientes sem correção cirúrgica e sem alteração funcional e nas pacientes com correção cirúrgica, as orientações são as mesmas das pacientes normais; a única diferença é a profilaxia para endocardite infecciosa:

 

1.    O parto cesáreo é reservado para as indicações obstétricas.

2.    Durante o trabalho de parto, é recomendado o decúbito lateral esquerdo e o parto transpélvico deve ser assistido por fórcipe de alívio.

3.    A analgesia epidural lombar com narcóticos pode ser utilizada no sentido de evitar o bloqueio simpático da anestesia caudal. Entretanto, um rigoroso controle da pressão arterial deve ser realizado.

4.    A monitorização hemodinâmica não é necessária de forma rotineira nas pacientes cianóticas, pois há riscos de sangramento na inserção do cateter de Swan-Ganz e, na retirada, de embolia paradoxal e óbito.

5.    São essenciais o controle da pressão arterial por meio do cateter arterial periférico e a oximetria digital nas pacientes cianóticas e com síndrome de Eisenmenger.

6.    No puerpério, a ocitocina pode ser infundida lentamente para evitar seu efeito hipotensor, mas a preferência na redução do sangramento uterino recai sobre a massagem uterina.

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